{"id":9405,"date":"2012-02-01T06:30:12","date_gmt":"2012-02-01T06:30:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9405"},"modified":"2012-02-01T06:30:12","modified_gmt":"2012-02-01T06:30:12","slug":"munavios-do-ocidente-violam-embargos-da-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/02\/mundo\/munavios-do-ocidente-violam-embargos-da-onu\/","title":{"rendered":"MuNavios do Ocidente violam embargos da ONU"},"content":{"rendered":"<p>Na\u00c3\u00a7\u00c3\u00b5es Unidas, 01\/02\/2012 &ndash; Quando o Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) castiga governos com san&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e embargos de armas, seus 193 Estados-membros t&ecirc;m a obriga&ccedil;&atilde;o de implantar estas medidas.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_9405\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/4-300x225.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9405\" class=\"size-medium wp-image-9405\" title=\"Milhares de cont&ecirc;ineres esperam para serem carregados em um porto de Cingapura. Apenas alguns s&atilde;o inspecionados. - Shnapthat!\/CC By 2.0\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/4-300x225.jpg\" alt=\"Milhares de cont&ecirc;ineres esperam para serem carregados em um porto de Cingapura. Apenas alguns s&atilde;o inspecionados. - Shnapthat!\/CC By 2.0\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9405\" class=\"wp-caption-text\">Milhares de cont&ecirc;ineres esperam para serem carregados em um porto de Cingapura. Apenas alguns s&atilde;o inspecionados. - Shnapthat!\/CC By 2.0<\/p><\/div>  Contudo, um estudo divulgado no dia 30 revela o contr&aacute;rio.<\/p>\n<p>O informe do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), intitulado Maritime Transport and Destabilizing Commodity Flows (Transporte mar\u00c3\u00adtimo e fluxos desestabilizantes de mat&eacute;rias-primas), diz que mais de 60% dos navios que se envolvem em casos registrados de viola&ccedil;&otilde;es de san&ccedil;&otilde;es ou tr&aacute;fico il\u00c3\u00adcito de drogas, armas e outros equipamentos militares, s&atilde;o propriedade de empresas do Ocidente.<\/p>\n<p>Os barcos pertencem principalmente a linhas de navega&ccedil;&atilde;o comerciais de pa\u00c3\u00adses da Uni&atilde;o Europeia (UE), da Organiza&ccedil;&atilde;o do Tratado do Atl&acirc;ntico Norte (Otan) ou da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e o Desenvolvimento Econ&ocirc;micos (OCDE). Segundo a investiga&ccedil;&atilde;o, as embarca&ccedil;&otilde;es que violam as san&ccedil;&otilde;es procedem principalmente de Alemanha, Gr&eacute;cia e Estados Unidos. Entre os 12 Estados que lideram a lista, tamb&eacute;m est&atilde;o Coreia do Norte, Panam&aacute;, Ir&atilde;, Noruega, R&uacute;ssia, Belize, Holanda, Dinamarca e Jap&atilde;o.<\/p>\n<p>&quot;Isto n&atilde;o significa que os propriet&aacute;rios dos navios, ou mesmo seus comandantes, saibam o que est&atilde;o transportando. Por&eacute;m, para os traficantes &eacute; relativamente f&aacute;cil esconder armas e drogas entre as cargas legais&quot;\u009d, disse Hugh Griffiths, coautor do estudo do Sipri. Ao longo dos anos, o Conselho de Seguran&ccedil;a imp&ocirc;s san&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas ou embargos de armas a mais de 25 pa\u00c3\u00adses, entre eles o antigo regime do apartheid na \u00c3\u0081frica do Sul, e Angola, Costa do Marfim, Haiti, Iraque, Lib&eacute;ria, L\u00c3\u00adbia, Ruanda, Serra Leoa, Som&aacute;lia, Sud&atilde;o e a antiga Iugosl&aacute;via, entre outros.<\/p>\n<p>Segundo o Comit&ecirc; de San&ccedil;&otilde;es do Conselho de Seguran&ccedil;a, este &oacute;rg&atilde;o recorre a castigos obrigat&oacute;rios como uma ferramenta para fazer cumprir seus mandatos, &quot;quando a paz se v&ecirc; amea&ccedil;ada e os esfor&ccedil;os diplom&aacute;ticos fracassaram&quot;\u009d. A variedade de san&ccedil;&otilde;es inclui medidas econ&ocirc;micas e comerciais, e outras mais espec\u00c3\u00adficas, como embargos de armas, proibi&ccedil;&atilde;o de viagens e restri&ccedil;&otilde;es financeiras ou diplom&aacute;ticas.