{"id":9599,"date":"2012-03-09T14:51:00","date_gmt":"2012-03-09T14:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9599"},"modified":"2012-03-09T14:51:00","modified_gmt":"2012-03-09T14:51:00","slug":"mulheres-brasileiras-sao-as-mais-felizes-e-otimistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/03\/america-latina\/mulheres-brasileiras-sao-as-mais-felizes-e-otimistas\/","title":{"rendered":"Mulheres brasileiras s&atilde;o as mais felizes e otimistas"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 09\/03\/2012 &ndash; O dinheiro n&atilde;o faz a felicidade, mas ajuda as mulheres brasileiras se sentirem as mais felizes e otimistas do mundo, inclusive \u00c3\u00a0 frente dos homens brasileiros, segundo estudo que atribui esse bem-estar a pol\u00c3\u00adticas socioecon&ocirc;micas com enfoque de g&ecirc;nero, implantadas na &uacute;ltima d&eacute;cada.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_9599\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/e18-300x225.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9599\" class=\"size-medium wp-image-9599\" title=\"As brasileiras est&atilde;o conquistando espa&ccedil;os antes restritos aos homens, como as trabalhadoras da constru&ccedil;&atilde;o civil do Rio de Janeiro. - Fabiana Frayssinet\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/e18-300x225.jpg\" alt=\"As brasileiras est&atilde;o conquistando espa&ccedil;os antes restritos aos homens, como as trabalhadoras da constru&ccedil;&atilde;o civil do Rio de Janeiro. - Fabiana Frayssinet\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9599\" class=\"wp-caption-text\">As brasileiras est&atilde;o conquistando espa&ccedil;os antes restritos aos homens, como as trabalhadoras da constru&ccedil;&atilde;o civil do Rio de Janeiro. - Fabiana Frayssinet\/IPS<\/p><\/div>  O estudo do Centro de Pol\u00c3\u00adticas Sociais, da Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas, mostra que, em uma escala de um a dez, as mulheres brasileiras se manifestaram como as mais felizes de uma lista de 158 pa\u00c3\u00adses.<\/p>\n<p>As que responderam \u00c3\u00a0 pesquisa no Brasil, que quantificaram sua &quot;expectativa de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida&quot;\u009d at&eacute; 2015, ficaram em um lugar m&eacute;dio de 8,98. Os homens brasileiros tamb&eacute;m lideram a lista mundial, mas se expressaram ligeiramente menos felizes, com m&eacute;dia de 8,56, diz a pesquisa De volta ao pa\u00c3\u00ads do futuro: crise europeia, proje&ccedil;&otilde;es e a nova classe m&eacute;dia.<\/p>\n<p>A pesquisa, divulgada no dia 7, pretende avaliar &quot;as perspectivas futuras do Brasil com base em duas vertentes&quot;\u009d, uma objetiva, baseada na evolu&ccedil;&atilde;o das classes econ&ocirc;micas, e outra subjetiva, analisando as expectativas individuais de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. E se destaca um cap\u00c3\u00adtulo dedicado \u00c3\u00a0s mulheres. O estudo foi apresentado por ocasi&atilde;o do Dia Internacional da Mulher, celebrado ontem, cujo foco este ano &eacute; como neutralizar o fen&ocirc;meno da feminiza&ccedil;&atilde;o da pobreza, em particular das mulheres rurais.<\/p>\n<p>Com base em microdados da pesquisa mundial do Instituto Gallup, a pesquisa colocou atr&aacute;s das mulheres brasileiras as dinamarquesas, e em &uacute;ltimo lugar as do Zimb&aacute;bue. Outros pa\u00c3\u00adses latino-americanos na lista s&atilde;o Argentina (23\u00c2\u00ba lugar), Costa Rica (24\u00c2\u00ba), Honduras (51\u00c2\u00ba), Uruguai (53\u00c2\u00ba), Peru (75\u00c2\u00ba) e Haiti (130\u00c2\u00ba). Outro tanto ocorre com a &quot;felicidade presente&quot;\u009d em 2011, ano da pesquisa. As brasileiras foram as mais satisfeitas com suas vidas, 6,73, comparadas com os brasileiros, que expressaram uma m&eacute;dia de 6,54.