{"id":9846,"date":"2012-04-27T09:34:37","date_gmt":"2012-04-27T09:34:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9846"},"modified":"2012-04-27T09:34:37","modified_gmt":"2012-04-27T09:34:37","slug":"qunia-rumo-industrializao-com-energias-limpas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/04\/africa\/qunia-rumo-industrializao-com-energias-limpas\/","title":{"rendered":"QU&Ecirc;NIA: Rumo &agrave; industrializa&ccedil;&atilde;o com energias limpas"},"content":{"rendered":"<p>Nair&oacute;bi, Qu&ecirc;nia, 27\/04\/2012 &ndash; Com o an&uacute;ncio do novo projeto de desenvolvimento de energia geot&eacute;rmica, o Qu&ecirc;nia caminha para ser o centro nevr&aacute;lgico da &Aacute;frica oriental.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_9846\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/e317.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9846\" class=\"size-medium wp-image-9846\" title=\"No Qu&ecirc;nia, 60% do consumo de energia procede de hidrel&eacute;tricas, mas &eacute; irregular - Isaiah Esipisu\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/e317.jpg\" alt=\"No Qu&ecirc;nia, 60% do consumo de energia procede de hidrel&eacute;tricas, mas &eacute; irregular - Isaiah Esipisu\/IPS\" width=\"200\" height=\"134\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9846\" class=\"wp-caption-text\">No Qu&ecirc;nia, 60% do consumo de energia procede de hidrel&eacute;tricas, mas &eacute; irregular - Isaiah Esipisu\/IPS<\/p><\/div>  O governo queniano lan&ccedil;ou este m&ecirc;s o Projeto de Desenvolvimento Geot&eacute;rmico de Menengai, a primeira iniciativa de sua nova Campanha de Desenvolvimento Geot&eacute;rmico, criada para acelerar o avan&ccedil;o desta fonte de energia.<\/p>\n<p>Seu diretor-executivo, Silas Simiyu, informou que poder&atilde;o ser gerados 400 megawatts at&eacute; 2016, quando terminar a primeira etapa do projeto, que fornecer&atilde;o energia el&eacute;trica a 500 mil moradias e far&atilde;o funcionar 300 mil pequenos com&eacute;rcios. A usina &quot;localizada 180 quil&ocirc;metros a noroeste de Nair&oacute;bi poder&aacute; produzir 1.600 MW de eletricidade ao fim da terceira fase, em 2030&quot;, afirmou Simiyu.<\/p>\n<p>Segundo Nashon Adero, analista econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico do Instituto de Pesquisa de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas e An&aacute;lises do Qu&ecirc;nia, a primeira etapa do projeto ter&aacute; um impacto significativo para o pa&iacute;s, que objetiva a industrializa&ccedil;&atilde;o. &quot;Atualmente, o Qu&ecirc;nia consome 1.600 MW&quot;, declarou Adero. &quot;O aumento de 400 MW representa, portanto, aumento de 25%. O pa&iacute;s se tornar&aacute; um gigante econ&ocirc;mico na regi&atilde;o gra&ccedil;as a outros projetos ambiciosos em mat&eacute;ria de energia verde, como a iniciativa e&oacute;lica do Lago Turkana, que vai gerar outros 300 MW&quot;, ressaltou. As obras no Lago Turkana come&ccedil;ar&atilde;o em junho e no final deixar&atilde;o pronta a maior fazenda e&oacute;lica da &Aacute;frica subsaariana.<\/p>\n<p>O Qu&ecirc;nia costuma ser visto como o centro financeiro, de comunica&ccedil;&otilde;es e transporte da &Aacute;frica oriental e central. Seu produto interno bruto aumentou de 4% para 5% nos &uacute;ltimos dez anos. &quot;O PIB do Qu&ecirc;nia &eacute; o maior da regi&atilde;o gra&ccedil;as ao seu forte setor agr&iacute;cola, especialmente na produ&ccedil;&atilde;o de ch&aacute; e caf&eacute;, e na floricultura&quot;, disse Ezekiel Esipisu, diretor de opera&ccedil;&otilde;es para &Aacute;frica oriental e Oriente M&eacute;dio da Habitat para a Humanidade. &quot;Isso somado aos investimentos na bolsa de valores em Nair&oacute;bi e na ind&uacute;stria fabril levou o pa&iacute;s a se converter em uma das principais economias da &Aacute;frica&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Esipisu disse &agrave; IPS que os investimentos no setor energ&eacute;tico v&atilde;o impulsionar ainda mais o desenvolvimento econ&ocirc;mico. &quot;Os vizinhos do Qu&ecirc;nia t&ecirc;m problemas energ&eacute;ticos. O mapa do caminho deste pa&iacute;s para melhorar a produ&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica promover&aacute; o desenvolvimento. O veremos aproximar-se da industrializa&ccedil;&atilde;o, se tornar&aacute; um verdadeiro gigante econ&ocirc;mico na regi&atilde;o&quot;, destacou.