{"id":894,"date":"2005-08-12T00:00:00","date_gmt":"2005-08-12T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=894"},"modified":"2005-08-12T00:00:00","modified_gmt":"2005-08-12T00:00:00","slug":"trabalho-ue-no-sofre-inundao-de-mo-de-obra-do-leste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/08\/america-latina\/trabalho-ue-no-sofre-inundao-de-mo-de-obra-do-leste\/","title":{"rendered":"Trabalho: UE n&atilde;o sofre inunda&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o-de-obra do leste"},"content":{"rendered":"<p>Bruxelas, 12\/08\/2005 &ndash; A amplia&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia (UE), em maio de 2004, n&atilde;o provocou a temida inunda&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o-de-obra barata vinda dos novos pa&iacute;ses-membros para os mais antigos, mas apenas um persistente gotejar, concluiu o Servi&ccedil;o de A&ccedil;&atilde;o Cidad&atilde;o Europ&eacute;ia (Ecas, sigla em ingl&ecirc;s). O fluxo de trabalhadores a partir dos novos membros, como a Pol&ocirc;nia, &eacute; &quot;manej&aacute;vel&quot; e produziu &quot;benef&iacute;cios econ&ocirc;micos&quot; nos pa&iacute;ses que os receberam, diz o informe intitulado &quot;Quem Teme uma Uni&atilde;o Europ&eacute;ia Ampliada?&quot;, divulgado na quarta-feira por essa organiza&ccedil;&atilde;o de direitos civis. O Ecas oferece servi&ccedil;os de lobby, arrecada&ccedil;&atilde;o de fundos e defesa dos direitos cidad&atilde;os dentro da UE.<br \/> <!--more--> <br \/> Em maio de 2004, se incorporaram &agrave; Uni&atilde;o Europ&eacute;ia dez novos membros da Europa central e oriental, pertencentes ao antigo bloco comunista: Chipre, Rep&uacute;blica Checa, Est&ocirc;nia, Hungria, Let&ocirc;nia, Litu&acirc;nia, Malta, Eslov&aacute;quia, Eslov&ecirc;nia e Pol&ocirc;nia. Assim, a UE passou a contar com 25 membros. A amplia&ccedil;&atilde;o gerou um grande alarme sobre a chegada de trabalhadores aos antigos membros ocidentais e a possibilidade de tirarem empregos de cidad&atilde;os desses pa&iacute;ses. &quot;Os alarmistas que previram um grande fluxo de m&atilde;o-de-obra barata da Europa central e oriental estavam errados&quot;, disse na quarta-feira &agrave; imprensa o diretor do Ecas, Tony Venables. &quot;Ainda h&aacute; uma enorme dist&acirc;ncia entre a percep&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica sobre a amplia&ccedil;&atilde;o e o que ocorre realmente&quot;, afirmou.<\/p>\n<p> O motivo do alarme foi &quot;o medo do desconhecido&quot;, diz o relat&oacute;rio, e acrescenta que &quot;os novos pa&iacute;ses-membros ainda devem combater os estere&oacute;tipos&quot;. O estudo, que analisa dados oficiais de 20 dos 25 pa&iacute;ses da UE, mostra que o n&iacute;vel de migra&ccedil;&atilde;o dos novos integrantes para os antigos n&atilde;o chega a representar 1% da for&ccedil;a de trabalho. Irlanda, Su&eacute;cia e Gr&atilde;-Bretanha foram os &uacute;nicos pa&iacute;ses que abriram totalmente seus mercados de trabalho para imigrantes dos dez novos membros. Outros pa&iacute;ses, como Fran&ccedil;a e Alemanha, com altos &iacute;ndices de desemprego, impuseram restri&ccedil;&otilde;es ao direito de trabalho em seus territ&oacute;rios por v&aacute;rios anos.<\/p>\n<p> A Pol&ocirc;nia, o pa&iacute;s de maior popula&ccedil;&atilde;o entre os novos integrantes da UE, &eacute; o que tem mais cidad&atilde;os em outros pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, segundo o Ecas. Os poloneses representam o maior n&uacute;mero de trabalhadores da Europa oriental na Gr&atilde;-Bretanha (quase cem mil) e na Irlanda (40 mil). Segundo as normas do bloco europeu, os cidad&atilde;os de seus Estados-membros podem se estabelecer e trabalhar em qualquer pa&iacute;s da UE, mas os rec&eacute;m-chegados se viram obrigados a aceitar restri&ccedil;&otilde;es ao movimento trabalhista por sete anos. A Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia, &oacute;rg&atilde;o executivo da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, definir&aacute;, no pr&oacute;ximo ano, se esse prazo deve ser reduzido ou ampliado, mas a decis&atilde;o de abrir os mercados depender&aacute; de cada governo.<\/p>\n<p> Embora n&atilde;o tenha ocorrido a temida inunda&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o-de-obra barata, o Ecas reconhece que a falta de restri&ccedil;&otilde;es na Gr&atilde;-Bretanha, Su&eacute;cia e Irlanda provocou um grande aumento no fluxo de trabalhadores para esses pa&iacute;ses. Depois da amplia&ccedil;&atilde;o do bloco, foram registrados cerca de 175 mil trabalhadores na Gr&atilde;-Bretanha e na Irlanda, 85 mil. O estudo alerta que os antigos membros que impuseram restri&ccedil;&otilde;es correm o risco de um crescimento do mercado negro de trabalho. &quot;&Eacute; dif&iacute;cil estimar a dimens&atilde;o do mercado negro&quot;, disse Julianna Traser, autora do relat&oacute;rio. Testemunhos informais sugerem que as restri&ccedil;&otilde;es do mercado de trabalho n&atilde;o impedem a entrada de pessoas em busca de emprego, acrescentou.<\/p>\n<p> O Ecas advertiu tamb&eacute;m que muitos dos novos membros sofrem uma fuga de jovens qualificados, que partem em busca de trabalho na Europa ocidental. &quot;Entre 3% e 5% dos cidad&atilde;os dos novos pa&iacute;ses-membros com educa&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria completa tendem a deixar sua terra natal em busca de melhores perspectivas profissionais. Esses pa&iacute;ses n&atilde;o s&oacute; experimentam uma fuga de c&eacute;rebros, como tamb&eacute;m uma fuga de jovens&quot;, diz o documento. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruxelas, 12\/08\/2005 &ndash; A amplia&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia (UE), em maio de 2004, n&atilde;o provocou a temida inunda&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o-de-obra barata vinda dos novos pa&iacute;ses-membros para os mais antigos, mas apenas um persistente gotejar, concluiu o Servi&ccedil;o de A&ccedil;&atilde;o Cidad&atilde;o Europ&eacute;ia (Ecas, sigla em ingl&ecirc;s). O fluxo de trabalhadores a partir dos novos membros, como a Pol&ocirc;nia, &eacute; &quot;manej&aacute;vel&quot; e produziu &quot;benef&iacute;cios econ&ocirc;micos&quot; nos pa&iacute;ses que os receberam, diz o informe intitulado &quot;Quem Teme uma Uni&atilde;o Europ&eacute;ia Ampliada?&quot;, divulgado na quarta-feira por essa organiza&ccedil;&atilde;o de direitos civis. 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