{"id":9889,"date":"2012-05-08T11:38:58","date_gmt":"2012-05-08T11:38:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9889"},"modified":"2012-05-08T11:38:58","modified_gmt":"2012-05-08T11:38:58","slug":"dialogues-energia-o-remdio-renovvel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/america-latina\/dialogues-energia-o-remdio-renovvel\/","title":{"rendered":"DIALOGUES: Energia: o rem&eacute;dio &eacute; renov&aacute;vel"},"content":{"rendered":"<p>RIO DE JANEIRO, Brasil, 08\/05\/2012 &ndash; (Tierram&eacute;rica).- A energia renov&aacute;vel &eacute; um neg&oacute;cio em crescimento na Alemanha e pode chegar a atender todo o consumo desse pa&iacute;s no prazo de 40 anos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_9889\" style=\"width: 182px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/576_Bjorn-Pieprzyk-Foto-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9889\" class=\"size-medium wp-image-9889\" title=\"Os c&eacute;ticos acreditam que a energia renov&aacute;vel abastecer&aacute; metade do consumo alem&atilde;o em 2050, afirma o engenheiro Bj\u00c3\u00b6rn Pieprzyk - Bj\u00c3\u00b6rn Pieprzyk\/Divulga&ccedil;&atilde;o\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/576_Bjorn-Pieprzyk-Foto-1.jpg\" alt=\"Os c&eacute;ticos acreditam que a energia renov&aacute;vel abastecer&aacute; metade do consumo alem&atilde;o em 2050, afirma o engenheiro Bj\u00c3\u00b6rn Pieprzyk - Bj\u00c3\u00b6rn Pieprzyk\/Divulga&ccedil;&atilde;o\" width=\"172\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9889\" class=\"wp-caption-text\">Os c&eacute;ticos acreditam que a energia renov&aacute;vel abastecer&aacute; metade do consumo alem&atilde;o em 2050, afirma o engenheiro Bj\u00c3\u00b6rn Pieprzyk - Bj\u00c3\u00b6rn Pieprzyk\/Divulga&ccedil;&atilde;o<\/p><\/div>  A energia limpa e renov&aacute;vel proporciona crescimento econ&ocirc;mico, gera&ccedil;&atilde;o de empregos e menor depend&ecirc;ncia das importa&ccedil;&otilde;es. Por isto, os governos deveriam incentivar, e n&atilde;o frear, seu desenvolvimento durante uma crise como a que vive a Europa, disse ao Terram&eacute;rica o engenheiro alem&atilde;o Bj&ouml;rn Pieprzyk.<\/p>\n<p>As fontes limpas s&atilde;o agentes fundamentais para combater a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica e desenvolver uma economia mais verde, afirma o engenheiro, da Federa&ccedil;&atilde;o Alem&atilde; de Energia Renov&aacute;vel (BEE).<\/p>\n<p>At&eacute; 2050, a Alemanha dever&aacute; ser capaz de atender toda sua demanda energ&eacute;tica com fontes renov&aacute;veis, segundo Bj&ouml;rn, entrevistado pelo Terram&eacute;rica no Rio de Janeiro, em uma das in&uacute;meras atividades pr&eacute;vias &agrave; Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Rio+20), que acontecer&aacute; em junho nesta cidade.<\/p>\n<p>Esta &eacute; a meta da BEE, entidade criada em 1991 &agrave; qual pertencem 22 associa&ccedil;&otilde;es de energia hidr&aacute;ulica, solar, e&oacute;lica, de biomassa e geot&eacute;rmica, integradas por mais de 33 mil pessoas e empresas.<\/p>\n<p>Entretanto, &eacute; preciso uma transi&ccedil;&atilde;o da matriz energ&eacute;tica atual, baseada no consumo de hidrocarbonos (carv&atilde;o, g&aacute;s e petr&oacute;leo), para essas fontes limpas. Para isto, &eacute; preciso cortar os subs&iacute;dios para os combust&iacute;veis f&oacute;sseis e a gera&ccedil;&atilde;o nuclear, afirma o engenheiro, cofundador da consultoria Energy Research Architecture.