{"id":9773,"date":"2012-04-16T09:33:40","date_gmt":"2012-04-16T09:33:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9773"},"modified":"2012-04-16T09:33:40","modified_gmt":"2012-04-16T09:33:40","slug":"agricultores-de-serra-leoa-ouvem-os-sons-do-progresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/04\/africa\/agricultores-de-serra-leoa-ouvem-os-sons-do-progresso\/","title":{"rendered":"Agricultores de Serra Leoa ouvem os sons do progresso"},"content":{"rendered":"<p>Lambayama, Serra Leoa, 16\/04\/2012 &ndash; Na comunidade de Lambayama, em Serra Leoa, os arrozais adentram na paisagem at&eacute; serem abruptamente interrompidos pelas distantes colinas.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_9773\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/e39-300x199.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9773\" class=\"size-medium wp-image-9773\" title=\"Emmanuel Kargbo trabalha com um arado a motor que foi dado pela cooperativa agr\u00c3\u00adcola \u00c3\u00a0 qual pertence. - Damon Van der Linde\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/e39-300x199.jpg\" alt=\"Emmanuel Kargbo trabalha com um arado a motor que foi dado pela cooperativa agr\u00c3\u00adcola \u00c3\u00a0 qual pertence. - Damon Van der Linde\/IPS\" width=\"200\" height=\"132\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9773\" class=\"wp-caption-text\">Emmanuel Kargbo trabalha com um arado a motor que foi dado pela cooperativa agr\u00c3\u00adcola \u00c3  qual pertence. - Damon Van der Linde\/IPS<\/p><\/div>  N&atilde;o fosse por uma estrada asfaltada que tra&ccedil;a uma linha cinza no vale verde, a regi&atilde;o estaria quase igual era h&aacute; um s&eacute;culo. Quase. Sob o som dos insetos e do vento ao mover as folhas, ouve-se o distante zumbido da m&aacute;quina usada para lavrar a terra, sinal da mudan&ccedil;a gradual que vem ocorrendo no modo de cultivar e de vender o alimento b&aacute;sico desta na&ccedil;&atilde;o do ocidente africano.<\/p>\n<p>O Programa de Comercializa&ccedil;&atilde;o para Minifundi&aacute;rios tenta fazer com que os agricultores locais voltem a ter o controle do cultivo mais consumido no pa&iacute;s. Este programa, administrado pelo governo e com apoio da Uni&atilde;o Europeia est&aacute; em seu quinto ano de funcionamento, e os produtores dizem que est&atilde;o apenas come&ccedil;ando a descobrir que com a agricultura se pode fazer dinheiro.<\/p>\n<p>&quot;Antes n&atilde;o havia lucro. T&iacute;nhamos o suficiente para comer, mas n&atilde;o para vender&quot;, disse Zainab Makabu, que come&ccedil;ou a cultivar arroz para manter seus quatro filhos. &quot;Agora colhemos, vendemos uma parte, pagamos a escola das crian&ccedil;as e comemos o restante. Sem isto n&atilde;o poderia educar meus filhos&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>Os serra-leoneses costumam dizer que se n&atilde;o comem arroz &eacute; como se n&atilde;o tivessem se alimentado. Os dados mais recentes mostram que pelo menos 40% deste alimento ainda &eacute; importado de pa&iacute;ses como Paquist&atilde;o, Tail&acirc;ndia e a vizinha Guin&eacute;. Aumentar a produ&ccedil;&atilde;o local n&atilde;o s&oacute; ajuda a manter os pre&ccedil;os mais est&aacute;veis como tamb&eacute;m promove a seguran&ccedil;a alimentar nacional.<\/p>\n<p>A agricultura contribui com cerca de 50% do produto interno bruto do pa&iacute;s e &eacute; o principal sustento de 75% da popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa. De todo modo, a maior parte da pequena agricultura de Serra Leoa &eacute; de subsist&ecirc;ncia: come- se o que se produz, ou se vende sem que o processo gere muito dinheiro.<\/p>\n<p>O Programa de Comercializa&ccedil;&atilde;o tenta mudar a maneira como operam os agricultores por tr&ecirc;s vias: mecaniza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos e promo&ccedil;&atilde;o dos neg&oacute;cios. Por meio do Programa, os agricultores recebem sementes, m&aacute;quinas, fertilizantes e treinamento. O objetivo &eacute; aumentar o rendimento dos cultivos e fornecer mecanismos que facilitem a venda do produto no mercado.