{"id":892,"date":"2005-08-12T00:00:00","date_gmt":"2005-08-12T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=892"},"modified":"2005-08-12T00:00:00","modified_gmt":"2005-08-12T00:00:00","slug":"juventude-festa-mundial-antiimperialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/08\/america-latina\/juventude-festa-mundial-antiimperialista\/","title":{"rendered":"Juventude: Festa mundial antiimperialista"},"content":{"rendered":"<p>Caracas, 12\/08\/2005 &ndash; Com m&uacute;sica, dan&ccedil;a, f&oacute;runs, debates e um tribunal antiimperialista, acontece na Venezuela o XVI Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, que re&uacute;ne jovens de 144 pa&iacute;ses com o denominador comum de se identificarem com a esquerda e sob o lema &quot;pela paz e a solidariedade&quot;. Informais, irreverentes e barulhentos, milhares de jovens desfilaram na sess&atilde;o inicial diante de seu anfitri&atilde;o, o presidente venezuelano Hugo Ch&aacute;vez, alguns usando t&ecirc;nis de marcas multinacionais, outros vestimentas t&iacute;picas ou camisetas com a imagem do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara.<br \/> <!--more--> <br \/> O cen&aacute;rio foi a esplanada do Forte Tiuna, principal quartel de Caracas, onde nunca antes entraram cartazes como os que proliferaram, com retratos de Che, Carl Marx, L&ecirc;nin, Ho Chi Minh, Kim Il Sung, Augusto C&eacute;sar Sandino e Fidel Castro, junto com Simon Bol&iacute;var, Jos&eacute; Mart&iacute; e o pr&oacute;prio Ch&aacute;vez. Hands off Venezuela (M&atilde;os Fora da Venezuela), dizia um enorme cartaz carregado pela delega&ccedil;&atilde;o norte-americana. Um delegado do Brasil subiu no palanque para entregar a Ch&aacute;vez uma bola de futebol e uma camisa da sele&ccedil;&atilde;o brasileira. As jovens vietnamitas, com vestidos e bandeiras de todas as cores, foram as favoritas dos fot&oacute;grafos e foram muito aplaudidas pelo p&uacute;blico e as autoridades civis e militares que acompanhavam o presidente.<\/p>\n<p> O desfile inaugural, realizado na noite de ter&ccedil;a-feira e que terminou na madrugada do dia seguinte, foi transmitido por rede nacional de r&aacute;dio e televis&atilde;o, e tamb&eacute;m pela nova rede internacional por assinatura Telesul, criada em sociedade com Argentina, Cuba e Uruguai. &quot;Jovens, estamos todos diante de um desafio gigantesco: n&atilde;o se trata apenas de lutar pelo socialismo em que acreditamos, mas de salvar o mundo amea&ccedil;ado pela voracidade do imperialismo norte-americano, que n&atilde;o respeita limites&quot;, afirmou Ch&aacute;vez por sobre o mar de bandeiras da Venezuela e dos pa&iacute;ses participantes do festival.<\/p>\n<p> O presidente disse que os Estados Unidos &quot;s&atilde;o o imp&eacute;rio mais selvagem, cruel e assassino que j&aacute; existiu na hist&oacute;ria do mundo&quot;. Al&eacute;m disso, advertiu &quot;os falc&otilde;es do Pent&aacute;gono para n&atilde;o se equivocarem e terem a louca id&eacute;ia de invadir esta terra, porque os faremos comer o p&oacute; da derrota&quot;. Os jovens responderam gritando lemas como &quot;Bush, fascista, &eacute;s terrorista&quot;, &quot;Ch&aacute;vez, amigo, o povo est&aacute; contigo&quot; e, tamb&eacute;m, &quot;Uh! Ah! Ch&aacute;vez n&atilde;o se v&aacute;&quot;, usada pelos partid&aacute;rios do presidente durante a campanha que travou h&aacute; um ano por ocasi&atilde;o do referendo sobre a continuidade de seu mandato.<\/p>\n<p> O festival, que termina na segunda-feira, como as 15 edi&ccedil;&otilde;es anteriores, &eacute; organizado pela Federa&ccedil;&atilde;o Mundial da Juventude Democr&aacute;tica (FMJD), uma organiza&ccedil;&atilde;o de esquerda nascida em Londres depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A maioria das edi&ccedil;&otilde;es anteriores, desde a primeira em 1947, em Praga, foi realizada em capitais de pa&iacute;ses do hoje desaparecido campo socialista europeu e da ex-Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, embora o oitavo festival tenha acontecido em Helsinque, em 1962, e o d&eacute;cimo quinto, em 2001, em Argel. A escolha da Venezuela &quot;tem a ver com o fato de serem evidentes as mudan&ccedil;as sociais e as agress&otilde;es do imp&eacute;rio&quot;, disse &agrave; IPS o portugu&ecirc;s Miguel Madeira, presidente da FMJD. O encontro consiste em 20 confer&ecirc;ncias, 24 semin&aacute;rios