{"id":961,"date":"2005-09-02T00:00:00","date_gmt":"2005-09-02T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=961"},"modified":"2005-09-02T00:00:00","modified_gmt":"2005-09-02T00:00:00","slug":"comrcio-omc-tem-novo-diretor-e-mesmos-problemas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/09\/economia\/comrcio-omc-tem-novo-diretor-e-mesmos-problemas\/","title":{"rendered":"Com&eacute;rcio: OMC tem novo diretor e mesmos problemas"},"content":{"rendered":"<p>Genebra, 02\/09\/2005 &ndash; As posi&ccedil;&otilde;es distanciadas dos negociadores na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio e os mesmos antecedentes de seu novo diretor-geral, o franc&ecirc;s Pascal Lamy, conspiram contra o processo que se abriu a partir desta quinta-feira, afirmam ativistas. Lamy, que sucede o tailand&ecirc;s Supachai Panitchpakdi, tem a responsabilidade de destravar as discuss&otilde;es e de conseguir progressos na sexta confer&ecirc;ncia ministerial da OMC, que acontecer&aacute; entre 13 e 18 de setembro em Hong Kong. A organiza&ccedil;&atilde;o est&aacute; h&aacute; quatro anos enroscada em uma negocia&ccedil;&atilde;o &#8211; a Rodada de Doha &#8211; que pretende aprofundar a liberaliza&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio a partir de 2007. Mas os resultados at&eacute; agora s&atilde;o escassos.<br \/> <!--more--> <br \/> As negocia&ccedil;&otilde;es foram interrompidas no final de julho, pelo recesso de ver&atilde;o, em um estado de prostra&ccedil;&atilde;o quase absoluta. Os representantes dos 148 Estados-membros encerraram esse ciclo de discuss&otilde;es sem chegarem a algum acordo. As posi&ccedil;&otilde;es negociadoras se mant&ecirc;m muito distantes, a ponto de, at&eacute; este momento, &quot;ningu&eacute;m saber o que vamos fazer em Hong Kong&quot;, confessou um delegado latino-americano que pediu para n&atilde;o ter o nome revelado. Esse diagn&oacute;stico &eacute; compartilhado por Celine Charveriat, representante da Oxfam Internacional, organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental que acompanha de perto o processo da OMC. A especialista ratificou que as negocia&ccedil;&otilde;es neste &acirc;mbito &quot;est&atilde;o em crise&quot; e afirmou que os interesses dos pa&iacute;ses pobres &quot;est&atilde;o sendo relegados&quot;. A paralisa&ccedil;&atilde;o das discuss&otilde;es da Rodada de Doha, lan&ccedil;adas na capital do Qatar em 2001, se relaciona precisamente com as diferen&ccedil;as que separam os pa&iacute;ses pobres dos ricos.<\/p>\n<p> O foco da disc&oacute;rdia s&atilde;o as negocia&ccedil;&otilde;es sobre a agricultura, que condicionam os progressos nos demais temas, como servi&ccedil;os, tarifas industriais, propriedade intelectual e outros aspectos que interessam em particular ao mundo em desenvolvimento. As pot&ecirc;ncias comerciais, como Estados Unidos e Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, mant&ecirc;m posi&ccedil;&otilde;es inflex&iacute;veis e os pa&iacute;ses em desenvolvimento respondem com firmeza semelhante, comentou o negociador latino-americano. Por exemplo, as na&ccedil;&otilde;es do bloco ACP, as ex-col&ocirc;nias europ&eacute;ias da &Aacute;sia, do Caribe e do Pac&iacute;fico, consideram que qualquer abertura de mercados &eacute; negativa porque afeta suas prefer&ecirc;ncias, os benef&iacute;cios de acesso que j&aacute; recebem, especialmente de suas antigas metr&oacute;poles coloniais. Para complicar o quadro, em meios negociadores afirmou-se que europeus e norte-americanos chegaram a um acordo para reduzir o n&iacute;vel de ambi&ccedil;&atilde;o na negocia&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, disse a fonte. Quando essas duas pot&ecirc;ncias entram em lit&iacute;gio, o sistema multilateral de com&eacute;rcio treme, e quando se reconciliam, tamb&eacute;m treme, acrescentou.