{"id":8830,"date":"2011-09-21T17:27:43","date_gmt":"2011-09-21T17:27:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=8830"},"modified":"2011-09-21T17:27:43","modified_gmt":"2011-09-21T17:27:43","slug":"sudao-do-sul-o-brasil-poderia-mediar-entre-hyuba-e-cartum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2011\/09\/america-latina\/sudao-do-sul-o-brasil-poderia-mediar-entre-hyuba-e-cartum\/","title":{"rendered":"SUD\u00c3O DO SUL: \u201cO Brasil poderia mediar entre Hyuba e Cartum\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 21\/09\/2011 &ndash; O mais jovem pa\u00eds do mundo, Sud\u00e3o do Sul, busca apoio do Brasil (primeiro Estado que reconheceu sua soberania) para estruturar sua diplomacia e ajudar a desmontar tens\u00f5es e conflitos persistentes.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_8830\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/1182.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8830\" class=\"size-medium wp-image-8830\" title=\"Brasil pode ser um s\u00f3cio de confian\u00e7a entre Yuba e Cartum, acredita James Padiet Angok. - Fab\u00edola Ortiz\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/1182.jpg\" alt=\"Brasil pode ser um s\u00f3cio de confian\u00e7a entre Yuba e Cartum, acredita James Padiet Angok. - Fab\u00edola Ortiz\/IPS\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8830\" class=\"wp-caption-text\">Brasil pode ser um s\u00f3cio de confian\u00e7a entre Yuba e Cartum, acredita James Padiet Angok. - Fab\u00edola Ortiz\/IPS<\/p><\/div>  Sud\u00e3o do Sul pretende abrir uma embaixada em Bras\u00edlia no ano que vem, a primeira no Cone Sul-AmericanoO Brasil poderia ser um \u201cs\u00f3cio de confian\u00e7a\u201d para abrir negocia\u00e7\u00f5es entre o norte e o sul e apoiar a estrutura\u00e7\u00e3o da diplomacia do novo Estado africano, disse \u00e0 IPS o respons\u00e1vel da Am\u00e9rica do Sul do rec\u00e9m-criado Minist\u00e9rio de Assuntos Estrangeiros e de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional do Sud\u00e3o do Sul, James Padiet Angok.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil foi o primeiro pa\u00eds do mundo a estabelecer rela\u00e7\u00f5es com o Sud\u00e3o do Sul, no mesmo dia de sua independ\u00eancia\u201d, disse Angok em entrevista concedida \u00e0 IPS por ocasi\u00e3o do II Curso para Diplomatas Africanos oferecido pela chancelaria brasileira no Rio de Janeiro. Do curso, que come\u00e7ou no dia 12 e vai o dia 23, participam representantes de \u00c1frica do Sul, Angola, Botsuana, Gana, Nam\u00edbia, Nig\u00e9ria, Qu\u00eania, Sud\u00e3o, Sud\u00e3o do Sul, Tanz\u00e2nia, Z\u00e2mbia e Zimb\u00e1bue.<\/p>\n<p> IPS: Como avan\u00e7a a constru\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica externa do novo pa\u00eds?<\/p>\n<p>JAMES PADIET ANGOK: Desde nossa independ\u00eancia, em 9 de julho, come\u00e7amos a desenhar nossa pol\u00edtica externa e a determinar em quais pa\u00edses podemos abrir embaixadas. Estabelecemos v\u00e1rias fases: este ano vamos abrir embaixadas nos 21 pa\u00edses onde j\u00e1 t\u00ednhamos escrit\u00f3rios e miss\u00f5es diplom\u00e1ticas, como Estados Unidos, Canad\u00e1, Gr\u00e3-Bretanha, Qu\u00eania, \u00c1frica do Sul e Uganda, entre outros. Nesta primeira fase, estamos enviando nossos diplomatas aos escrit\u00f3rios j\u00e1 estabelecidos. Ainda n\u00e3o temos miss\u00f5es na Am\u00e9rica do Sul. Na segunda fase, vamos elevar o n\u00famero para 36 embaixadas, e a\u00ed entra o Brasil, em 2012. Agregaremos tamb\u00e9m novas lega\u00e7\u00f5es em pa\u00edses como Su\u00ed\u00e7a, Holanda e Fran\u00e7a, na Europa, e \u00cdndia, Indon\u00e9sia, China, Jap\u00e3o e Mal\u00e1sia, na \u00c1sia.