{"id":9595,"date":"2012-03-09T14:41:03","date_gmt":"2012-03-09T14:41:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9595"},"modified":"2012-03-09T14:41:03","modified_gmt":"2012-03-09T14:41:03","slug":"agricultura-quasnia-estufas-contra-o-efeito-estufa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/03\/africa\/agricultura-quasnia-estufas-contra-o-efeito-estufa\/","title":{"rendered":"AGRICULTURA-QU\u00c3\u0160NIA: Estufas contra o efeito estufa"},"content":{"rendered":"<p>Nair\u00c3\u00b3bi, Qu\u00c3\u00aania,, 09\/03\/2012 &ndash; Ruth Muriuki chega sempre ao mercado de Gakoromone, em Meru, Prov\u00c3\u00adncia Oriental do Qu&ecirc;nia, conduzindo sua caminhonete repleta de tomates e repolhos que p&ocirc;de cultivar apesar da escassez de chuvas  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_9595\" style=\"width: 162px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/e46.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9595\" class=\"size-medium wp-image-9595\" title=\"Gra&ccedil;as aos microcr&eacute;ditos, Ruth Muriuki agora tem sua pr&oacute;pria estufa. - Isaiah Esipisu\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/e46.jpg\" alt=\"Gra&ccedil;as aos microcr&eacute;ditos, Ruth Muriuki agora tem sua pr&oacute;pria estufa. - Isaiah Esipisu\/IPS\" width=\"152\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9595\" class=\"wp-caption-text\">Gra&ccedil;as aos microcr&eacute;ditos, Ruth Muriuki agora tem sua pr&oacute;pria estufa. - Isaiah Esipisu\/IPS<\/p><\/div>  Ela se vale de uma estufa que comprou utilizando microcr&eacute;ditos. &quot;Um pacote de dez tomates, que h&aacute; tr&ecirc;s meses custava o equivalente a US$ 0,50, agora vale o dobro. N&atilde;o temos alternativa&quot;\u009d, declarou David Njogu, vendedor de verduras neste mercado ao ar livre. Muriuki oferece um repolho grande por US$ 1,50, quando h&aacute; tr&ecirc;s meses custava US$ 0,50.<\/p>\n<p>Os pre&ccedil;os dos produtos de hortas dispararam nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses no Qu&ecirc;nia, porque as chuvas esperadas para o per\u00c3\u00adodo outubro-dezembro do ano passado foram escassas e a produ&ccedil;&atilde;o foi afetada. Agora, v&aacute;rios produtores optam por cultivar em estufas para evitar os efeitos da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, e contam com apoio financeiro de institui&ccedil;&otilde;es de microcr&eacute;ditos. Nas estufas, cujas paredes e teto em geral s&atilde;o de vidro ou pl&aacute;stico transparente, a temperatura e a umidade podem ser controladas, o que permite cultivar o ano todo.<\/p>\n<p>Sarah Chebet, das colinas de Nandi, na Prov\u00c3\u00adncia de Rift Valley, descreveu sua experi&ecirc;ncia de dois anos com este novo sistema como &quot;um sonho feito realidade&quot;\u009d. &quot;Comprei minha estufa com um microcr&eacute;dito da institui&ccedil;&atilde;o local. Nos dois &uacute;ltimos anos, pude comprar uma m&aacute;quina de moer, instalei um posto de venda e adquiri duas vacas e 400 quilos de milho, que tento vender quando os pre&ccedil;os aumentam&quot;\u009d, contou esta mulher de 28 anos e um filho.<\/p>\n<p>Em uma &uacute;nica estufa, coleta, em m&eacute;dia, quatro caixas de tomate por semana, que lhe rendem US$ 100. As colinas de Nandi s&atilde;o uma das regi&otilde;es mais secas do pa\u00c3\u00ads. &quot;Nosso filho ainda &eacute; pequeno, por isso estou investindo no neg&oacute;cio, para poder estabilizar minha renda antes que ele comece a ir \u00c3\u00a0 escola&quot;\u009d, disse Chebet. Seu marido cuida de outros projetos agr\u00c3\u00adcolas em sua terra de dois hectares.<\/p>\n<p>A companhia Amiran Kenya Ltd. vendeu mais de 2.300 estufas em todo o pa\u00c3\u00ads nos &uacute;ltimos dois anos, segundo seu encarregado de projetos, Silas Tuewi. &quot;A maioria foi comprada por interm&eacute;dio de institui&ccedil;&otilde;es de microcr&eacute;ditos focadas em mulheres, jovens e centros educacionais. Quase a metade das estufas &eacute; de propriedade de mulheres&quot;\u009d, afirmou. A Amiran &eacute; uma das maiores firmas de produtos hort\u00c3\u00adcolas do Qu&ecirc;nia, e se especializa na constru&ccedil;&atilde;o de estufas. Alguns produtores apelam para construtores independentes.