<\/p>\n<p> A responsabilidade de conduzir as negocia&ccedil;&otilde;es agora est&aacute; nas m&atilde;os de Lamy, que at&eacute; um ano atr&aacute;s era comiss&aacute;rio de Com&eacute;rcio da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia. A fun&ccedil;&atilde;o do diretor-geral da OMC deve ser a de proteger e fortalecer os membros mais fracos da organiza&ccedil;&atilde;o, recordou Peter Hardstaff, ativista do Movimento pelo Desenvolvimento Mundial (MDM), uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental com sede em Londres. Tamb&eacute;m lhe cabe assegurar que as negocia&ccedil;&otilde;es sejam transparentes, abertas a todos os pa&iacute;ses, democr&aacute;ticas e que visem sobretudo ao desenvolvimento, ressaltou. Mas essa descri&ccedil;&atilde;o &eacute; o reverso da medalha em rela&ccedil;&atilde;o ao papel que Lamy desempenhou na UE, onde perseguiu seus objetivos de abertura dos mercados para os neg&oacute;cios desse bloco e de prote&ccedil;&atilde;o das subven&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas a todo custo, acrescentou o dirigente do MDM.<\/p>\n<p> Na mesma linha, Alexandra Wandel, da organiza&ccedil;&atilde;o Amigos da Terra, com sede em Bruxelas, pediu que Lamy rompa &quot;com sua tradi&ccedil;&atilde;o de servir em primeiro lugar &agrave;s grandes empresas&quot;. Wandel tamb&eacute;m, assegurou que o novo diretor-geral se mobilizou de maneira agressiva para conseguir a abertura dos mercados dos pa&iacute;ses em desenvolvimento nas &aacute;reas de servi&ccedil;os p&uacute;blicos essenciais, com o da &aacute;gua. De Lamy s&atilde;o esperadas decis&otilde;es en&eacute;rgicas para revigorar o processo de negocia&ccedil;&atilde;o. Entre as disposi&ccedil;&otilde;es que pode adotar figura a suspens&atilde;o da maioria das atividades da OMC que n&atilde;o tenham rela&ccedil;&atilde;o com o processo de Doha, disse a fonte negociadora.<\/p>\n<p> Dessa maneira, os organismos regulares da organiza&ccedil;&atilde;o, como os conselhos de mercadorias, de servi&ccedil;os e de propriedade intelectual, bem como os comit&ecirc;s de agricultura, de meio ambiente, de acesso aos mercados, entre outros, se ocupariam unicamente das negocia&ccedil;&otilde;es de Doha at&eacute; que se realize a confer&ecirc;ncia de Hong Kong. At&eacute; agora, esses organismos dedicam a aten&ccedil;&atilde;o habitual aos assuntos ordin&aacute;rios, mas em sess&otilde;es especiais se concentram nas negocia&ccedil;&otilde;es de seus temas particulares inclu&iacute;dos na agenda de Doha. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Genebra, 02\/09\/2005 &ndash; As posi&ccedil;&otilde;es distanciadas dos negociadores na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio e os mesmos antecedentes de seu novo diretor-geral, o franc&ecirc;s Pascal Lamy, conspiram contra o processo que se abriu a partir desta quinta-feira, afirmam ativistas. Lamy, que sucede o tailand&ecirc;s Supachai Panitchpakdi, tem a responsabilidade de destravar as discuss&otilde;es e de conseguir progressos na sexta confer&ecirc;ncia ministerial da OMC, que acontecer&aacute; entre 13 e 18 de setembro em Hong Kong. A organiza&ccedil;&atilde;o est&aacute; h&aacute; quatro anos enroscada em uma negocia&ccedil;&atilde;o &#8211; a Rodada de Doha &#8211; que pretende aprofundar a liberaliza&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio a partir de 2007. 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