{"id":9500,"date":"2012-02-21T09:09:32","date_gmt":"2012-02-21T09:09:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9500"},"modified":"2012-02-21T09:09:32","modified_gmt":"2012-02-21T09:09:32","slug":"dialogues-amarica-latina-deve-discutir-o-trafego-de-armas-nucleares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/02\/america-latina\/dialogues-amarica-latina-deve-discutir-o-trafego-de-armas-nucleares\/","title":{"rendered":"DIALOGUES: Am\u00c3\u00a9rica Latina deve discutir o tr&aacute;fego de armas nucleares"},"content":{"rendered":"<p>CIDADE DO M\u00c3\u2030XICO, M\u00c3\u00a9xico, 21\/02\/2012 &ndash; (Tierram&eacute;rica).- N&atilde;o podemos ver a n&atilde;o prolifera&ccedil;&atilde;o sem medidas que nos levem ao desarmamento completo, afirma Gioconda Ubeda, secret&aacute;ria-geral do Organismo para a Proscri&ccedil;&atilde;o das Armas Nucleares na Am&eacute;rica Latina e no Caribe.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_9500\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/565_Ube.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9500\" class=\"size-medium wp-image-9500\" title=\"O transporte de material radioativo preocupa o Caribe e a Am&eacute;rica Central, afirma Gioconda Ubeda - Emilio Godoy\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/565_Ube.jpg\" alt=\"O transporte de material radioativo preocupa o Caribe e a Am&eacute;rica Central, afirma Gioconda Ubeda - Emilio Godoy\/IPS\" width=\"200\" height=\"111\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9500\" class=\"wp-caption-text\">O transporte de material radioativo preocupa o Caribe e a Am&eacute;rica Central, afirma Gioconda Ubeda - Emilio Godoy\/IPS<\/p><\/div>  Am&eacute;rica Latina e Caribe completam 45 anos como zona livre de armas nucleares em meio a den&uacute;ncias sobre o suposto envio brit&acirc;nico de armas at&ocirc;micas ao Atl&acirc;ntico Sul e sem um regime espec\u00c3\u00adfico para o transporte de lixo radioativo. <\/p>\n<p>No come&ccedil;o deste m&ecirc;s, o governo da Argentina denunciou que a Gr&atilde;-Bretanha decidira enviar um submarino de propuls&atilde;o nuclear e com ogivas at&ocirc;micas ao arquip&eacute;lago austral das Ilhas Malvinas (Falkland Islands, para os brit&acirc;nicos), sob disputa de soberania desde o S&eacute;culo 19. <\/p>\n<p>Segundo Buenos Aires, esta decis&atilde;o violaria o Tratado para a Proscri&ccedil;&atilde;o das Armas Nucleares na Am&eacute;rica Latina e no Caribe, cujo Protocolo II foi assinado e ratificado por Estados Unidos, China, Fran&ccedil;a, Gr&atilde;-Bretanha e pela hoje extinta Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, as cinco pot&ecirc;ncias nucleares reconhecidas em 1967, quando esse pacto foi adotado. <\/p>\n<p>No Protocolo II, as pot&ecirc;ncias nucleares se comprometem a &quot;n&atilde;o empregar armas nucleares e n&atilde;o amea&ccedil;ar com seu uso&quot;\u009d os pa\u00c3\u00adses da regi&atilde;o. <\/p>\n<p>Entretanto, o transporte de armamento nuclear e de lixo radioativo n&atilde;o foram inclu\u00c3\u00addos no Tratado, pioneiro em seu tipo, que Am&eacute;rica Latina e Caribe assinaram em 14 de fevereiro de 1967 em Tlatelolco, no M&eacute;xico, e que entrou em vigor em abril de 1969. <\/p>\n<p>O tr&aacute;fego de armamento &quot;&eacute; um dos grandes desafios a serem tratados na regi&atilde;o&quot;\u009d, disse ao Terram&eacute;rica a costarriquenha Gioconda Ubeda, secret&aacute;ria-geral do Organismo para a Proscri&ccedil;&atilde;o das Armas Nucleares na Am&eacute;rica Latina e no