<\/p>\n<p>&quot;O dinheiro traz felicidade?&quot;\u009d, perguntou o coordenador do estudo, o economista Marcelo Neri, na apresenta&ccedil;&atilde;o da pesquisa no Rio de Janeiro. &quot;N&atilde;o podemos descartar este dado&quot;\u009d, disse referindo-se aos avan&ccedil;os econ&ocirc;micos do Brasil na &uacute;ltima d&eacute;cada. As mulheres entrevistadas n&atilde;o tiveram que explicar as causas de sua felicidade, mas outros cap\u00c3\u00adtulos do estudo, baseados em dados objetivos, demonstram essa influ&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Desde o come&ccedil;o do governo de Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, em 2003, at&eacute; o final, em 2011, e primeiro ano do mandato de Dilma Rousseff, 40 milh&otilde;es de pessoas sa\u00c3\u00adram da pobreza e entraram na classe m&eacute;dia neste pa\u00c3\u00ads de 198 milh&otilde;es de habitantes. Outros 13 milh&otilde;es de pessoas percorrer&atilde;o esse caminho at&eacute; 2014, segundo os dados e as tend&ecirc;ncias analisadas. Al&eacute;m disso, nos 12 meses transcorridos at&eacute; janeiro deste ano, a pobreza caiu 7,9%, a um ritmo tr&ecirc;s vezes mais r&aacute;pido do que o necess&aacute;rio para reduzir pela metade a propor&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o pobre entre 1990 e 2015, segundo os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU).<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m em mat&eacute;ria de renda de ricos e pobres o Brasil registra um avan&ccedil;o sustentado nos &uacute;ltimos 12 anos, embora continue situado entre os pa\u00c3\u00adses mais desiguais do mundo. Em janeiro deste ano, o coeficiente Gini (um n&uacute;mero entre zero, m&aacute;xima igualdade de renda, e um, m&aacute;xima desigualdade) caiu para 0,5190, menor inclusive do que o piso hist&oacute;rico de 0,5367, registrado em 1960. No dia 6, o governo informou que o produto interno bruto cresceu 2,7% no ano passado. Neri considerou esse dado &quot;n&atilde;o espetacular&quot;\u009d, mas &quot;bom&quot;\u009d, e atribu\u00c3\u00advel ao est\u00c3\u00admulo do consumo interno em meio \u00c3\u00a0 crise mundial.<\/p>\n<p>Nos nove anos analisados, o economista focou-se em quest&otilde;es estritamente de g&ecirc;nero. Na educa&ccedil;&atilde;o, por exemplo, cresceu e se inverteu a escolaridade da popula&ccedil;&atilde;o adulta feminina e masculina. Enquanto em 1992 a m&eacute;dia masculina era de 5,1 anos de estudo aprovados e o feminino de 4,9 anos, em 2009 as mulheres tinham m&eacute;dia de 7,4 anos e os homens de 7,2. &quot;Se o futuro &eacute; de quem tem educa&ccedil;&atilde;o, e as mulheres s&atilde;o as mais educadas, o futuro &eacute; delas&quot;\u009d, destacou Neri.<\/p>\n<p>Os par&acirc;metros de g&ecirc;nero otimistas tamb&eacute;m se confirmam na evolu&ccedil;&atilde;o da renda. Em 1992, os sal&aacute;rios m&eacute;dios dos homens eram 62% maiores do que os das mulheres, e em 2009 esta brecha caiu para 42%. Houve avan&ccedil;os, embora &quot;a diferen&ccedil;a ainda seja grande&quot;\u009d, reconheceu Neri. Em um retrato tomado em seis capitais estaduais, a renda m&eacute;dia da mulher cresceu 120% entre 2003 e 2011, enquanto a do homem aumentou 95%.<\/p>\n<p>&quot;O Brasil est&aacute; construindo uma pol\u00c3\u00adtica preferencial para as mulheres dentro de suas pol\u00c3\u00adticas sociais. Talvez por isso sejam mais felizes&quot;\u009d, arriscou o economista. Neri se referia a programas de transfer&ecirc;ncia de renda como o Bolsa Fam\u00c3\u00adlia, que concede uma renda para cada fam\u00c3\u00adlia pobre, em troca da observ&acirc;ncia de requisitos em sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o para os filhos. Dos que recebem esse benef\u00c3\u00adcio, 91% s&atilde;o mulheres.