{"id":957,"date":"2005-09-01T00:00:00","date_gmt":"2005-09-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=957"},"modified":"2005-09-01T00:00:00","modified_gmt":"2005-09-01T00:00:00","slug":"armas-sia-um-mercado-promissor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/09\/america-latina\/armas-sia-um-mercado-promissor\/","title":{"rendered":"Armas: &Aacute;sia, um mercado promissor"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 01\/09\/2005 &ndash; Pelas importa&ccedil;&otilde;es maci&ccedil;as feitas pela China e &Iacute;ndia, a &Aacute;sia passou o Oriente M&eacute;dio como o mercado em desenvolvimento mais promissor para os fabricantes de armas convencionais, segundo o Servi&ccedil;o de Investiga&ccedil;&otilde;es do Congresso dos Estados Unidos. A &Aacute;sia concentra quase 50% dos acordos de venda de armas para regi&atilde;o do Sul em desenvolvimento assinados entre 2001 e 2004 medidos por seu valor, de acordo com o estudo. A &Iacute;ndia liderou a lista de na&ccedil;&otilde;es no ano passado, ao assinar acordos no valor de US$ 5,7 bilh&otilde;es. De todo modo, o Oriente M&eacute;dio continua sendo o principal comprador, com mais da metade das aquisi&ccedil;&otilde;es mundiais efetivamente concretizadas. Ao mesmo tempo, o relat&oacute;rio indica que os Estados Unidos e a R&uacute;ssia continuam dominando o mercado de fornecedores de armas convencionais para o Sul em desenvolvimento por uma grande margem.<br \/> <!--more--> <br \/> Empresas de armamento norte-americanas assinaram no ano passado acordos de venda por quase US$ 7 bilh&otilde;es, e os fabricantes russos por US$ 6 bilh&otilde;es. Isso soma quase 60% dos US$ 21,8 bilh&otilde;es comprados por pa&iacute;ses em desenvolvimento em armas em 2004. A Gr&atilde;-Bretanha ficou em terceiro lugar na lista de vendedores, enquanto Israel, pela primeira vez, se colocou entre os cinco primeiros, com acordos no valor de US$ 1,2 bilh&atilde;o. Quanto &aacute;s vendas concretizadas no ano passado, os Estados Unidos dominaram o mercado com quase US$ 18,6 bilh&otilde;es, 53,4% de todas as vendas para pa&iacute;ses em desenvolvimento, muito acima da R&uacute;ssia, segunda colocada com US$ 4,6 bilh&otilde;es, e da Fran&ccedil;a, com US$ 4,4 bilh&otilde;es. <\/p>\n<p> O informe, intitulado &quot;Transfer&ecirc;ncias de armas convencionais a na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento, 1997-2004&quot;, &eacute; elaborado todos os anos pelo especialista Richard Grimmet, do Servi&ccedil;o de Investiga&ccedil;&otilde;es do Congresso. O estudo &eacute; considerado uma das fontes mais autorizadas sobre com&eacute;rcio de armas, pois se baseia na informa&ccedil;&atilde;o classificada e em dados p&uacute;blicos. No ano passado, foram assinados acordos de transfer&ecirc;ncia de armamentos no valor de US$ 22 bilh&otilde;es, um grande aumento em rela&ccedil;&atilde;o a 2003, quando os acordos chegaram a US$ 15,1 bilh&otilde;es. As opera&ccedil;&otilde;es concretizadas, como os acordos, foram as maiores desde 2000.<\/p>\n<p> As armas convencionais dos pa&iacute;ses em desenvolvimento representam entre 55% 72% de todo o com&eacute;rcio mundial do setor. Entre 2001 e 2004, o Sul recebeu 57,3% de todas as transfer&ecirc;ncias, segundo o relat&oacute;rio. Nesse per&iacute;odo, tamb&eacute;m concentrou 53,2% de todas as compras de armas globais. O Oriente M&eacute;dio historicamente tem sido o principal mercado de armas do mundo em desenvolvimento, com 49,2% do valor de todos os acordos de transfer&ecirc;ncia entre 1997 e 2000. Por&eacute;m, a &Aacute;sia assumiu a dianteira no per&iacute;odo 2001-2004, com acordos no valor de US$ 35 bilh&otilde;es, de acordo com o informe. A mudan&ccedil;a &eacute; atribu&iacute;da, em parte, &agrave; redu&ccedil;&atilde;o gradual das compras por parte da Ar&aacute;bia Saudita e outros pa&iacute;ses da regi&atilde;o depois da guerra do Golfo de 1991.