{"id":8838,"date":"2011-09-23T15:53:29","date_gmt":"2011-09-23T15:53:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=8838"},"modified":"2011-09-23T15:53:29","modified_gmt":"2011-09-23T15:53:29","slug":"seremos-capazes-de-enfrentar-com-eficacia-o-desafio-do-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2011\/09\/mundo\/seremos-capazes-de-enfrentar-com-eficacia-o-desafio-do-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"Seremos capazes de enfrentar com efic\u00e1cia o desafio do desenvolvimento?"},"content":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 23\/09\/2011 &ndash; A publica\u00e7\u00e3o, no dia 22 deste m\u00eas, do informe \u201cEfic\u00e1cia da ajuda 2005-2010. Progressos na implanta\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o de Paris\u201d nos prop\u00f5e uma importante pergunta: somos, hoje em dia, mais eficientes do que h\u00e1 cinco anos quanto \u00e0 ajuda para o desenvolvimento? <!--more--> O que surge desse informe faz pensar. Em n\u00edvel global, apenas uma das 13 metas estabelecidas para 2010 pela Declara\u00e7\u00e3o de Paris sobre Efic\u00e1cia da Ajuda foi alcan\u00e7ada e somente por estreita margem.<\/p>\n<p>Quando mais de cem pa\u00edses entre doadores e em desenvolvimento assinaram em 2005 a Declara\u00e7\u00e3o de Paris, inclu\u00edram uma s\u00e9rie de princ\u00edpios destinados a enfrentar as principais preocupa\u00e7\u00f5es em mat\u00e9ria de desenvolvimento no come\u00e7o do S\u00e9culo 21. Tamb\u00e9m se comprometeram a alcan\u00e7ar desde essa data e at\u00e9 2010 uma s\u00e9rie de objetivos destinados a assegurar que o dinheiro destinado \u00e0 ajuda produzisse melhores e mais duradouros resultados.<\/p>\n<p>Avalia\u00e7\u00f5es independentes mostram, de todo modo, que esses princ\u00edpios deixam sua marca, e foram adotados como normas globais de boa pr\u00e1tica que se centram em diversos interesses e os conduzem para metas comuns e objetivos concretos de desenvolvimento. E em muitos casos mudou o enfoque ao colocar \u00e0 frente as preocupa\u00e7\u00f5es do pa\u00eds ao qual se ajuda.<\/p>\n<p>No fim das contas, a d\u00e9cada passada foi boa para o desenvolvimento. Mais de um ter\u00e7o das na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento subiram para o grupo de pa\u00edses com renda maior.<\/p>\n<p>Entre 2001 e 2010, os esfor\u00e7os globais obtiveram aumento real de 60% na assist\u00eancia oficial ao desenvolvimento. O r\u00e1pido crescimento econ\u00f4mico da primeira metade da d\u00e9cada levou a uma consider\u00e1vel baixa da pobreza nos pa\u00edses em desenvolvimento, de modo que o primeiro dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio (ODM) \u2013 reduzir pela metade o n\u00famero de pessoas que vivem com menos de US$ 1,25 por dia \u2013 pode ser alcan\u00e7ado at\u00e9 2015.<\/p>\n<p>Entretanto, o progresso em rela\u00e7\u00e3o aos objetivos acordados na Declara\u00e7\u00e3o de Paris est\u00e1 ocorrendo em ritmo muito mais lento e desigual do que o esperado. \u00c9 preciso fazer mais para enfrentar os urgentes desafios atuais.<\/p>\n<p>O mundo mudou profundamente desde que a ajuda, tal como hoje a conhecemos, come\u00e7ou a ser dada, h\u00e1 cerca de 60 anos. As \u00faltimas d\u00e9cadas viram uma explos\u00e3o no n\u00famero de organiza\u00e7\u00f5es e na\u00e7\u00f5es que apoiam o desenvolvimento, com pa\u00edses de renda m\u00e9dia e economias emergentes que cada vez mais est\u00e3o proporcionando diretamente ajuda ao desenvolvimento fora dos modelos tradicionais do passado. Al\u00e9m disso, h\u00e1 mais organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e da sociedade civil, funda\u00e7\u00f5es privadas e atores empresariais entusiasmados com a possibilidade de participar da busca de solu\u00e7\u00f5es para os angustiantes problemas mundiais.