<\/p>\n<p>Cerca de 60% da eletricidade procede de centrais hidrel&eacute;tricas. Mas o fornecimento &eacute; inst&aacute;vel, pois o Qu&ecirc;nia sofre secas permanentes e chuvas irregulares. Al&eacute;m disso, os cortes de energia s&atilde;o obst&aacute;culos para o crescimento. Em julho e agosto de 2011, as autoridades foram obrigadas a racionar a energia por causa do baixo n&iacute;vel de &aacute;gua na represa maior. Ent&atilde;o eram gerados 1.200 MW, mas a demanda aumenta 8% ao ano, segundo o Minist&eacute;rio de Energia.<\/p>\n<p>Os cortes de eletricidade em 2011 custaram ao pa&iacute;s US$ 96 milh&otilde;es, embora na pior &eacute;poca de racionamento, entre 1999 e 2001, tenha perdido 4% do PIB, cerca de US$ 400 milh&otilde;es. &quot;A gera&ccedil;&atilde;o de energia hidrel&eacute;trica s&oacute; depende das condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas&quot;, explicou John Omenge, chefe de ge&oacute;logos do Minist&eacute;rio de Energia. &quot;Quando h&aacute; seca, a &aacute;gua baixa e se reduz a gera&ccedil;&atilde;o de eletricidade. A energia geot&eacute;rmica &eacute;, portanto, a solu&ccedil;&atilde;o. &Eacute; um dos m&eacute;todos mais confi&aacute;veis para produzir energia el&eacute;trica porque n&atilde;o se altera por causa de calamidades ambientais como as secas&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Em lugares com atividade tect&ocirc;nica, como a regi&atilde;o do Vale do Rift, se injeta &aacute;gua em um po&ccedil;o, que vaza nas rachaduras de rochas vulc&acirc;nicas ardentes. O vapor pressurizado resultante faz funcionar as turbinas que geram eletricidade. O Qu&ecirc;nia &eacute; o primeiro pa&iacute;s africano a adotar a energia geot&eacute;rmica e j&aacute; est&aacute; gerando 209 MW com o Projeto Geot&eacute;rmico de Olkaria, um complexo vulc&acirc;nico localizado na prov&iacute;ncia do Vale do Rift, operado pela Companhia de Gera&ccedil;&atilde;o El&eacute;trica do Qu&ecirc;nia.<\/p>\n<p>O Projeto de Menengai &eacute; s&oacute; uma pequena parte da Vis&atilde;o 2030, uma iniciativa de desenvolvimento que tem o objetivo de transformar o Qu&ecirc;nia em um pa&iacute;s industrializado de renda m&eacute;dia at&eacute; esse ano, gra&ccedil;as &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de cinco mil MW de eletricidade a partir dos recursos geot&eacute;rmicos dispon&iacute;veis em v&aacute;rios pontos do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&quot;O fornecimento el&eacute;trico &eacute; fundamental para qualquer tipo de desenvolvimento&quot;, destacou Gabriel Negatu, diretor do Centro de Recursos da &Aacute;frica Oriental, do Banco Africano de Desenvolvimento. Esta institui&ccedil;&atilde;o forneceu os fundos para a primeira etapa das opera&ccedil;&otilde;es em Menengai. &quot;Este projeto &eacute; crucial para o pa&iacute;s, pois o Qu&ecirc;nia se transforma no motor do continente. As perspectivas neste sentido s&atilde;o t&atilde;o grandes que o escrit&oacute;rio regional do Banco Africano de Desenvolvimento fica em Nair&oacute;bi. Outras organiza&ccedil;&otilde;es seguem seus passos, transformando esta cidade em um centro econ&ocirc;mico regional&quot;, enfatizou Negatu. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nair&oacute;bi, Qu&ecirc;nia, 27\/04\/2012 &ndash; Com o an&uacute;ncio do novo projeto de desenvolvimento de energia geot&eacute;rmica, o Qu&ecirc;nia caminha para ser o centro nevr&aacute;lgico da &Aacute;frica oriental. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/04\/africa\/qunia-rumo-industrializao-com-energias-limpas\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":94,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12,5,10,11],"tags":[],"class_list":["post-9846","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento","category-economia","category-energia","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9846","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/94"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9846"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9846\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9846"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}