e 60 f&oacute;runs de discuss&atilde;o, &quot;porque o festival tem uma tradi&ccedil;&atilde;o de debate&quot;, recordou Madeira. <\/p>\n<p> Tamb&eacute;m ser&aacute; montado um tribunal antiimperialista, para o qual est&atilde;o convidados intelectuais e juristas. Delega&ccedil;&otilde;es de diferentes pa&iacute;ses apresentar&atilde;o no tribunal &quot;cerca de 160 den&uacute;ncias de crimes contra Estados, povos e o meio ambiente pelos quais os Estados Unidos s&atilde;o respons&aacute;veis&quot;, disse &agrave; IPS David Vel&aacute;squez, do comit&ecirc; venezuelano que organiza o encontro. As delibera&ccedil;&otilde;es do tribunal acontecer&atilde;o nos &uacute;ltimos dias do festival, que culminar&aacute; com a ado&ccedil;&atilde;o de uma declara&ccedil;&atilde;o geral. &quot;O festival fortalece o interc&acirc;mbio e as lutas concretas dos jovens em cada pa&iacute;s, porque em toda parte se sente a ofensiva imperialista, que gera desigualdades e diferen&ccedil;as, al&eacute;m de reflexos de resist&ecirc;ncia e protesto entre os jovens e os estudantes&quot;, destacou Madeira.<\/p>\n<p> Al&eacute;m da discuss&atilde;o pol&iacute;tica e ideol&oacute;gica, haver&aacute; quatro encontros e exposi&ccedil;&otilde;es culturais, concertos e excurs&otilde;es ao interior do pa&iacute;s, &quot;pois avaliamos a oportunidade de os jovens conhecerem a Venezuela&quot;, disse Vel&aacute;squez. Grupos de jovens tamb&eacute;m conhecer&atilde;o de perto experi&ecirc;ncias de programas sociais nas &aacute;reas de sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o de adultos, alimenta&ccedil;&atilde;o e trabalho de cooperativas, patrocinadas pelo governo Ch&aacute;vez desde 2003. Os debates acontecer&atilde;o nas instala&ccedil;&otilde;es sociais do Forte Tiuna, na Universidade Bolivariana &#8211; criada por Ch&aacute;vez h&aacute; dois anos &#8211; em pr&eacute;dios cedidos pela empresa estatal Petr&oacute;leos da Venezuela, no complexo de edif&iacute;cios Parque Central, em alguns museus e no moderno teatro Teresa Carre&ntilde;o, de Caracas.<\/p>\n<p> A maioria dos jovens delegados das filiais nacionais da FMJD &#8211; em quase todos os pa&iacute;ses, organiza&ccedil;&otilde;es afins ao bra&ccedil;o juvenil do Partido Comunista &#8211; pagou entre US$ 100 e US$ 200 por inscri&ccedil;&atilde;o, e embora alguns estejam alojados em hot&eacute;is e vilas esportivas, outros dividem alojamentos com grupos juvenis anfitri&otilde;es. O governo liberou US$ 8 milh&otilde;es para gastos com alojamento e manuten&ccedil;&atilde;o das delega&ccedil;&otilde;es, e com a prepara&ccedil;&atilde;o de locais onde se hospedar&atilde;o e debater&atilde;o, informou o oficialista Di&aacute;rio Vivas. Um tanto temerosos de que os jovens visitantes sejam v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia que afeta Caracas, com m&eacute;dia semanal entre 20 e 25 homic&iacute;dios, al&eacute;m de numerosos assaltos e roubos, as organiza&ccedil;&otilde;es solicitaram e obtiveram um refor&ccedil;o da vigil&acirc;ncia policial e militar ao redor dos locais de realiza&ccedil;&atilde;o do festival. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caracas, 12\/08\/2005 &ndash; Com m&uacute;sica, dan&ccedil;a, f&oacute;runs, debates e um tribunal antiimperialista, acontece na Venezuela o XVI Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, que re&uacute;ne jovens de 144 pa&iacute;ses com o denominador comum de se identificarem com a esquerda e sob o lema &quot;pela paz e a solidariedade&quot;. Informais, irreverentes e barulhentos, milhares de jovens desfilaram na sess&atilde;o inicial diante de seu anfitri&atilde;o, o presidente venezuelano Hugo Ch&aacute;vez, alguns usando t&ecirc;nis de marcas multinacionais, outros vestimentas t&iacute;picas ou camisetas com a imagem do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/08\/america-latina\/juventude-festa-mundial-antiimperialista\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-892","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/892","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=892"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/892\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=892"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=892"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=892"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}