<\/p>\n<p>Enquanto esses atores aportam novos fundos, junto com novos enfoques, o \u201ccampo de jogo\u201d fica abarrotado e ao mesmo tempo aumentam os desafios que devem enfrentar e tratar de manejar os pa\u00edses em desenvolvimento. E mais, quest\u00f5es nacionais como sa\u00fade, seguran\u00e7a, emprego, migra\u00e7\u00f5es inseguran\u00e7a alimentar e mudan\u00e7a clim\u00e1tica exigem uma resposta coordenada e, sobretudo, uma forte vontade pol\u00edtica para abord\u00e1-las.<\/p>\n<p>Com este panorama, o trabalho conjunto se converteu em um dos maiores desafios para conseguir a redu\u00e7\u00e3o da desigualdade.<\/p>\n<p>O Quarto F\u00f3rum de Alto N\u00edvel sobre Efic\u00e1cia da Ajuda (HLF-4), que acontecer\u00e1 em Busan, na Coreia do Sul, no final deste ano, nos proporciona uma oportunidade \u00fanica. Faltando apenas quatro anos para a data-limite de 2015 para cumprimento dos ODM, este f\u00f3rum \u00e9 uma das \u00faltimas ocasi\u00f5es para reunir um grupo t\u00e3o amplo de l\u00edderes do desenvolvimento. Eles ter\u00e3o a oportunidade de revitalizar os compromissos existentes, bem como de colocar as bases para um enfoque moderno, inclusivo e transparente do desenvolvimento internacional.<\/p>\n<p>Em Busan, poderemos nos servir de diversas experi\u00eancias e li\u00e7\u00f5es, bem como de pontos de vista divergentes e de diferentes modos de trabalhar de representantes de muitos pa\u00edses e organiza\u00e7\u00f5es de todo o mundo. Neste cen\u00e1rio, a coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento \u00e9 apenas uma parte da solu\u00e7\u00e3o. E, embora tenha um papel indispens\u00e1vel para o desenvolvimento e a redu\u00e7\u00e3o da pobreza, \u00e9 preciso que com o tempo reduzamos a depend\u00eancia da ajuda tradicional sem colocar em risco, naturalmente, o bem-estar das pessoas e dos pa\u00edses de menor renda.<\/p>\n<p>Isto significa que se deve examinar a interdepend\u00eancia e a coer\u00eancia de todas as pol\u00edticas p\u00fablicas, n\u00e3o apenas as pol\u00edticas de desenvolvimento, para permitir que os pa\u00edses fa\u00e7am um uso completo das oportunidades proporcionadas pelos investimentos e com\u00e9rcio internacionais. \u00c9 necess\u00e1rio acrescentar o impacto das diversas fontes de financiamento, incluindo os recursos dom\u00e9sticos, o investimento privado e o financiamento p\u00fablico, a filantropia e os fundos para enfrentar os efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, a fim de atingir nossas metas comuns.<\/p>\n<p>Em Busan, teremos a oportunidade de virar a p\u00e1gina e de fazer com que a pr\u00f3xima d\u00e9cada seja boa n\u00e3o apenas para o desenvolvimento em si, mas tamb\u00e9m para que possamos mudar de verdade a maneira de consegui-lo. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>* Bert Koenders e Talaat Abdel-Malek s\u00e3o copresidentes do Grupo de Trabalho sobre a Efic\u00e1cia da Ajuda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 23\/09\/2011 &ndash; A publica\u00e7\u00e3o, no dia 22 deste m\u00eas, do informe \u201cEfic\u00e1cia da ajuda 2005-2010. 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