<\/p>\n<p>&quot;No passado, os agricultores plantavam apenas para se alimentar. N&atilde;o tinham mentalidade empresarial&quot;, destacou Joseph Tholly, funcion&aacute;rio agr&iacute;cola distrital para a comunidade de Lambayama. &quot;Antes s&oacute; se via idosos trabalhando na agricultura, mas agora tamb&eacute;m vemos jovens que participam das diferentes fases da comercializa&ccedil;&atilde;o&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>A guerra civil de Serra Leoa (1991-2002) prejudicou muito os pequenos agricultores. A maior parte dos choques aconteceu em &aacute;reas rurais, obrigando muitos deles a fugirem de suas terras para Freetown. Por&eacute;m, a capital est&aacute; congestionada pelo tr&acirc;nsito e superpovoada, e n&atilde;o h&aacute; trabalho para todos.<\/p>\n<p>Segundo Tholly, o Programa de Comercializa&ccedil;&atilde;o tenta fazer com que as pessoas retornem &agrave;s zonas rurais, atra&iacute;das por melhor pagamento e melhor qualidade de vida. E isso pode estar funcionando. Quando come&ccedil;ou o programa, cerca de 10% da popula&ccedil;&atilde;o deste distrito ganhava a vida na agricultura. Atualmente, essa porcentagem chega a quase 60%. &quot;Aprendi a usar esta m&aacute;quina e, no fim das contas, ganho muito mais dinheiro para mim e minha fam&iacute;lia. N&atilde;o planejo fazer nenhum outro tipo de trabalho&quot;, declarou o agricultor Emmanuel Kargbo, de 26 anos.<\/p>\n<p>No plano local, o Programa de Comercializa&ccedil;&atilde;o tem sua base no Centro Empresarial Agr&iacute;cola. Estes complexos edif&iacute;cios abrigam a maquinaria para colher e processar cultivos, armazenam o arroz antes da venda e funcionam com centros administrativos para as associa&ccedil;&otilde;es de produtores. Todos os anos cada agricultor faz uma contribui&ccedil;&atilde;o de arroz, que o Centro vende e deposita o dinheiro em uma conta que usa, por exemplo, para manuten&ccedil;&atilde;o dos equipamentos.<\/p>\n<p>Em Lambayama, Joseph Fecah administra as finan&ccedil;as de um dos 108 centros empresariais agr&iacute;colas do pa&iacute;s. Segundo ele, n&atilde;o s&oacute; conseguiu gerar ganhos mediante o Programa de Comercializa&ccedil;&atilde;o para Minifundi&aacute;rios como tamb&eacute;m empregar o dinheiro para construir um dep&oacute;sito adicional sem ajuda do governo. &quot;Isto &eacute; uma amplia&ccedil;&atilde;o da agricultura tradicional. Inicialmente se faz em pequena escala, mas o governo nos incentiva a praticarmos a agricultura em grande escala. Temos dinheiro constantemente. No momento estamos bem&quot;, enfatizou Fecah.<\/p>\n<p>A Uni&atilde;o Europeia apoia iniciativas de desenvolvimento em Serra Leoa h&aacute; 40 anos e participa do programa de pequena agricultura desde sua cria&ccedil;&atilde;o. Por meio do Fundo Europeu Agr&iacute;cola de Desenvolvimento Rural, a UE doa anualmente 16 milh&otilde;es de euros (US$ 21 milh&otilde;es) para capacita&ccedil;&atilde;o e investimento em iniciativas como o Programa de Comercializa&ccedil;&atilde;o para Minifundi&aacute;rios. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lambayama, Serra Leoa, 16\/04\/2012 &ndash; Na comunidade de Lambayama, em Serra Leoa, os arrozais adentram na paisagem at&eacute; serem abruptamente interrompidos pelas distantes colinas. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/04\/africa\/agricultores-de-serra-leoa-ouvem-os-sons-do-progresso\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1197,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,8,5],"tags":[21],"class_list":["post-9773","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-ambiente","category-economia","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1197"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9773"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9773\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}