<\/p>\n<p>\u00c3\u20acs v&eacute;speras do Dia Internacional da Mulher, a Comiss&atilde;o de Direitos Humanos do Legislativo aprovou um projeto de lei que torna obrigat&oacute;ria a igualdade salarial de homens e mulheres para trabalhos iguais. Se a lei entrar em vigor, as empresas que n&atilde;o a cumprirem ser&atilde;o multadas.<\/p>\n<p>Organiza&ccedil;&otilde;es como o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMA) reconhecem que o or&ccedil;amento federal 2012-2015 destina maiores recursos para trabalho, emprego e renda, onde s&atilde;o mais evidentes as desigualdades &eacute;tnico-raciais e de g&ecirc;nero. Por&eacute;m, destacam que esse or&ccedil;amento ainda &quot;n&atilde;o est&aacute; consolidado com uma perspectiva de g&ecirc;nero&quot;\u009d e &quot;n&atilde;o muda o quadro de desigualdade persistente&quot;\u009d.<\/p>\n<p>&quot;Minha filha tem sa&uacute;de, estou trabalhando, bem encaminhada e ativa no mercado profissional, podendo, por isso tomar minha cervejinha e ter prazer&quot;\u009d, responde a uma pergunta da IPS a jornalista Sonia Toledo, que qualifica em 6,8 seu &quot;grau de felicidade pessoal&quot;\u009d. A chefe de cozinha Suzana Flores declarou: &quot;o que me falta? Recursos financeiros para melhorar meu neg&oacute;cio, dinheiro para lazer e cultura&quot;\u009d, respondeu, dando sete pontos em felicidade. &quot;Nos faltam melhores sal&aacute;rios, valoriza&ccedil;&atilde;o de nosso trabalho, cultura, e que os homens nos valorizem&quot;\u009d, disse Flores, que tamb&eacute;m se ressente da falta de um companheiro que queira um compromisso s&eacute;rio.<\/p>\n<p>Em termos gerais, a falta de companhia sentimental n&atilde;o parece ser o que torna as brasileiras infelizes, nem as mulheres de outros lugares. Segundo o estudo, a tend&ecirc;ncia mundial indica que as mulheres solteiras apresentam uma &quot;felicidade futura m&eacute;dia&quot;\u009d de 7,28 contra 6,68 das casadas, embora os dados dispon\u00c3\u00adveis n&atilde;o permitam precisar os motivos. Neri deixou para o final outro dado revelador, contr&aacute;rio \u00c3\u00a0 &quot;minha corpora&ccedil;&atilde;o&quot;\u009d, brincou. As brasileiras solteiras, divorciadas, vi&uacute;vas ou separadas t&ecirc;m uma renda m&eacute;dia 30% maior do que as demais. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 09\/03\/2012 &ndash; O dinheiro n&atilde;o faz a felicidade, mas ajuda as mulheres brasileiras se sentirem as mais felizes e otimistas do mundo, inclusive \u00c3\u00a0 frente dos homens brasileiros, segundo estudo que atribui esse bem-estar a pol\u00c3\u00adticas socioecon&ocirc;micas com enfoque de g&ecirc;nero, implantadas na &uacute;ltima d&eacute;cada. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/03\/america-latina\/mulheres-brasileiras-sao-as-mais-felizes-e-otimistas\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":75,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,12,5],"tags":[27,25,21,24],"class_list":["post-9599","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-desenvolvimento","category-economia","tag-brasil","tag-ibsa","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9599","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/75"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9599"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9599\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9599"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9599"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9599"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}