{"id":9531,"date":"2012-02-28T09:14:04","date_gmt":"2012-02-28T09:14:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9531"},"modified":"2012-02-28T09:14:04","modified_gmt":"2012-02-28T09:14:04","slug":"argentina-progresso-social-segue-lentamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/02\/america-latina\/argentina-progresso-social-segue-lentamente\/","title":{"rendered":"ARGENTINA: Progresso social segue lentamente"},"content":{"rendered":"<p>e8 Progresso social segue lentamenteBuenos Aires,, 28\/02\/2012 &ndash; Quase todas as an&aacute;lises na Argentina coincidem em afirmar que a pobreza, a indig&ecirc;ncia e a desigualdade est&atilde;o diminuindo, mas a velocidade desse avan&ccedil;o social difere se quando os n&uacute;meros s&atilde;o apresentados pelo Estado ou por &oacute;rg&atilde;os privados. <!--more--> O &uacute;ltimo informe do estatal Instituto Nacional de Estat\u00c3\u00adsticas e Censos (Undec), divulgado em 2011, mostra que a pobreza caiu at&eacute; afetar 8,3% dos 40 milh&otilde;es de argentinos, e a indig&ecirc;ncia estava em 2,4%.<\/p>\n<p>Esses dados mostram uma queda espetacular desde os respectivos 54% e 27,7% registrados em 2003, quando este pa\u00c3\u00ads sofria as piores consequ&ecirc;ncias do colapso econ&ocirc;mico e pol\u00c3\u00adtico do final de 2001. O Indec, cujos informes s&atilde;o colocados em xeque por privados e especialistas desde 2007 quando sofreu interven&ccedil;&atilde;o do Poder Executivo, tamb&eacute;m mostra que a brecha de desigualdade na renda caiu no &uacute;ltimo trimestre de 2011 em rela&ccedil;&atilde;o a medi&ccedil;&otilde;es anteriores.<\/p>\n<p>Assim, assegura-se que os 10% mais ricos concentravam 22,9% da renda e que os 10% mais pobres ficavam com 2,9%. Isto revela uma distribui&ccedil;&atilde;o melhor entre os dois extremos em rela&ccedil;&atilde;o aos trimestres anteriores. Mas, especialistas ouvidos pela IPS relativizam esses n&uacute;meros.<\/p>\n<p>Para o soci&oacute;logo Artemio L&oacute;pez, da consultoria Equis, e para seu colega Ernesto Kritz, da Sel Consultores, houve avan&ccedil;os, mas n&atilde;o da magnitude mostrada pelo Indec. L&oacute;pez afirmou que suas medi&ccedil;&otilde;es indicam que a pobreza afetava 17,6% dos argentinos em junho de 2011, com queda de 4,3 pontos percentuais em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo m&ecirc;s de 2010, enquanto a indig&ecirc;ncia passou, no mesmo per\u00c3\u00adodo, de 5,4% para 4,3%.<\/p>\n<p>Os indicadores n&atilde;o melhoraram tanto como afirma esse &oacute;rg&atilde;o oficial, mas melhoraram, e muito, ressaltou L&oacute;pez. &quot;A queda da pobreza por renda &eacute; t&atilde;o significativa que constitui o registro mais baixo desde a recupera&ccedil;&atilde;o da democracia&quot;\u009d (1983), afirmou este soci&oacute;logo que dirige a consultoria especializada em medi&ccedil;&otilde;es sociais.<\/p>\n<p>Como exemplo do que assinala, mostra um trabalho publicado este m&ecirc;s pela Equis onde s&atilde;o comparados dados s&oacute;cio-econ&ocirc;micos de 1985 com os de 2011 para a regi&atilde;o metropolitana de Buenos Aires. A pobreza diminuiu de 18% para 12% nessa &aacute;rea nesses 16 anos. Enquanto os setores m&eacute;dios em risco ca\u00c3\u00adram de 35% para 27%, e os m&eacute;dios plenos, m&eacute;dios altos e altos aumentaram de 45% para 47%. As causas do progresso devem ser buscadas, segundo L&oacute;pez, na maior gera&ccedil;&atilde;o de emprego, na melhoria salarial inclusive dos que t&ecirc;m renda no setor informal, e no plano de transfer&ecirc;ncia de renda que come&ccedil;ou em 2009.<\/p>\n<p>Este programa chamado Destina&ccedil;&atilde;o Universal por Filho, que atualmente concede 270 pesos mensais (US$ 62) para cada menor de 18 anos que v&aacute; \u00c3\u00a0 escola, filhos de pais desempregados ou com emprego prec&aacute;rio e mulheres gr&aacute;vidas. Este plano, que no final de 2011 beneficiava mais de 3,5 milh&otilde;es de pessoas, &quot;&eacute; o mais importante da Am&eacute;rica Latina pela quantidade de dinheiro que entrega aos pobres&quot;\u009d, destacou L&oacute;pez.