{"id":9104,"date":"2011-11-18T13:56:50","date_gmt":"2011-11-18T13:56:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9104"},"modified":"2011-11-18T13:56:50","modified_gmt":"2011-11-18T13:56:50","slug":"africa-construira-o-maior-projeto-hidreletrico-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2011\/11\/africa\/africa-construira-o-maior-projeto-hidreletrico-do-mundo\/","title":{"rendered":"\u00c1frica construir\u00e1 o maior projeto hidrel\u00e9trico do mundo"},"content":{"rendered":"<p>Cidade do Cabo, \u00c1frica do Sul, 18\/11\/2011 &ndash; \u2013 \u00c1frica do Sul e Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo assinaram um acordo para constru\u00e7\u00e3o de uma represa que poder\u00e1 fornecer eletricidade a mais da metade dos 900 milh\u00f5es de africanos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_9104\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/1187.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9104\" class=\"size-medium wp-image-9104\" title=\"\u00c1frica subsaariana tem grande potencial para gerar energia hidrel\u00e9trica, mas n\u00e3o est\u00e1 desenvolvida. - Kristin Palitza\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/1187.jpg\" alt=\"\u00c1frica subsaariana tem grande potencial para gerar energia hidrel\u00e9trica, mas n\u00e3o est\u00e1 desenvolvida. - Kristin Palitza\/IPS\" width=\"200\" height=\"130\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9104\" class=\"wp-caption-text\">\u00c1frica subsaariana tem grande potencial para gerar energia hidrel\u00e9trica, mas n\u00e3o est\u00e1 desenvolvida. - Kristin Palitza\/IPS<\/p><\/div>  Por\u00e9m, especialistas temem que os investidores estrangeiros acabem desviando em proveito pr\u00f3prio uma grande quantidade dessa energia. No dia 12, o presidente congol\u00eas, Joseph Kabila, e seu colega sul-africano, Jacob Zuma, assinaram um tratado para construir a represa Grand Inga, no Rio Congo, 225 quil\u00f4metros a sudoeste de Kinshasa.<\/p>\n<p>A represa ser\u00e1 constru\u00edda nas Cataratas Inga, onde o Rio Congo cai quase cem metros e flui \u00e0 velocidade de 43 metros c\u00fabicos por segundo. Calcula-se que o complexo vai gerar cerca de 40 mil megawatts (MW), mais que o dobro da maior represa existente, a de Tr\u00eas Gargantas, na China, e mais de um ter\u00e7o do total da eletricidade produzida atualmente na \u00c1frica.<\/p>\n<p>\u201cA hidrel\u00e9trica vai melhorar o acesso a energia limpa e eficiente no continente e contribuir\u00e1 de forma significativa para o desenvolvimento rumo a uma economia com baixa emiss\u00e3o de di\u00f3xido de carbono\u201d, afirmou Zuma em Lubumbashi, a segunda maior cidade da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC), onde foi assinado o acordo. \u00c9 um \u201cdia para demonstrar o afro-otimismo\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 a maior represa do mundo e far\u00e1 parte da iniciativa para estabelecer uma rede el\u00e9trica que estimule o desenvolvimento econ\u00f4mico e industrial no continente. At\u00e9 agora, n\u00e3o foi usada toda a capacidade energ\u00e9tica das Cataratas de Inga, onde funcionam as centrais Inga I e Inga II, com produ\u00e7\u00e3o instalada de apenas 1.775 MW, enquanto Inga III est\u00e1 em fase de projeto, como Grand Inga. As raz\u00f5es para n\u00e3o utilizar todo o potencial das Cataratas s\u00e3o principalmente econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>O custo da constru\u00e7\u00e3o de Grand Inga, cujo final est\u00e1 previsto para 2025, chegar\u00e1 a US$ 80 bilh\u00f5es, aos quais se somar\u00e3o pelo menos outros US$ 10 bilh\u00f5es para conect\u00e1-la \u00e0 rede el\u00e9trica do continente. N\u00e3o s\u00e3o cifras que \u00c1frica do Sul e RDC possam financiar sozinhas.<\/p>\n<p>O Banco Mundial, o Banco de Desenvolvimento Africano, o Banco Europeu de Investimentos e v\u00e1rias companhias privadas do setor est\u00e3o muito interessados em contribuir com generosas participa\u00e7\u00f5es. Em troca esperam obter grandes benef\u00edcios econ\u00f4micos sem prestar aten\u00e7\u00e3o \u2013 segundo os cr\u00edticos \u2013 \u00e0s necessidades de desenvolvimento da vasta popula\u00e7\u00e3o pobre africana.