{"id":962,"date":"2005-09-02T00:00:00","date_gmt":"2005-09-02T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=962"},"modified":"2005-09-02T00:00:00","modified_gmt":"2005-09-02T00:00:00","slug":"desenvolvimento-a-conspirao-do-desemprego-na-sia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/09\/america-latina\/desenvolvimento-a-conspirao-do-desemprego-na-sia\/","title":{"rendered":"Desenvolvimento: A conspira&ccedil;&atilde;o do desemprego na &Aacute;sia"},"content":{"rendered":"<p>Bangcoc, 02\/09\/2005 &ndash; O desemprego e o subemprego arru&iacute;nam o panorama econ&ocirc;mico da &Aacute;sia, que costuma exibir-se como um grande &ecirc;xito por suas impressionantes cifras de crescimento. A falta de trabalho produtivo e de sal&aacute;rios dignos s&atilde;o as causas fundamentais de milh&otilde;es de asi&aacute;ticos viverem na pobreza absoluta, afirmou o Banco Asi&aacute;tico de Desenvolvimento. &quot;Os n&uacute;meros do crescimento do emprego s&atilde;o decepcionantes, inclusive em pa&iacute;ses que alcan&ccedil;aram altas taxas de crescimento produtivo&quot;, disse Ifazal Ali, economista-chefe da institui&ccedil;&atilde;o, com sede em Manila.<br \/> <!--more--> <br \/> Segundo Ali, os pobres da &Aacute;sia permanecer&atilde;o na mis&eacute;ria por falta de bons empregos. &quot;Existem muitas causas da pobreza, mas nos &uacute;ltimos tempos, em geral, os pobres s&atilde;o pobres porque ganham muito pouco por seu trabalho&quot;, afirmou. Na regi&atilde;o &Aacute;sia-Pac&iacute;fico h&aacute; cerca de 500 milh&otilde;es de pessoas desempregadas ou subempregadas, em uma for&ccedil;a de trabalho de 1,7 bilh&atilde;o de pessoas, diz o informe &quot;Mercados de trabalho na &Aacute;sia: Promovendo o emprego pleno, produtivo e decente&quot;, divulgado na ter&ccedil;a-feira pelo Banco. O informe identifica &Iacute;ndia, Indon&eacute;sia, Filipinas e Tail&acirc;ndia como exemplos t&iacute;picos de pa&iacute;ses afetados pela redu&ccedil;&atilde;o ou estagna&ccedil;&atilde;o do emprego formal, apesar do crescimento econ&ocirc;mico.<\/p>\n<p> As observa&ccedil;&otilde;es do Banco Asi&aacute;tico de Desenvolvimento coincidem com as feitas em dezembro pela Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica e Social para a &Aacute;sia e o Pac&iacute;fico (Cesap), uma ag&ecirc;ncia da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. Um caso analisado foi a Cor&eacute;ia do Sul, que estava entre as principais economias que ajudaram a garantir que a regi&atilde;o registrasse este ano crescimento de 6,2%, contra as previs&otilde;es de 3,5% para a economia mundial, mesmo com um desemprego em ascens&atilde;o. A Cor&eacute;ia do Sul registrou aumento de 3,2% do produto interno bruto em 2003, e 5,2% em 2004. Mas o desemprego aumentou para 3,6% em 2004, contra 2,8% em 2002.<\/p>\n<p> Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho, o amplo subemprego contribui para aumentar a falta de postos de trabalho. &quot;O subemprego n&atilde;o &eacute; calculado de maneira correta&quot;, disse Ginette Forgues, especialista em estrat&eacute;gias para o trabalho decente na divis&atilde;o &Aacute;sia-Pac&iacute;fico da OIT. Em muitos casos, o pagamento &eacute; muito baixo apesar das longas horas trabalhadas ou os empregados &quot;n&atilde;o recebem o m&iacute;nimo necess&aacute;rio para que n&atilde;o caiam na pobreza&quot;, acrescentou em entrevista &agrave; IPS. &quot;Os bons trabalhos com uma remunera&ccedil;&atilde;o decente s&atilde;o essenciais para o al&iacute;vio da pobreza&quot;, ressaltou. O &ecirc;xito da China ilustra este ponto, j&aacute; que a quantidade de pessoas que vivem na indig&ecirc;ncia (com menos de um d&oacute;lar por dia) passou de 377 milh&otilde;es em 1990 para 173 milh&otilde;es em 2003.