{"id":9856,"date":"2012-05-02T09:46:58","date_gmt":"2012-05-02T09:46:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9856"},"modified":"2012-05-02T09:46:58","modified_gmt":"2012-05-02T09:46:58","slug":"ir-na-mira-do-grande-domnio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/mundo\/ir-na-mira-do-grande-domnio\/","title":{"rendered":"Ir&atilde; na mira do grande dom&iacute;nio"},"content":{"rendered":"<p>Barcelona, Espanha, 02\/05\/2012 &ndash; Depois de dar por encerrado o assunto da guerra do Iraque, agora se desvela outro grande objetivo de Israel: atacar o Ir&atilde;, com a desculpa de sua poss&iacute;vel produ&ccedil;&atilde;o de armas at&ocirc;micas (e Paquist&atilde;o, China, &Iacute;ndia&#8230; Pa&iacute;ses onde deixou de ser poss&iacute;vel para ser um fato a posse de bombas nucleares?). <!--more--> H&aacute; anos que os grandes produtores de armamento e de petr&oacute;leo (ambos integrantes do &quot;grande dom&iacute;nio&quot; do mundo) buscam enfrentar o Ir&atilde;, como tamb&eacute;m o fizeram h&aacute; alguns anos, recorrendo a argumentos falsos, com o Iraque. N&atilde;o &eacute; nenhuma casualidade as reservas de petr&oacute;leo do Ir&atilde; serem t&atilde;o grandes quanto as da Ar&aacute;bia Saudita, podendo at&eacute; mesmo serem superiores.<\/p>\n<p>Como Israel n&atilde;o precisa falar com o Pent&aacute;gono para convenc&ecirc;-lo, porque est&aacute; no Pent&aacute;gono, come&ccedil;a a preocupar que ocorra algo parecido ao que aconteceu em 2003: not&iacute;cias e mais not&iacute;cias sobre as malvadas inten&ccedil;&otilde;es dos governos destes pa&iacute;ses at&eacute; que, sem permiss&atilde;o do Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, se decida pela a&ccedil;&atilde;o militar.<\/p>\n<p>No entanto, em 2012 as coisas n&atilde;o acontecer&atilde;o como em 2003, quando todo o mundo era espectador impass&iacute;vel, amedrontado, silencioso. Agora, milh&otilde;es de pessoas, de forma presencial ou virtual, reagiriam contra.<\/p>\n<p>Todos juntos podemos, em pouco tempo, acabar com estes abusos intoler&aacute;veis, dos quais depois normalmente n&atilde;o se presta contas: mortos, mutilados, refugiados&#8230;<\/p>\n<p>N&atilde;o: n&atilde;o devemos mais permitir estes sinistros abusos de poder. J&aacute; n&atilde;o podemos permanecer como espectadores. Chegou a hora de levantar a voz.<\/p>\n<p>O G-8 e o G-20 (os pa&iacute;ses mais ricos da Terra) demonstram sua incapacidade para a governan&ccedil;a mundial, inclu&iacute;da a econ&ocirc;mica. &Eacute; necess&aacute;ria e urgente uma refunda&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.<\/p>\n<p>S&oacute; o multilateralismo permitiria, poe meio da palavra e da intermedia&ccedil;&atilde;o, evitar os confrontos armados, procedendo a uma regula&ccedil;&atilde;o imediata e a uma posterior supress&atilde;o das armas at&ocirc;micas. A humanidade n&atilde;o deve viver nem um dia mais sob a amea&ccedil;a nuclear. &Eacute;, como a morte por inani&ccedil;&atilde;o, uma vergonha coletiva.<\/p>\n<p>Estes s&atilde;o os aut&ecirc;nticos problemas e n&atilde;o as flutua&ccedil;&otilde;es especulativas das bolsas. Estes s&atilde;o problemas que afetam a humanidade em seu conjunto. Estes s&atilde;o os aut&ecirc;nticos desafios.<\/p>\n<p>Uma crise sist&ecirc;mica exige mudar o sistema, isto &eacute;, conferir o poder e a iniciativa &agrave; sociedade e voltar a orientar a a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica mediante os princ&iacute;pios democr&aacute;ticos t&atilde;o bem expressos no pre&acirc;mbulo da Constitui&ccedil;&atilde;o da Unesco e n&atilde;o mediante os mercados, tanto em n&iacute;vel local e regional quanto global.<\/p>\n<p>Desta forma, seria poss&iacute;vel proceder &agrave; urgente refunda&ccedil;&atilde;o de um Sistema das Na&ccedil;&otilde;es Unidas forte e com a autoridade moral que s&oacute; possuem aquelas institui&ccedil;&otilde;es capazes de reunir todos os pa&iacute;ses do mundo sem exclus&atilde;o.