<\/p>\n<p>Segundo o Sipri, o uso de cont&ecirc;ineres n&atilde;o s&oacute; revolucionou o com&eacute;rcio internacional como forneceu uma fachada ideal para os traficantes. Dos muitos que chegam diariamente aos portos do mundo, s&oacute; &eacute; poss\u00c3\u00advel inspecionar uma fra&ccedil;&atilde;o. Os donos dos navios, e mesmo os funcion&aacute;rios aduaneiros, simplesmente t&ecirc;m de acreditar que em seu interior h&aacute; exatamente o que consta nos documentos.<\/p>\n<p>&quot;Certos embargos de armas da ONU podem ser mais efetivos se os Estados-membros derem maiores recursos e informa&ccedil;&otilde;es para controlar o envio por mar&quot;\u009d, disse Griffiths \u00c3\u00a0 IPS. O caso da L\u00c3\u00adbia &eacute; um bom exemplo, afirmou, porque os Estados patrulharam a costa desse pa\u00c3\u00ads e interceptaram envios de petr&oacute;leo e armas sob o guarda-chuva de um grupo que funcionava na &oacute;rbita da Otan. &quot;Isto realmente ajudou a cumprir o embargo&quot;\u009d, ressaltou.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m est&aacute; claro que h&aacute; diferentes graus de coopera&ccedil;&atilde;o entre as miss&otilde;es de paz da ONU com os grupos de especialistas que fiscalizam o cumprimento dos embargos, reconheceu Griffiths. Mas este &eacute; basicamente um assunto dos Estados-membros, porque s&atilde;o os &uacute;nicos que t&ecirc;m os recursos para fornecer informa&ccedil;&atilde;o e realizar inspe&ccedil;&otilde;es em navios.<\/p>\n<p>Segundo o informe, o governo do com&eacute;rcio mar\u00c3\u00adtimo sempre foi um assunto complexo. E est&atilde;o sendo desperdi&ccedil;adas oportunidades para melhorar a vigil&acirc;ncia e usar mecanismos j&aacute; existentes para erradicar o tr&aacute;fico. &quot;Sem d&uacute;vida, n&atilde;o &eacute; culpa dos grupos de especialistas da ONU, nem de sua Secretaria Geral, respons&aacute;vel por apoiar o trabalho dos comit&ecirc;s de san&ccedil;&otilde;es&quot;\u009d, apontou Griffiths \u00c3\u00a0 IPS. Esses organismos fazem um trabalho excepcional com recursos quase sempre muito limitados, acrescentou.<\/p>\n<p>O fracasso se deve a dois motivos: o fato de muitos Estados n&atilde;o terem a capacidade necess&aacute;ria, e n&atilde;o haver suficientes sistemas de informa&ccedil;&atilde;o compartilhada entre esses pa\u00c3\u00adses. Esta informa&ccedil;&atilde;o se refere principalmente aos navios sob suspeita de participarem do transporte de materiais militares destinados a regi&otilde;es africanas ou a atores submetidos a um embargo pela ONU.<\/p>\n<p>Ao ser consultado se o Conselho de Seguran&ccedil;a deveria divulgar o nome dessas empresas, Griffiths declarou que &quot;isto &eacute; assunto do Conselho, mas de uma perspectiva contr&aacute;ria ao tr&aacute;fico, penso que seria &uacute;til informar algumas companhias que podem ter ajudado &quot;\u201c inadvertida ou deliberadamente &quot;\u201c em um processo de transporte que definitivamente levou a uma viola&ccedil;&atilde;o de um embargo de armas da ONU&quot;\u009d. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na\u00c3\u00a7\u00c3\u00b5es Unidas, 01\/02\/2012 &ndash; Quando o Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) castiga governos com san&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e embargos de armas, seus 193 Estados-membros t&ecirc;m a obriga&ccedil;&atilde;o de implantar estas medidas. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/02\/mundo\/munavios-do-ocidente-violam-embargos-da-onu\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":202,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12,5,4,11],"tags":[],"class_list":["post-9405","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9405","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/202"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9405"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9405\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9405"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9405"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9405"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}