<\/p>\n<p>Kritz apresentou mais d&uacute;vidas a respeito dos dados do Indece sobre pobreza e redu&ccedil;&atilde;o da desigualdade. Disse que entre a classe m&eacute;dia baixa h&aacute; melhores condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-econ&ocirc;micas que, no entanto, n&atilde;o aparecia nos 25% da popula&ccedil;&atilde;o mais pobre. &quot;Vejo poucas mudan&ccedil;as para esse quarto inferior da pir&acirc;mide populacional quanto a indicadores de emprego, acesso \u00c3\u00a0 sa&uacute;de e condi&ccedil;&otilde;es de vida em geral&quot;\u009d, afirmou.<\/p>\n<p>No n&uacute;mero de dezembro da revista da Sel, sobre a situa&ccedil;&atilde;o trabalhista e social da Argentina, s&atilde;o indicados os desafios sociais que, segundo esta organiza&ccedil;&atilde;o, tem pela frente em seu segundo mandato a presidente Cristina Fern&aacute;ndez, iniciado no &uacute;ltimo dia 10.<\/p>\n<p>Nessa publica&ccedil;&atilde;o Kritz destacou que a presidente terminou seu primeiro governo com &quot;um balan&ccedil;o social dual&quot;\u009d. Explicou que cerca de 25% da popula&ccedil;&atilde;o argentina &quot;emergiu da pobreza e se incorporou \u00c3\u00a0 classe m&eacute;dia&quot;\u009d desde que ficou para tr&aacute;s a crise de 2003. Mas, afirmou tamb&eacute;m que aproximadamente 20% da popula&ccedil;&atilde;o &quot;permanece em estado de priva&ccedil;&atilde;o&quot;\u009d, apesar do crescimento sustentado da economia nos &uacute;ltimos oito anos e ao bom desempenho do mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Kritz destaca que desde 2003 foram criados 3,4 milh&otilde;es de empregos, 3,1 milh&otilde;es deles na economia formal, e afirma que o efeito deste fen&ocirc;meno &eacute; positivo. &quot;Dificilmente esta nova estrutura social cair&aacute; abaixo da anterior&quot;\u009d a 2003, afirmou.<\/p>\n<p>De todo modo, o especialista alerta que as mudan&ccedil;as necess&aacute;rias para remover a pobreza e a indig&ecirc;ncia est&atilde;o se mostrando mais lentos desde 2007 e apresentou uma d&uacute;vida sobre o impacto que poderia ter no desenvolvimento a crise que o mundo rico sofre.<\/p>\n<p>Em seu informe, diz que, apesar da gera&ccedil;&atilde;o de emprego e da redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de desempregados, cerca de um ter&ccedil;o da for&ccedil;a de trabalho na Argentina ainda est&aacute; na informalidade, que hoje &eacute; &quot;a principal causa da exclus&atilde;o social&quot;\u009d. Essa informalidade &quot;\u201c prossegue &quot;\u201c &eacute; a porta de entrada para o mercado de trabalho da maioria das mulheres, dos jovens e com menos instru&ccedil;&atilde;o. Insistiu que, enquanto no setor privado h&aacute; dois homens ocupados para cada mulher, no informal a rela&ccedil;&atilde;o &eacute; quase um a um.<\/p>\n<p>Kritz reconhece os esfor&ccedil;os realizados para reduzir a informalidade e aumentar o or&ccedil;amento educacional, mas alerta que, no entanto, a quantidade de jovens entre 15 e 24 anos que n&atilde;o estudam nem trabalham pararam de equivalerem entre 8% e 10% do total entre 2003 e 2011. Dessa forma, destacou a magnitude dos desafios pendentes. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>e8 Progresso social segue lentamenteBuenos Aires,, 28\/02\/2012 &ndash; Quase todas as an&aacute;lises na Argentina coincidem em afirmar que a pobreza, a indig&ecirc;ncia e a desigualdade est&atilde;o diminuindo, mas a velocidade desse avan&ccedil;o social difere se quando os n&uacute;meros s&atilde;o apresentados pelo Estado ou por &oacute;rg&atilde;os privados. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/02\/america-latina\/argentina-progresso-social-segue-lentamente\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":129,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,12],"tags":[],"class_list":["post-9531","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-desenvolvimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9531","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/129"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9531"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9531\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9531"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9531"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9531"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}