{"id":9945,"date":"2012-05-17T14:22:12","date_gmt":"2012-05-17T14:22:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9945"},"modified":"2012-05-17T14:22:12","modified_gmt":"2012-05-17T14:22:12","slug":"ambiente-viver-em-um-planeta-e-meio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/mundo\/ambiente-viver-em-um-planeta-e-meio\/","title":{"rendered":"AMBIENTE: Viver em um planeta e meio"},"content":{"rendered":"<p>Genebra, Su&iacute;&ccedil;a, 17\/05\/2012 &ndash; Um informe do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) alerta para uma significativa redu&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, em particular nos pa&iacute;ses pobres, e sobre um enorme aumento na pegada ecol&oacute;gica das na&ccedil;&otilde;es ricas.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_9945\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/e19-300x224.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9945\" class=\"size-medium wp-image-9945\" title=\"Sam Smith, Jim Leape e Stuart Orr na apresenta&ccedil;&atilde;o do Livint Planet Report 2012, em Genebra. - Isolda Agazzi\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/e19-300x224.jpg\" alt=\"Sam Smith, Jim Leape e Stuart Orr na apresenta&ccedil;&atilde;o do Livint Planet Report 2012, em Genebra. - Isolda Agazzi\/IPS\" width=\"200\" height=\"149\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9945\" class=\"wp-caption-text\">Sam Smith, Jim Leape e Stuart Orr na apresenta&ccedil;&atilde;o do Livint Planet Report 2012, em Genebra. - Isolda Agazzi\/IPS<\/p><\/div>  O Living Planet Report (Relat&oacute;rio Planeta Vivo) foi apresentado em Genebra com vistas &agrave; Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Rio+20), que acontecer&aacute; de 13 a 22 de junho, no Brasil. O estudo exorta o mundo a modificar seus padr&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o e consumo, bem como a desenvolver as energias renov&aacute;veis.<\/p>\n<p>&quot;Em termos gerais, a biodiversidade caiu 28% no mundo desde 1970. Mas nos pa&iacute;ses de baixa renda a perda &eacute; particularmente importante, pois chega a 60%&quot;, afirmou Jim Leape, diretor-geral do WWF, ao apresentar o informe. &quot;O esgotamento dos sistemas naturais est&aacute; prejudicando mais os pa&iacute;ses que menos t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es de enfrent&aacute;-lo&quot;, ressaltou. A publica&ccedil;&atilde;o mais importante dessa prestigiosa organiza&ccedil;&atilde;o ambientalista, divulgada a cada dois anos, foca na biodiversidade de todo o mundo e na pegada ecol&oacute;gica da humanidade, ou seja, na press&atilde;o que esta exerce sobre a terra e a &aacute;gua.<\/p>\n<p>O aumento deste &uacute;ltimo foi enorme desde 1961. &quot;Usamos 50% mais recursos do que a Terra pode suportar. Hoje vivemos como se tiv&eacute;ssemos um planeta e meio. Se continuarmos assim, at&eacute; 2050 precisaremos de tr&ecirc;s planetas. Nosso padr&atilde;o de consumo &eacute; insustent&aacute;vel&quot;, alertou Leap. Em m&eacute;dia, os pa&iacute;ses de alta renda t&ecirc;m uma pegada ecol&oacute;gica que quintuplica a das na&ccedil;&otilde;es de baixa renda. Os dez Estados com maior pegada ecol&oacute;gica por pessoa s&atilde;o Catar, Kuwait, Emirados &Aacute;rabes Unidos, Dinamarca, Estados Unidos, B&eacute;lgica, Austr&aacute;lia, Canad&aacute;, Holanda e Irlanda.<\/p>\n<p>O informe foi divulgado faltando cinco semanas para come&ccedil;ar a Rio+20, que avaliar&aacute; os avan&ccedil;os no cumprimento dos compromissos assumidos h&aacute; duas d&eacute;cadas na primeira C&uacute;pula da Terra. &quot;&Eacute; um momento importante para olhar o que ocorre sobre a Terra&quot;, observou Leape. &quot;Existem propostas para estabelecer Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, e de agregar indicadores sociais e ecol&oacute;gicos ao produto interno bruto&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>&quot;O mercado continua enviando sinais equivocados, porque muitos custos n&atilde;o s&atilde;o inclu&iacute;dos no sistema de pre&ccedil;os. Os pre&ccedil;os deveriam dizer a verdade. Os governos devem eliminar os subs&iacute;dios aos combust&iacute;veis f&oacute;sseis e se comprometer em proporcionar acesso a energia limpa para todos&quot;, apontou Leape. Diante da pergunta sobre se a economia verde, principal tema da Rio+20, &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o correta, Leape disse &agrave; IPS que &quot;o desafio central &eacute; resolver como passar para ela&quot;.<\/p>\n<p>&quot;H&aacute; muito debate sobre o termo. Alguns gostam, outros n&atilde;o. Contudo, de algum modo devemos seguir um caminho que a Terra possa sustentar, e definir uma nova prosperidade com os recursos do planeta. Precisamos de um modelo diferente para o desenvolvimento futuro&quot;, indicou Leape. Segundo consta no informe, o WWF acredita ser poss&iacute;vel seguir outro caminho. A organiza&ccedil;&atilde;o prop&otilde;e poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es. A primeira &eacute; preservar o capital natural protegendo os ecossistemas, a terra e a &aacute;gua.