<\/p>\n<p>TERRAM&Eacute;RICA: Como v&ecirc; a discuss&atilde;o sobre energias renov&aacute;veis no contexto da Rio+20?<\/p>\n<p>BJ&Ouml;RN PIEPRZYK: O desenvolvimento nos &uacute;ltimos 20 anos mostrou que as energias renov&aacute;veis s&atilde;o um importante fator para a prote&ccedil;&atilde;o do clima. Para seguir este rumo, precisamos de uma transi&ccedil;&atilde;o do atual sistema energ&eacute;tico e de um planejamento para cortar subs&iacute;dios destinados &agrave;s fontes f&oacute;sseis e &agrave; energia at&ocirc;mica, e garantir incentivos para as renov&aacute;veis.<\/p>\n<p>E s&atilde;o necess&aacute;rios modelos de monitoramento dos custos reais de produ&ccedil;&atilde;o das fontes f&oacute;sseis. Espero que a partir da Rio+20 sejam implantados padr&otilde;es de sustentabilidade, isto &eacute;, condi&ccedil;&otilde;es claras para o desenvolvimento das energias renov&aacute;veis como uma parte importante do processo.<\/p>\n<p>TERRAM&Eacute;RICA: Qual o potencial das energias renov&aacute;veis na Alemanha?<\/p>\n<p>BP: As energias renov&aacute;veis incluem as que prov&ecirc;m do Sol, do vento (e&oacute;lica), da biomassa (aproveitamento de mat&eacute;ria org&acirc;nica) e da &aacute;gua (hidreletricidade), entre outras. Na Alemanha, as renov&aacute;veis constituem 12% da matriz energ&eacute;tica: fornece 20% da gera&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica, 9% da calefa&ccedil;&atilde;o e 6% dos combust&iacute;veis.<\/p>\n<p>Ainda &eacute; uma porcentagem pequena se comparada com a das fontes f&oacute;sseis. Por&eacute;m, as potencialidades s&atilde;o enormes, especialmente no segmento solar, mas tamb&eacute;m em biocombust&iacute;veis e hidreletricidade. Em um per&iacute;odo de 40 anos, poderemos atender 100% da demanda energ&eacute;tica. Este &eacute; o objetivo da BEE, embora popula&ccedil;&atilde;o e governo se mostrem menos otimistas e acreditem que para 2050 se chegar&aacute; a 50%.<\/p>\n<p>TERRAM&Eacute;RICA: Hoje em dia, as renov&aacute;veis s&atilde;o vi&aacute;veis economicamente?<\/p>\n<p>BP: Nos &uacute;ltimos dez anos o custo da e&oacute;lica e da solar ca&iacute;ram rapidamente na Alemanha. Hoje os custos de gera&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica a partir destas fontes est&atilde;o muito pr&oacute;ximos dos custos com os combust&iacute;veis f&oacute;sseis. E os planos de desenvolvimento nuclear s&atilde;o muito mais caros. Segundo a trajet&oacute;ria atual de custos, no ano que vem, gerar energia solar nos domic&iacute;lios ficar&aacute; ainda mais barato do que as fam&iacute;lias pagam hoje pela eletricidade convencional.<\/p>\n<p>Uma resid&ecirc;ncia paga o equivalente a US$ 0,32 por quilowatt\/hora. O pre&ccedil;o da energia solar &eacute; inclusive menor do que este valor. Em pouco tempo esta ser&aacute; uma fonte muito competitiva.<\/p>\n<p>TERRAM&Eacute;RICA: Os demais pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia aderem a essa tend&ecirc;ncia de substituir a energia f&oacute;ssil?<\/p>\n<p>BP: A Alemanha est&aacute; &agrave; frente, mas outros pa&iacute;ses seguem este caminho, e muitos deles t&ecirc;m melhores condi&ccedil;&otilde;es e recursos para desenvolver o setor, como Gr&atilde;-Bretanha e Irlanda, que t&ecirc;m mais Sol no Sul. &Eacute; poss&iacute;vel que a Europa siga essa trajet&oacute;ria e alcance algumas metas na pr&oacute;xima d&eacute;cada. Mas o setor el&eacute;trico necessita de mais incentivos legais e pol&iacute;ticos.