<\/p>\n<p> &Ecirc;xito semelhante, devido aos impressionantes n&iacute;veis de crescimento do PIB chin&ecirc;s na &uacute;ltima d&eacute;cada, foi a raz&atilde;o principal da dr&aacute;stica redu&ccedil;&atilde;o da pobreza em toda a regi&atilde;o &Aacute;sia-Pac&iacute;fico, segundo o Banco Asi&aacute;tico de Desenvolvimento. Em seus &quot;Indicadores-Chave 2005&quot;, divulgados esta semana, o Banco destacou que a popula&ccedil;&atilde;o indigente da regi&atilde;o caiu de 922 milh&otilde;es em 1990 para 621 milh&otilde;es em 2003. Por&eacute;m, a quantidade de pessoas que vivem com menos de um d&oacute;lar representa quase um quinto da popula&ccedil;&atilde;o da &Aacute;sia, afirma o relat&oacute;rio sobre os indicadores econ&ocirc;micos, financeiros e sociais. A situa&ccedil;&atilde;o piora quando se considera os que vivem com menos de dois d&oacute;lares por dia. Quase 1,870 bilh&atilde;o de pessoas (aproximadamente 57,4% da popula&ccedil;&atilde;o do continente) estavam nessas condi&ccedil;&otilde;es em 2003 diz o informe, que se baseia em dados recolhidos at&eacute; esse ano.<\/p>\n<p> Por este ponto de vista, a &Aacute;sia meridional continua sendo a &aacute;rea mais problem&aacute;tica. Enquanto a sub-regi&atilde;o reduziu percentualmente a pobreza extrema (em 1990 mais de 40% dos habitantes eram indigentes e em 2003 essa propor&ccedil;&atilde;o passou para 29%), o cont&iacute;nuo aumento da popula&ccedil;&atilde;o afetou esse &ecirc;xito. Portanto, apenas 45 milh&otilde;es de pessoas deixaram de ser indigentes na &Aacute;sia meridional. Dos 612 milh&otilde;es de indigentes da regi&atilde;o, 327 milh&otilde;es vivem na &Iacute;ndia, 173 milh&otilde;es na China e 77 milh&otilde;es nos outros pa&iacute;ses da &Aacute;sia do sul.<br \/> A lideran&ccedil;a da China levou o banco a prever que, se a regi&atilde;o continuar crescendo, a quantidade de indigentes &quot;cair&aacute; para 108 milh&otilde;es em 2015&quot;.<\/p>\n<p> Esse marco significaria que a regi&atilde;o est&aacute; a caminho de conseguir o primeiro dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio estabelecidos pela ONU e com os quais os governos se comprometeram: reduzir &agrave; metade, at&eacute; 2015, a propor&ccedil;&atilde;o de pessoas que em 1990 viviam com menos de um d&oacute;lar por dia. Os outros sete objetivos, aprovados pelos governos em uma c&uacute;pula especial em 2000, incluem educa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria universal, reduzir a mortalidade infantil e deter a propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as mortais como aids, mal&aacute;ria e tuberculose. Para cumprir essas metas, os pa&iacute;ses asi&aacute;ticos n&atilde;o podem ignorar o trabalho. &quot;A maioria dos pobres e subempregados da &Aacute;sia vive em &aacute;reas rurais ou atuam em setores urbanos informais&quot;, disse Ali. &quot;O desafio do trabalho mais urgente que os governos enfrentam &eacute; aumentar as oportunidades para que estas pessoas se comprometam com um trabalho produtivo e ganhem um sal&aacute;rio decente&quot;, afirmou. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bangcoc, 02\/09\/2005 &ndash; O desemprego e o subemprego arru&iacute;nam o panorama econ&ocirc;mico da &Aacute;sia, que costuma exibir-se como um grande &ecirc;xito por suas impressionantes cifras de crescimento. A falta de trabalho produtivo e de sal&aacute;rios dignos s&atilde;o as causas fundamentais de milh&otilde;es de asi&aacute;ticos viverem na pobreza absoluta, afirmou o Banco Asi&aacute;tico de Desenvolvimento. &quot;Os n&uacute;meros do crescimento do emprego s&atilde;o decepcionantes, inclusive em pa&iacute;ses que alcan&ccedil;aram altas taxas de crescimento produtivo&quot;, disse Ifazal Ali, economista-chefe da institui&ccedil;&atilde;o, com sede em Manila.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/09\/america-latina\/desenvolvimento-a-conspirao-do-desemprego-na-sia\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":133,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-962","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/962","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/133"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=962"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/962\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}