<\/p>\n<p>As ambi&ccedil;&otilde;es hegem&ocirc;nicas que conduziram &agrave; pretens&atilde;o de governar o mundo a partir de agrupa&ccedil;&otilde;es plutocr&aacute;ticas de sete, oito ou 20 pa&iacute;ses, devem agora dar lugar, como resposta ao clamor mundial que sem d&uacute;vida acontecer&aacute; em pouco tempo, &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o multilateral.<\/p>\n<p>J&aacute; escrevi em v&aacute;rias ocasi&otilde;es diversas f&oacute;rmulas para que tanto a nova Assembleia Geral e como os Conselhos de Seguran&ccedil;a (ao atual seriam acrescentados o Conselho de Seguran&ccedil;a Socioecon&ocirc;mica e o Conselho de Seguran&ccedil;a Ambiental) permitam o pleno desempenho das fun&ccedil;&otilde;es que, especialmente quando a governan&ccedil;a global assim o exige, &eacute; necess&aacute;rio dispor de estruturas internacionais adequadas.<\/p>\n<p>Depois da intoler&aacute;vel e imoral interven&ccedil;&atilde;o no Iraque, o poder c&iacute;vico mundial agora deve opor-se com especial firmeza a outras &quot;aventuras&quot; desta natureza, e muito especialmente &agrave; que teria o Ir&atilde; como alvo, tanto por raz&otilde;es geoestrat&eacute;gicas (apresentadas por Israel), como pelas fabulosas reservas de ouro negro.<\/p>\n<p>Para os problemas que o Ir&atilde; possa apresentar, ou os que j&aacute; apresentam I&ecirc;men e S&iacute;ria, a &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o aceit&aacute;vel &eacute;, como teria sido no caso vergonhoso da L&iacute;bia, a interven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas como &uacute;nico interlocutor, contando com o apoio do mundo inteiro.<\/p>\n<p>Refletimos sobre os horrendos n&uacute;meros que mostra o balan&ccedil;o da interven&ccedil;&atilde;o no Iraque? Pensamos nos cinco milh&otilde;es de refugiados, nos milhares de mutilados e mortos? Revisamos quem agora explora os po&ccedil;os de petr&oacute;leo? Os &quot;povos&quot; j&aacute; n&atilde;o tolerar&atilde;o no futuro atrocidades desta natureza.<\/p>\n<p>&Eacute; certo que os republicanos dos Estados Unidos, que tanto seguem influenciando na pol&iacute;tica de seu pa&iacute;s, redobram seus esfor&ccedil;os iniciados na d&eacute;cada de 1980 para a demoli&ccedil;&atilde;o do Sistema das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.<\/p>\n<p>Abandonaram a Unesco em 1984, depois regressaram quando invadiram o Iraque. Agora tentam novamente paralis&aacute;-la n&atilde;o pagando as cotas correspondentes porque a organiza&ccedil;&atilde;o decidiu admitir o Estado Palestino, fazendo uso da autonomia que lhe d&aacute; a Confer&ecirc;ncia Geral.<\/p>\n<p>Tratam com denodo ativar o G-20, o G-8 e o G-2 (!) ao mesmo tempo em que voltam as costas &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o multilateral. Contudo ser&atilde;o os &uacute;ltimos estertores de um sistema em total declive. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>* Federico Mayor Zaragoza, ex-diretor-geral da Unesco, presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Cultura de Paz e presidente da ag&ecirc;ncia IPS. (IPS)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Barcelona, Espanha, 02\/05\/2012 &ndash; Depois de dar por encerrado o assunto da guerra do Iraque, agora se desvela outro grande objetivo de Israel: atacar o Ir&atilde;, com a desculpa de sua poss&iacute;vel produ&ccedil;&atilde;o de armas at&ocirc;micas (e Paquist&atilde;o, China, &Iacute;ndia&#8230; Pa&iacute;ses onde deixou de ser poss&iacute;vel para ser um fato a posse de bombas nucleares?). <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/mundo\/ir-na-mira-do-grande-domnio\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":322,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,4,11],"tags":[],"class_list":["post-9856","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-colunistas","category-mundo","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9856","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/322"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9856"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9856\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9856"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9856"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9856"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}