<\/p>\n<p>TERRAM&Eacute;RICA: Como influi a crise econ&ocirc;mica que acontece na Uni&atilde;o Europeia?<\/p>\n<p>BP: Na Alemanha, os investimentos no setor permanecem est&aacute;veis, embora haja planos para cortar os apoios &agrave; energia solar. Em todo o pa&iacute;s, h&aacute; muita gera&ccedil;&atilde;o de empregos descentralizados.<\/p>\n<p>&Eacute; uma &aacute;rea priorit&aacute;ria, e grandes empresas, como Siemens, est&atilde;o obtendo bons lucros. O setor privado est&aacute; investindo 25 bilh&otilde;es de euros ao ano (US$ 33 bilh&otilde;es), e o governo tem programas de apoio para instala&ccedil;&atilde;o de sistemas de calefa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o chegam aos 500 milh&otilde;es de euros (US$ 660 milh&otilde;es). Quase todo o dinheiro vem das empresas.<\/p>\n<p>Com este desenvolvimento, tanto meu pa&iacute;s como a Europa podem reduzir sua depend&ecirc;ncia da importa&ccedil;&atilde;o de energia, criar mais postos de trabalho e promover o crescimento econ&ocirc;mico. O problema ocorre quando os governos reagem como na Espanha e It&aacute;lia, cortando o apoio estatal e os est&iacute;mulos legais que s&atilde;o importantes em um momento em que as fontes renov&aacute;veis est&atilde;o t&atilde;o perto de se tornarem competitivas.<\/p>\n<p>TERRAM&Eacute;RICA: Como v&ecirc; as energias renov&aacute;veis em pa&iacute;ses emergentes, como o Brasil?<\/p>\n<p>BP: Tradicionalmente, o Brasil tem muita experi&ecirc;ncia no uso de hidreletricidade e de biomassa para produzir combust&iacute;veis, como etanol. Tem lideran&ccedil;a neste setor e agora come&ccedil;a a produzir energia e&oacute;lica e solar. H&aacute; uma vantagem, pois estas duas fontes j&aacute; t&ecirc;m custos menores do que os de dez anos atr&aacute;s, tanto para as fam&iacute;lias quanto para as empresas e para toda a economia.<\/p>\n<p>H&aacute; uma grande oportunidade para que o Brasil aumente a propor&ccedil;&atilde;o de renov&aacute;veis muito rapidamente, usando novas tecnologias. Entretanto, os pa&iacute;ses latino-americanos continuam pagando o dobro do que custa a energia renov&aacute;vel na Europa. Existem v&aacute;rias raz&otilde;es, como, por exemplo, ser um mercado novo.<\/p>\n<p>Agora mesmo h&aacute; negocia&ccedil;&otilde;es para instalar parques e&oacute;licos no Brasil que poder&atilde;o gerar eletricidade a um custo entre US$ 0,06 e US$ 0,07 o quilowatt\/hora. Contudo, para que as empresas invistam s&atilde;o necess&aacute;rias estruturas claras para energia renov&aacute;vel e condi&ccedil;&otilde;es est&aacute;veis para os investimentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RIO DE JANEIRO, Brasil, 08\/05\/2012 &ndash; (Tierram&eacute;rica).- A energia renov&aacute;vel &eacute; um neg&oacute;cio em crescimento na Alemanha e pode chegar a atender todo o consumo desse pa&iacute;s no prazo de 40 anos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/america-latina\/dialogues-energia-o-remdio-renovvel\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,2,12,5],"tags":[18,21],"class_list":["post-9889","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-america-latina","category-desenvolvimento","category-economia","tag-europa","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9889","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9889"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9889\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}