Caribe (Onapal), encarregado de supervisionar o cumprimento do Tratado de Tlatelolco. <\/p>\n<p>Tamb&eacute;m o tr&acirc;nsito de material radioativo preocupa &quot;o Caribe e a Am&eacute;rica Central&quot;\u009d, mas h&aacute; posturas divergentes das partes sobre inclu\u00c3\u00ad-lo, ou n&atilde;o, na agenda do Opanal, acrescentou. <\/p>\n<p>A diplomata Ubeda, \u00c3\u00a0 frente da Opanal no per\u00c3\u00adodo 2010-2014, conversou com o Terram&eacute;rica por ocasi&atilde;o das comemora&ccedil;&otilde;es dos 45 anos da primeira zona livre de armas nucleares do mundo. <\/p>\n<p>Estas zonas &quot;foram criadas como diques, como ilhas, para blindar esses territ&oacute;rios que, baseados na vontade pol\u00c3\u00adtica, devem evoluir e se converter em um motor que trabalhe para a aspira&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de eliminar as armas nucleares, ressaltou Ubeda. <\/p>\n<p>Terram&eacute;rica: Como abordar o transporte de armas e lixo radioativos na regi&atilde;o? <\/p>\n<p>Gioconda Ubeda: O transporte de armas ficou fora do Tratado. H&aacute; discuss&otilde;es muito documentadas nas atas, mas n&atilde;o se p&ocirc;de chegar a acordos. &Eacute; um dos grandes desafios que a regi&atilde;o deve tratar. <\/p>\n<p>Fica sujeito a cada Estado a aplica&ccedil;&atilde;o da lei internacional, bem como o controle mar\u00c3\u00adtimo em seu pr&oacute;prio territ&oacute;rio. N&atilde;o quer dizer que faltem condi&ccedil;&otilde;es para abordar o tema, mas vejo isto mais no &acirc;mbito de cada Estado. <\/p>\n<p>Quanto ao lixo radioativo, n&atilde;o e considerado no Tratado, mas h&aacute; instrumentos jur\u00c3\u00addicos vinculantes internacionais que tratam do assunto, como a Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre o Direito do Mar. <\/p>\n<p>&Eacute; uma tem&aacute;tica vinculada ao meio ambiente, que tem outro &acirc;mbito de aplica&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, existe uma preocupa&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida do Caribe e da Am&eacute;rica Central pelo tr&aacute;fego desses res\u00c3\u00adduos e pela eventualidade de um acidente. <\/p>\n<p>&Eacute; um tema que merece aten&ccedil;&atilde;o. Contudo, n&atilde;o est&aacute; na agenda do Opanal, embora haja posi&ccedil;&otilde;es encontradas dos Estados quanto a inclu\u00c3\u00ad-lo, ou n&atilde;o. <\/p>\n<p>Terram&eacute;rica: O que implica para a regi&atilde;o os Estados Unidos terem um arsenal nuclear? <\/p>\n<p>GU: N&atilde;o concordamos que as zonas livres de armas nucleares sejam usadas como mecanismo de seguran&ccedil;a para aplicar a doutrina da destrui&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua assegurada, que surgiu na Guerra Fria. <\/p>\n<p>&Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o \u00c3\u00a0 qual nos acostumamos. A resposta da Am&eacute;rica Latina foi dizer \u00c3\u00a0s grandes pot&ecirc;ncias que &quot;decidimos ser uma zona livre de armas nucleares e pedimos que respeitem e assumam os compromissos por meio dos protocolos para que n&atilde;o usem nem ameacem com o uso de armas nem instalem m\u00c3\u00adsseis na regi&atilde;o&quot;\u009d. <\/p>\n<p>Isto se conseguiu, mas, n&atilde;o s&oacute; os Estados Unidos, como qualquer pa\u00c3\u00ads que tenha armas nucleares, significa sempre um risco, porque a amea&ccedil;a n&atilde;o &eacute; apenas para uma determinada regi&atilde;o. <\/p>\n<p>O esp\u00c3\u00adrito do Tlatelolco colheu claramente essa preocupa&ccedil;&atilde;o. As zonas foram criadas como um meio para o fim