<\/p>\n<p>IPS: O senhor participa do II Curso para Diplomatas Africanos oferecido pela chancelaria brasileira no Rio de Janeiro. Por que o interesse? O que pensa que pode dar aos pa\u00edses africanos?<\/p>\n<p>JPO: Somos tr\u00eas participando do curso, e um de n\u00f3s dar\u00e1 um semin\u00e1rio. Queremos mostrar ao Brasil o contexto com o qual chegamos \u00e0 nossa independ\u00eancia, conhecer como este pa\u00eds conduz sua diplomacia e encontrar formas de cooperar. Uma das coisas mais importantes que podemos aprender com o Brasil \u00e9 como preservar a diplomacia da pol\u00edtica partid\u00e1ria. O Brasil teve \u00eaxito nisso e mant\u00e9m a tradi\u00e7\u00e3o de sua pol\u00edtica externa. Tamb\u00e9m nos interessa aprender a parte pr\u00e1tica da diplomacia, especialmente em mat\u00e9ria de guerra e de paz, com a finalidade de resolver problemas mediante solu\u00e7\u00f5es negociadas, em lugar da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>IPS: Acredita que o Brasil pode ajudar a consolidar a diplomacia de seu pa\u00eds?<\/p>\n<p>JPO: Temos interesse em como traduz seus valores no programa de treinamento e forma\u00e7\u00e3o de diplomatas. Defendo o uso de uma diplomacia profissional, e \u00e9 isso que vejo no Brasil, e \u00e9 exatamente o que queremos para o Sud\u00e3o do Sul. Estamos criando um novo instituto diplom\u00e1tico e descobrimos que o Brasil \u00e9 um dos melhores em mat\u00e9ria de pr\u00e1tica diplom\u00e1tica. Consegue lidar com in\u00fameros interesses pol\u00edticos na diplomacia nacional sem que esta se incline pelas posi\u00e7\u00f5es deste ou daquele partido. E se h\u00e1 uma mudan\u00e7a no governo, isso tampouco altera a pol\u00edtica externa.<\/p>\n<p>IPS: Por que aprender com um pa\u00eds em desenvolvimento em lugar de buscar apoio das na\u00e7\u00f5es ricas?<\/p>\n<p>JPO: Vemos o Brasil como um pa\u00eds em desenvolvimento e a brecha entre n\u00f3s n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande. Apresenta-se com uma atitude humilde diante de n\u00f3s, e assim podemos aprender mais do que com as na\u00e7\u00f5es desenvolvidas, que \u00e0s vezes s\u00e3o muito petulantes. O Brasil \u00e9 bem-vindo nos pa\u00edses africanos. As pessoas n\u00e3o sabem que o Brasil foi o primeiro pa\u00eds do mundo que estabeleceu rela\u00e7\u00f5es com o Sud\u00e3o do Sul, no mesmo dia de nossa independ\u00eancia. Isto \u00e9 muito significativo.<\/p>\n<p>IPS: O senhor n\u00e3o v\u00ea o interesse do Brasil e de suas empresas na \u00c1frica como uma invas\u00e3o ou uma forma de imperialismo?<\/p>\n<p>JPO: O Brasil \u00e9 totalmente diferente, \u00e9 bem-vindo e n\u00e3o se intromete em assuntos internos, n\u00e3o dita ordens a outros Estados. O Brasil s\u00f3 pode aconselhar, dizer como faz as coisas, mas n\u00e3o for\u00e7ar ningu\u00e9m, e este \u00e9 o esp\u00edrito que buscamos.