<\/p>\n<p>&quot;Para atingir a maior quantidade de produtores poss\u00c3\u00advel, assinamos um acordo com tr&ecirc;s institui&ccedil;&otilde;es banc&aacute;rias: Fundo Financeiro para Mulheres Quenianas, Banco Igualdade e Banco Cooperativo do Qu&ecirc;nia&quot;\u009d, explicou Tuewi. J&aacute; a Companhia de Seguros CIC oferece cobertura para estufas constru\u00c3\u00addas por profissionais em caso de inc&ecirc;ndio, danos causados por ventos fortes ou destrui&ccedil;&atilde;o por algum outro desastre natural.<\/p>\n<p>&quot;Descobri que as estufas e a irriga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a forma de avan&ccedil;ar, porque a agricultura que depende da chuva me fez fracassar muitas e muitas vezes, mais ainda no passado recente. As chuvas j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o confi&aacute;veis&quot;\u009d, ressaltou Muriuki, de 64 anos e sete filhos. Na regi&atilde;o de Meru, as &quot;chuvas sempre chegam dia 15 de mar&ccedil;o de cada ano. N&atilde;o havia d&uacute;vida disso. Contudo, nos &uacute;ltimos anos, a situa&ccedil;&atilde;o mudou. N&atilde;o h&aacute; nenhuma garantia de chover nesse dia, como quando eu era jovem&quot;\u009d contou.<\/p>\n<p>Em sua pequena por&ccedil;&atilde;o de terra, menos de um hectare na aldeia de Karimagachiije, Muriuki produz pelo menos uma tonelada de verduras por semana em sua estufa. Ela vende seus produtos em diferentes mercados na Prov\u00c3\u00adncia Oriental e na Prov\u00c3\u00adncia Central, ganhando o suficiente para pagar a educa&ccedil;&atilde;o das duas filhas mais novas. &quot;&Eacute; minha primeira oportunidade de pagar as cotas da universidade. Antes de come&ccedil;ar esse projeto, meu marido cuidava do pagamento&quot;\u009d, afirmou.<\/p>\n<p>No entanto, como Chebet, ela n&atilde;o tinha dinheiro para come&ccedil;ar sozinha seu projeto de horta. &quot;H&aacute; tr&ecirc;s anos fui ao Fundo Financeiro para Mulheres Quenianas e pedi emprestado o equivalente a US$ 3.750&quot;\u009d, contou Muriuki. O Fundo &eacute; dedicado especialmente a conceder cr&eacute;ditos \u00c3\u00a0s mulheres quenianas. Os empr&eacute;stimos se estendem principalmente a grupos de ajuda m&uacute;tua, onde cada membro &eacute; garantia do outro. At&eacute; agora, essas institui&ccedil;&otilde;es apoiaram cerca de 500 mil mulheres de baixa renda para levarem adiante diversos empreendimentos de pequena escala, nem todos relacionados com a agricultura.<\/p>\n<p>&quot;Em minha estufa utilizo um sistema de irriga&ccedil;&atilde;o por gotejamento em que a &aacute;gua &eacute; liberada atrav&eacute;s de canos estrategicamente enterrados no solo, com uma abertura ao p&eacute; de cada planta. Isto maximiza o uso da pouca &aacute;gua dispon\u00c3\u00advel, pois evita desperd\u00c3\u00adcio e vazamento&quot;\u009d, explicou Muriuki. O custo m&eacute;dio da constru&ccedil;&atilde;o de uma estufa no Qu&ecirc;nia varia de US$ 1.250 a US$ 3.125, dependendo de onde comprar os materiais, sua qualidade e o tamanho da estrutura. &quot;Nunca, em toda minha vida, consegui juntar dinheiro necess&aacute;rio para um projeto assim. Mas, gra&ccedil;as \u00c3\u00a0s institui&ccedil;&otilde;es de microcr&eacute;ditos, que se centram nos interesses das mulheres, me converti em uma empres&aacute;ria independente em minha velhice&quot;\u009d, comemorou Muriuki. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nair\u00c3\u00b3bi, Qu\u00c3\u00aania,, 09\/03\/2012 &ndash; Ruth Muriuki chega sempre ao mercado de Gakoromone, em Meru, Prov\u00c3\u00adncia Oriental do Qu&ecirc;nia, conduzindo sua caminhonete repleta de tomates e repolhos que p&ocirc;de cultivar apesar da escassez de chuvas <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/03\/africa\/agricultura-quasnia-estufas-contra-o-efeito-estufa\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":94,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,8,12],"tags":[],"class_list":["post-9595","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-ambiente","category-desenvolvimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9595","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/94"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9595"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9595\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9595"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9595"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9595"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}