{"id":992,"date":"2005-09-13T00:00:00","date_gmt":"2005-09-13T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=992"},"modified":"2005-09-13T00:00:00","modified_gmt":"2005-09-13T00:00:00","slug":"desarmamento-ao-antinuclear-norueguesa-ganha-apoio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/09\/america-latina\/desarmamento-ao-antinuclear-norueguesa-ganha-apoio\/","title":{"rendered":"Desarmamento: A&ccedil;&atilde;o antinuclear norueguesa ganha apoio"},"content":{"rendered":"<p>Oslo, 13\/09\/2005 &ndash; Uma iniciativa liderada pela Noruega para refor&ccedil;ar os instrumentos antinucleares da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas ganha cada vez mais apoio, inclusive do renitente Estados Unidos. O governo noruegu&ecirc;s, com apoio de Austr&aacute;lia, Chile, Gr&atilde;-Bretanha, Indon&eacute;sia, Rom&ecirc;nia e &Aacute;frica do Sul, apresentou um texto no qual est&aacute; inclu&iacute;da uma ampla gama de medidas para deter a extens&atilde;o do uso de armas at&ocirc;micas. Esta iniciativa chega em um momento crucial, quatro meses depois do fracasso da Confer&ecirc;ncia de Avalia&ccedil;&atilde;o do Tratado de N&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o de Armas Nucleares (TNP) e poucos dias antes da C&uacute;pula Mundial de 2005, que reunir&aacute; mais de 170 chefes de Estado e de governo na sede da ONU a partir desta quarta-feira. O chanceler noruegu&ecirc;s, Jan Petersen, enviou as propostas &agrave; sede das Na&ccedil;&otilde;es Unidas no final de julho.<br \/> <!--more--> <br \/> O secret&aacute;rio-geral da ONU, Kofi Annan, divulgou um comunicado apoiando a proposta e assinalando que poderia ser a base para um &quot;consenso de ampla margem&quot; ao t&eacute;rmino da C&uacute;pula. No momento, mais de 80 pa&iacute;ses ap&oacute;iam a iniciativa. No &uacute;ltimo dia 3, Washington finalmente concordou que o texto fosse usado como base de poss&iacute;veis negocia&ccedil;&otilde;es sobre a quest&atilde;o nuclear na reuni&atilde;o de Nova York. Inicialmente, os Estados Unidos resistiam &agrave;s propostas e, inclusive, seu embaixador na ONU, John Bolton, trabalhou ativamente contra as id&eacute;ias defendidas pela Noruega. Os Estados Unidos t&ecirc;m uma atitude indiferente em rela&ccedil;&atilde;o aos esfor&ccedil;os de desarmamento e se concentra mais na n&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> Alguns analistas responsabilizaram os Estados Unidos pelo fracasso da Confer&ecirc;ncia de Avalia&ccedil;&atilde;o do TNP, que reuniu em Nova York delegados dos pa&iacute;ses signat&aacute;rios entre 2 e 27 de maio. Washington foi acusado de se retirar do compromisso de negociar a elimina&ccedil;&atilde;o das armas nucleares. O governo de George W. Bush tamb&eacute;m &eacute; criticado por rejeitar o Tratado de Proibi&ccedil;&atilde;o Completa de Testes Nucleares (TPCEN) e por planejar o desenvolvimento de pequenas armas at&ocirc;micas antibunkers. &quot;Os Estados Unidos concordam com muitos aspectos da iniciativa, especialmente as que t&ecirc;m a ver com a n&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o&quot;, disse Petersen &agrave; IPS depois de um encontro com Bolton. &quot;Entretanto, tamb&eacute;m sabemos que a Casa Branca se preocupa com algumas coisas, como o TPCEN, entre outras&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p> Foi o fracasso da confer&ecirc;ncia de maio que levou a Noruega e outros seis pa&iacute;ses a reunirem propostas para apresentar na C&uacute;pula Mundial. &quot;Em especial, queremos fortalecer a linguagem contra a prolifera&ccedil;&atilde;o nuclear na C&uacute;pula, sobretudo considerando a nova amea&ccedil;a terrorista e os perigos da propaga&ccedil;&atilde;o das armas nucleares&quot;, disse Petersen. Al&eacute;m de destacar a necessidade de fortalecer as campanhas de n&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o, a iniciativa exorta no sentido de se tomar medidas para proteger os materiais at&ocirc;micos e controlar o acesso a eles, alem de potenciar as medidas de desarmamento, como a entrada em vigor do TPCEN, e &quot;uma a&ccedil;&atilde;o firme para desestimular qualquer deser&ccedil;&atilde;o do TNP&quot;.