de liberar o mundo de armas nucleares. Ent&atilde;o, nos preocupa onde quer que essas armas estejam. <\/p>\n<p>Terram&eacute;rica: Qual a evolu&ccedil;&atilde;o das zonas livres? <\/p>\n<p>GU: Nossa tese &eacute; que foram criadas como diques, como ilhas, para blindar esses territ&oacute;rios que, baseados na vontade pol\u00c3\u00adtica, devem evoluir para serem um motor que trabalhe para essa aspira&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de eliminar por completo essas armas. <\/p>\n<p>Agora se trata de estender pontes entre os diques e apoiar a constru&ccedil;&atilde;o de novas zonas, com a do Oriente M&eacute;dio, que est&aacute; sobre a mesa desde 1995, mas s&oacute; no ano passado registrou os primeiros avan&ccedil;os. <\/p>\n<p>&Eacute; nossa responsabilidade compartilhar nossa experi&ecirc;ncia, porque continuamos trabalhando para preservar a zona livre de armas nucleares, e em nossa agenda est&aacute; o trabalho para essa aspira&ccedil;&atilde;o universal de libertar o mundo dessa amea&ccedil;a. <\/p>\n<p>Terram&eacute;rica: Como destravar o processo internacional de n&atilde;o prolifera&ccedil;&atilde;o e desarmamento? <\/p>\n<p>GU: Se tivesse essa resposta, creio que seria nomeada para os altos cargos das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. Esta &eacute; a pergunta sobre a qual se deve negociar medidas efetivas que nos levem \u00c3\u00a0 n&atilde;o prolifera&ccedil;&atilde;o vertical (que n&atilde;o aumentem os arsenais nacionais existentes) e horizontal (que n&atilde;o se amplie o grupo de pa\u00c3\u00adses nucleares) e ao compromisso de erradicar as armas. <\/p>\n<p>H&aacute; alguns acordos e se trata de serem implementados, por exemplo, que os pa\u00c3\u00adses que possuem arsenais que n&atilde;o s&atilde;o &uacute;teis os tirem de circula&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>&Eacute; importante tamb&eacute;m que sejam dados passos firmes para o desarmamento. &Eacute; um assunto no qual o papel mais relevante &eacute; das pot&ecirc;ncias nucleares. <\/p>\n<p> Tamb&eacute;m tratar de fortalecer o regime de n&atilde;o prolifera&ccedil;&atilde;o. As zonas livres contribuem com o n&atilde;o proliferar dentro desses territ&oacute;rios, mas falta avan&ccedil;ar muito al&eacute;m, porque n&atilde;o podemos ver a n&atilde;o prolifera&ccedil;&atilde;o sem medidas que nos conduzam ao desarmamento completo.<\/p>\n<p>* O autor &eacute; correspondente da IPS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CIDADE DO M\u00c3\u2030XICO, M\u00c3\u00a9xico, 21\/02\/2012 &ndash; (Tierram&eacute;rica).- N&atilde;o podemos ver a n&atilde;o prolifera&ccedil;&atilde;o sem medidas que nos levem ao desarmamento completo, afirma Gioconda Ubeda, secret&aacute;ria-geral do Organismo para a Proscri&ccedil;&atilde;o das Armas Nucleares na Am&eacute;rica Latina e no Caribe. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/02\/america-latina\/dialogues-amarica-latina-deve-discutir-o-trafego-de-armas-nucleares\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":66,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,2,12,5,10,11],"tags":[21],"class_list":["post-9500","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-america-latina","category-desenvolvimento","category-economia","category-energia","category-politica","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/66"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9500"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9500\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}