<\/p>\n<p>IPS: A emancipa\u00e7\u00e3o do Sud\u00e3o do Sul ap\u00f3s cinco d\u00e9cadas de guerra custou a vida de dois milh\u00f5es de pessoas, e ainda enfrenta problemas e tens\u00f5es\u2026<\/p>\n<p>JPO: A constru\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o \u00e9 um desafio. O Sud\u00e3o do Sul teve de lutar por sua constru\u00e7\u00e3o nacional, n\u00e3o foi poss\u00edvel consegui-la pela diplomacia e seguiu o caminho da viol\u00eancia. O resultado foi a separa\u00e7\u00e3o do Sud\u00e3o, mas esta n\u00e3o resolveu os problemas internos, que se mant\u00eam tanto no norte quanto no sul. Pensamos que podemos avan\u00e7ar com a\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas. Temos tens\u00f5es tribais, h\u00e1 muitos fatores, como a divis\u00e3o de terras e as reservas de petr\u00f3leo, que podem fazer a viol\u00eancia explodir novamente. Os desafios s\u00e3o enormes e a unidade de nosso povo ainda \u00e9 muito dif\u00edcil. No Sud\u00e3o do Sul, h\u00e1 61 grupos \u00e9tnicos que falam outras tantas l\u00ednguas. A melhor forma \u00e9 aprender a avan\u00e7ar pelo di\u00e1logo e pela negocia\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 dif\u00edcil. Em dez anos, a nova gera\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o esteve envolvida na viol\u00eancia, poder\u00e1 enfrentar melhor os problemas. Muita gente da gera\u00e7\u00e3o atual est\u00e1 traumatizada por longos anos de guerra.<\/p>\n<p>IPS: A independ\u00eancia foi oficializada, mas sem que as fronteiras entre norte e sul estejam demarcadas. Como superar esse problema? O senhor defende uma fronteira flex\u00edvel, em raz\u00e3o dos movimentos de tribos n\u00f4mades?<\/p>\n<p>JPO: As fronteiras s\u00e3o cruciais no processo p\u00f3s-independ\u00eancia. Nossa fronteira mais extensa \u00e9 com o Sud\u00e3o, com cerca de dois mil quil\u00f4metros. \u00c9 complexo pela quest\u00e3o do petr\u00f3leo que se encontra nessa \u00e1rea de fronteira, e pelos problemas tribais. Quando um pa\u00eds se divide, se n\u00e3o forem determinados os limites n\u00e3o se sabe qual petr\u00f3leo pertence a cada parte. A fronteira flex\u00edvel \u00e9 complicada e deve ser negociada ou n\u00e3o saberemos como repartir o petr\u00f3leo de maneira justa. Se deixarmos isto sem resolver haver\u00e1 mais conflitos. Isto \u00e9 o que podemos aprender com o Brasil e pode ser de grande ajuda: como negociar. Sabemos que este pa\u00eds n\u00e3o toma partido facilmente. Temos a quest\u00e3o tribal, vinculada \u00e0s guerras. H\u00e1 tribos fronteiri\u00e7as que lutaram com o povo do Sud\u00e3o do Sul contra o regime de Cartum (capital do Sud\u00e3o). Ao nos dividirmos, elas pertencem por defini\u00e7\u00e3o ao norte, mas isso n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para elas. Segundo estat\u00edsticas de 2010, a popula\u00e7\u00e3o do Sud\u00e3o do Sul \u00e9 de 8,5 milh\u00f5es de pessoas, e no (disputado territ\u00f3rio) de Abyei h\u00e1 cerca de 600 mil. Elas s\u00e3o da etnia dinka, originalmente pertencem ao sul, mas de acordo com as fronteiras definidas no Acordo Amplo de Paz de 2005 pertencem ao norte. Elas devem realizar um referendo para decidir, mas este n\u00e3o aconteceu por dificuldades para determinar quem deve votar. Por isto, hoje vemos viol\u00eancia em Abyei. No Estado de Nilo Azul dever\u00e1 haver uma consulta popular, aprovada pelo parlamento eleito, para determinar se o Acordo amplo lhes d\u00e1, ou n\u00e3o, os bons dividendos da paz. Se a resposta for n\u00e3o, podem recomendar o que se deve fazer. Mas a consulta n\u00e3o aconteceu por dificuldades com o censo. Tanto as pessoas de Nilo Azul como do Estado de Kordof\u00e1n do Sul rejeitam os resultados dos censos. \u00c9 preciso refaz\u00ea-los e isso atrasa as consultas populares. \u00c9 evidente que este assunto \u00e9 crucial, porque pensam que pertencem mais ao sul do que ao norte. De modo que o dilema que t\u00eam agora \u00e9 aonde pertencem. Isto exigir\u00e1 muita diplomacia. Essas popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o armadas h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas. Como dizer-lhes para deporem as armas e voltarem para casa? Est\u00e1 ficando dif\u00edcil e gerando viol\u00eancia e novos choques.