<\/p>\n<p>\u201cOs investidores estrangeiros participam da constru\u00e7\u00e3o da represa para ficar com uma grande quantidade de energia barata ao fim das obras\u201d, alertou a pesquisadora Charlotte Johnson, do Instituto para a Democracia na \u00c1frica, com sede na \u00c1frica do Sul. \u201cIsto obrigar\u00e1 o pa\u00eds a assinar acordos sobre o destino final e o uso da energia gerada\u201d, ressaltou. Apesar da enorme exposi\u00e7\u00e3o na m\u00eddia dos benef\u00edcios do projeto para o desenvolvimento, nem o governo da RDC nem os investidores t\u00eam planos de abrir a rede el\u00e9trica para uso p\u00fablico, assegurou Johnson.<\/p>\n<p>Agem como se fosse mais um produto comercial. \u201cAs redes el\u00e9tricas locais n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddas no or\u00e7amento. Gran Inga n\u00e3o est\u00e1 destinada \u00e0s comunidades africanas que est\u00e3o \u00e0s escuras, e os 500 milh\u00f5es de pessoas \u00e0s quais se prometeu eletricidade continuar\u00e3o no escuro\u201d, acrescentou Johnson. No momento, o projeto objetiva construir linhas de transmiss\u00e3o de longa dist\u00e2ncia para os polos industriais e mineiros do continente, bem como para os centros urbanos da \u00c1frica do Sul, do Egito e inclusive da Europa.<\/p>\n<p>Segundo o Banco de Desenvolvimento Africano (AfDB), um cons\u00f3rcio franco-canadense faz um estudo de US$ 15 milh\u00f5es para avaliar a possibilidade de desenvolver a obra em etapas. \u201cTrata-se de um investimento enorme e n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel mobilizar todos os recursos de uma vez. Naturalmente, a decis\u00e3o final ser\u00e1 do governo da RDC\u201d, explicou a diretora de energia, meio ambiente e mudan\u00e7a clim\u00e1tica, Hela Cheikhrouhou, durante a reuni\u00e3o anual do banco, em outubro.<\/p>\n<p>A alternativa hidrel\u00e9trica representa 45% do potencial de gera\u00e7\u00e3o de energia da \u00c1frica subsaariana, mas s\u00e3o explorados somente 4% desta, por isso apenas uma em cada cinco pessoas tem eletricidade na regi\u00e3o, segundo o AfDB. \u201cPara universalizar a energia, a \u00c1frica deve maximizar as alternativas limpas, insistir na efici\u00eancia energ\u00e9tica e trabalhar com pa\u00edses ricos e institui\u00e7\u00f5es de desenvolvimento para destinar de forma r\u00e1pida uma quantia substancialmente maior de dinheiro\u201d, destacou Cheikhrouhou.<\/p>\n<p>Com apoio de grandes bancos de desenvolvimento, RDC e \u00c1frica do Sul seguem adiante com seus planos de construir Grand Inga. Ap\u00f3s a assinatura do acordo, Zuma e Kabila determinaram o in\u00edcio de negocia\u00e7\u00f5es para contar, no prazo de seis meses, com um tratado que detalhe prazos e etapas para implementar a constru\u00e7\u00e3o da represa. A eletricidade produzida ap\u00f3s o t\u00e9rmino das obras ser\u00e1 gerida pelas respectivas empresas estatais, Eskom, da \u00c1frica do Sul, e Soci\u00e9t\u00e9 Nationale d\u2019\u00c9lectricit\u00e9, da RDC, e ser\u00e1 vendida a quem oferecer o melhor pre\u00e7o. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade do Cabo, \u00c1frica do Sul, 18\/11\/2011 &ndash; \u2013 \u00c1frica do Sul e Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo assinaram um acordo para constru\u00e7\u00e3o de uma represa que poder\u00e1 fornecer eletricidade a mais da metade dos 900 milh\u00f5es de africanos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2011\/11\/africa\/africa-construira-o-maior-projeto-hidreletrico-do-mundo\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":117,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,8,12,5,10,11],"tags":[25,21],"class_list":["post-9104","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","category-energia","category-politica","tag-ibsa","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9104","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/117"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9104"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9104\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9104"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9104"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9104"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}