<\/p>\n<p> De qualquer maneira, a Ar&aacute;bia Saudita ficou em segundo lugar, atr&aacute;s da &Iacute;ndia, entre os pa&iacute;ses em desenvolvimento compradores, com US$ 2,9 bilh&otilde;es em acordos assinados no ano passado. A China foi a terceira compradora, com US$ 2,2 bilh&otilde;es, seguida de Egito, Om&atilde;, e Israel. No per&iacute;odo 1997-2004, a &Iacute;ndia tamb&eacute;m esteve &agrave; frente, com US$ 15,7 bilh&otilde;es em acordos, seguida da China (US$ 15,3 bilh&otilde;es), dos Emirados &Aacute;rabes Unidos (US$ 15 bilh&otilde;es), do Egito (US$ 12,8 bilh&otilde;es), da Ar&aacute;bia Saudita (US$ 10,5 bilh&otilde;es), de Israel (US$ 9,8 bilh&otilde;es) e da Cor&eacute;ia do Sul (US$ 8,2 bilh&otilde;es). Entretanto, essa estat&iacute;stica esconde o surgimento da China como grande compradora de armas, principalmente da R&uacute;ssia, nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos. No s&eacute;timo lugar no per&iacute;odo 1997-2004, em que os Emirados e a &Iacute;ndia encabe&ccedil;aram a lista, a China saltou para os lugares privilegiados no per&iacute;odo 2001-2004, ao comprar US$ 10,4 bilh&otilde;es em armas, a maior parte procedente da R&uacute;ssia.<\/p>\n<p> De fato, a fatia russa do mercado de armas da &Aacute;sia &eacute; mais do que o dobro da por&ccedil;&atilde;o norte-americana, e parece estar em crescimento. Em 2001-2004, os Estados Unidos concentraram quase dois ter&ccedil;os dos acordos para vendas de armas ao Oriente M&eacute;dio, mas apenas 21% deles tinham por destino a &Aacute;sia. Por sua vez, a R&uacute;ssia vendeu 48,1% de todas as armas convencionais compradas na &Aacute;sia nesse per&iacute;odo, 37% mais do que no ano anterior. Moscou realizou &quot;importantes esfor&ccedil;os nos &uacute;ltimos anos para dar op&ccedil;&otilde;es de pagamento e financiamento mais flex&iacute;veis e criativas aos seus potenciais clientes&quot;, explicou Grimmet. Os fabricantes russos parecem concentrar sua aten&ccedil;&atilde;o na &Aacute;sia, onde teve &quot;certo &ecirc;xito ao assegurar acordos para venda de armas com Mal&aacute;sia, Vietn&atilde; e Indon&eacute;sia&quot;, acrescentou o especialista.<\/p>\n<p> Apesar das opera&ccedil;&otilde;es concretizadas, o Oriente M&eacute;dio ainda &eacute; o maior comprador de armas. No per&iacute;odo 1997-2000, representou 56,1% das compras das na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento. Entre 2001 e 2004, as compras ca&iacute;ram 51,8%. Entre esses dois per&iacute;odos, as compras asi&aacute;ticas aumentaram de 36,8 para 39,6%. Os avan&ccedil;os de Israel como vendedor s&atilde;o atribu&iacute;dos por Grimmet a uma &uacute;nica opera&ccedil;&atilde;o: a compra por parte a &Iacute;ndia de um sistema de radar aerotransportado Phalcon. No entanto, Israel prometeu aos Estados Unidos suspender as vendas de equipamento militar de alta tecnologia pass&iacute;vel de uso b&eacute;lico para a China, pa&iacute;s para o qual vendeu grande quantidade de armas na d&eacute;cada passada. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 01\/09\/2005 &ndash; Pelas importa&ccedil;&otilde;es maci&ccedil;as feitas pela China e &Iacute;ndia, a &Aacute;sia passou o Oriente M&eacute;dio como o mercado em desenvolvimento mais promissor para os fabricantes de armas convencionais, segundo o Servi&ccedil;o de Investiga&ccedil;&otilde;es do Congresso dos Estados Unidos. A &Aacute;sia concentra quase 50% dos acordos de venda de armas para regi&atilde;o do Sul em desenvolvimento assinados entre 2001 e 2004 medidos por seu valor, de acordo com o estudo. A &Iacute;ndia liderou a lista de na&ccedil;&otilde;es no ano passado, ao assinar acordos no valor de US$ 5,7 bilh&otilde;es. De todo modo, o Oriente M&eacute;dio continua sendo o principal comprador, com mais da metade das aquisi&ccedil;&otilde;es mundiais efetivamente concretizadas. Ao mesmo tempo, o relat&oacute;rio indica que os Estados Unidos e a R&uacute;ssia continuam dominando o mercado de fornecedores de armas convencionais para o Sul em desenvolvimento por uma grande margem.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/09\/america-latina\/armas-sia-um-mercado-promissor\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-957","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/957","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=957"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/957\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=957"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=957"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=957"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}