<\/p>\n<p>IPS: H\u00e1 risco de uma nova guerra civil?<\/p>\n<p>JPO: O risco \u00e9 real, mas somos n\u00f3s do Sul que devemos controlar esse risco. Se hoje decid\u00edssemos responder, haveria uma guerra, mas decidimos que agora n\u00e3o \u00e9 o momento de nos envolvermos em uma nova guerra, nem de nos aventurarmos nos assuntos do Sud\u00e3o. Todas estas quest\u00f5es devem ser solucionadas pela diplomacia.<\/p>\n<p>IPS: Qual a realidade em mat\u00e9ria de servi\u00e7os b\u00e1sicos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>JPO: Temos um grande problema de seguran\u00e7a alimentar. N\u00e3o produzimos alimentos suficientes, por isso importamos de Uganda, Qu\u00eania e do pr\u00f3prio Sud\u00e3o. Contudo,, nos \u00faltimos dias, o Sud\u00e3o fechou sua fronteira. Agora n\u00e3o h\u00e1 com\u00e9rcio entre n\u00f3s e o Sud\u00e3o. A maior parte do petr\u00f3leo est\u00e1 no sul, mas os oleodutos seguem para as refinarias no norte. Decidimos que n\u00e3o pod\u00edamos fechar esse fluxo. O com\u00e9rcio est\u00e1 interrompido, mas o oleoduto funciona porque, se for fechado, criaremos um grave problema para nosso or\u00e7amento, que depende em 99% da venda desse \u00f3leo. Cremos que podemos negociar e estabelecer acordos comerciais de maneira que eles reabram sua fronteira e n\u00f3s consigamos alimentos. O petr\u00f3leo vai do sul para o norte para ser refinado, mas o combust\u00edvel n\u00e3o retorna para o sul, ent\u00e3o temos de compr\u00e1-lo de Eti\u00f3pia, Uganda e Qu\u00eania. Em Yuba (capital do Sud\u00e3o do Sul) temos escassez de gasolina. De fato, h\u00e1 uma crise. No momento, dependemos de nossos vizinhos. E o Sud\u00e3o \u00e9 um vizinho muito importante e devemos negociar com ele. Acreditamos que o Brasil pode ajudar e se converter em um s\u00f3cio de confian\u00e7a que atue com neutralidade. \u00c9 a maneira de tent\u00e1-lo. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 21\/09\/2011 &ndash; O mais jovem pa\u00eds do mundo, Sud\u00e3o do Sul, busca apoio do Brasil (primeiro Estado que reconheceu sua soberania) para estruturar sua diplomacia e ajudar a desmontar tens\u00f5es e conflitos persistentes. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2011\/09\/america-latina\/sudao-do-sul-o-brasil-poderia-mediar-entre-hyuba-e-cartum\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":77,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,2,11],"tags":[27,25],"class_list":["post-8830","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-america-latina","category-politica","tag-brasil","tag-ibsa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8830","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/77"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8830"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8830\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8830"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8830"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8830"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}