<\/p>\n<p> Este &uacute;ltimo pedido pode ser visto como uma resposta &agrave; atitude da Cor&eacute;ia do Norte, que abandonou o tratado e anunciou o rein&iacute;cio de seu programa de desenvolvimento nuclear. N&atilde;o existe nenhum mecanismo dentro do acordo para sancionar esse tipo de comportamento. &quot;Deixar o tratado n&atilde;o deve ser uma op&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel ou livre&quot;, diz a iniciativa norueguesa. Outra proposta destaca o &quot;inalien&aacute;vel direito de todos (os pa&iacute;ses signat&aacute;rios do TNP) &agrave; pesquisa, produ&ccedil;&atilde;o e uso de energia nuclear com fins pac&iacute;ficos&quot;. Isto parece uma refer&ecirc;ncia ao caso do Ir&atilde;, que recebe fortes press&otilde;es dos Estados Unidos e da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia para que abandone seu plano de desenvolvimento nuclear, embora Teer&atilde; garanta que os objetivos s&atilde;o pac&iacute;ficos.<\/p>\n<p> Ainda est&aacute; por se ver qual ser&aacute; o resultado das negocia&ccedil;&otilde;es na C&uacute;pula Mundial, e espera-se que pa&iacute;ses como Estados Unidos e Fran&ccedil;a regateiem at&eacute; o &uacute;ltimo ponto. &quot;Como na Confer&ecirc;ncia de Avalia&ccedil;&atilde;o do TNP, h&aacute; desacordos sobre se &eacute; mais importante concentrar-se no desarmamento ou na n&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o&quot;, disse &agrave; IPS uma fonte da chancelaria norueguesa. &quot;Alguns pa&iacute;ses, especialmente do Sul em desenvolvimento, querem que as discuss&otilde;es estejam centradas no desarmamento. Outros pensam que a prioridade deve ser a n&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o que Washington n&atilde;o queira falar de desarmamento, apenas prefere que seja dada &ecirc;nfase na n&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p> Entretanto, no pol&ecirc;mico texto de 40 p&aacute;ginas apresentado por Bolton &agrave; Assembl&eacute;ia Geral da ONU pedindo mais de 700 mudan&ccedil;as no documento final da C&uacute;pula Mundial, todas as refer&ecirc;ncias ao desarmamento foram removidas. Por outro lado, as refer&ecirc;ncias &agrave; n&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o foram ampliadas. Um par&aacute;grafo que destacava o direito ao uso pac&iacute;fico da energia at&ocirc;mica foi retirado do texto. Estados Unidos, China, Fran&ccedil;a, Gr&atilde;-Bretanha e R&uacute;ssia possuem armas nucleares, mas s&atilde;o signat&aacute;rios do TNP, o que os obriga a eliminar este tipo de material b&eacute;lico. Por usa vez, &Iacute;ndia, Israel e Paquist&atilde;o s&atilde;o pot&ecirc;ncias at&ocirc;micas, mas n&atilde;o assinaram o TNP. A Cor&eacute;ia do Norte assegura ter armas nucleares, mas isso n&atilde;o foi verificado por organismos de especialistas independentes. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oslo, 13\/09\/2005 &ndash; Uma iniciativa liderada pela Noruega para refor&ccedil;ar os instrumentos antinucleares da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas ganha cada vez mais apoio, inclusive do renitente Estados Unidos. O governo noruegu&ecirc;s, com apoio de Austr&aacute;lia, Chile, Gr&atilde;-Bretanha, Indon&eacute;sia, Rom&ecirc;nia e &Aacute;frica do Sul, apresentou um texto no qual est&aacute; inclu&iacute;da uma ampla gama de medidas para deter a extens&atilde;o do uso de armas at&ocirc;micas. Esta iniciativa chega em um momento crucial, quatro meses depois do fracasso da Confer&ecirc;ncia de Avalia&ccedil;&atilde;o do Tratado de N&atilde;o-prolifera&ccedil;&atilde;o de Armas Nucleares (TNP) e poucos dias antes da C&uacute;pula Mundial de 2005, que reunir&aacute; mais de 170 chefes de Estado e de governo na sede da ONU a partir desta quarta-feira. 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