<\/p>\n<p>Conseguiu-se avan&ccedil;os significativos na &aacute;rea fundamental do desmatamento, mas sempre existe a amea&ccedil;a de um retrocesso. Por exemplo, embora nos &uacute;ltimos anos o Brasil tenha sido l&iacute;der na tend&ecirc;ncia contra o desmatamento, uma nova lei aprovada no pa&iacute;s (o novo C&oacute;digo Florestal) pode prejudicar severamente a prote&ccedil;&atilde;o das florestas.<\/p>\n<p>Outra proposta &eacute; fixar-se na &quot;pegada h&iacute;drica&quot;, isto &eacute;, a maneira como se administra a &aacute;gua do lado da produ&ccedil;&atilde;o. &quot;Trabalhamos muito pr&oacute;ximos &agrave;s empresas para ajud&aacute;-las a entender sua pegada h&iacute;drica. E alguns dos trabalhos mais progressistas em mat&eacute;ria de &aacute;gua s&atilde;o feitos na &Aacute;frica&quot;, explicou Stuart Orr, gerente de &aacute;gua doce do WWF. No Qu&ecirc;nia, esta organiza&ccedil;&atilde;o descobriu que 10% das divisas estavam vinculadas &agrave; explora&ccedil;&atilde;o de uma &uacute;nica bacia fluvial.<\/p>\n<p>O WWF prop&ocirc;s incentivos para melhorar o manejo das bacias, que atraem o interesse de diferentes pa&iacute;ses. &quot;Desenvolvemos padr&otilde;es sobre o uso da &aacute;gua para as empresas e assessoramos os governos sobre como alcan&ccedil;ar a sustentabilidade hidrel&eacute;trica, por exemplo, criando padr&otilde;es para o desenvolvimento&quot; desse setor, explicou Orr. &quot;Na China trabalhamos com o governo sobre o uso de uma bacia que inclui 270 rios do pa&iacute;s&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>A produ&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel &eacute; outra solu&ccedil;&atilde;o, e come&ccedil;a com as energias renov&aacute;veis. &quot;N&atilde;o precisamos de tecnologia nova para faz&ecirc;-lo&quot;, disse Sam Smith, l&iacute;der da iniciativa do WWF sobre clima e energia. &quot;No ano passado, os investimentos em energias renov&aacute;veis foram maiores do que em combust&iacute;veis f&oacute;sseis. Na Espanha, 61% da eletricidade foi gerada por energia e&oacute;lica&quot; em um dia de ventania em abril, comentou.<\/p>\n<p>A efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica &eacute; outro caminho promissor. No Paquist&atilde;o, gra&ccedil;as a uma iniciativa lan&ccedil;ada pelo WWF em conjunto com a firma Ikea, de venda de m&oacute;veis, 40 mil agricultores cultivam algod&atilde;o de um modo que reduz os severos impactos ambientais da produ&ccedil;&atilde;o convencional. Segundo o informe, em 2010, 170 mil hectares de produ&ccedil;&atilde;o algodoeira usaram 40% menos fertilizantes qu&iacute;micos, 47% menos pesticidas e 37% menos &aacute;gua.<\/p>\n<p>Do lado do consumo, &quot;cada um de n&oacute;s pode desempenhar um papel. As empresas e os consumidores querem melhores op&ccedil;&otilde;es&quot;, revelou Leape. Os r&oacute;tulos podem ser uma solu&ccedil;&atilde;o. No Chile, que fornece 8% do mercado mundial de celulose e papel, o WWF trabalha com o governo e com o setor florestal para fortalecer e ampliar o alcance da certifica&ccedil;&atilde;o do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o Florestal (FSC).<\/p>\n<p>O mesmo ocorre com os peixes. A quase quintuplica&ccedil;&atilde;o das capturas mundiais entre 1950 e 2005 causou a explora&ccedil;&atilde;o excessiva de muitas esp&eacute;cies. O Chile contribui com 30% do mercado mundial de salm&atilde;o e 13% de pescado para iscas. O WWF promove a certifica&ccedil;&atilde;o do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o Marinha (MSC) nesse pa&iacute;s, para garantir que a explora&ccedil;&atilde;o pesqueira ocorra de modo sustent&aacute;vel e economicamente vi&aacute;vel.<\/p>\n<p>&quot;Os desafios destacados no Living Planet Report s&atilde;o claros&quot;, enfatizou Leape. &quot;A Rio+20 pode e deve ser o momento para que os governos determinem um novo curso de a&ccedil;&atilde;o para a sustentabilidade. A reuni&atilde;o &eacute; uma oportunidade &uacute;nica para que as coaliz&otilde;es dos comprometidos (governos, cidades e empresas) unam for&ccedil;as e desempenhem um papel crucial na conserva&ccedil;&atilde;o de um planeta vivo&quot;, concluiu. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Genebra, Su&iacute;&ccedil;a, 17\/05\/2012 &ndash; Um informe do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) alerta para uma significativa redu&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, em particular nos pa&iacute;ses pobres, e sobre um enorme aumento na pegada ecol&oacute;gica das na&ccedil;&otilde;es ricas. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/mundo\/ambiente-viver-em-um-planeta-e-meio\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":95,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,5,4],"tags":[21],"class_list":["post-9945","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9945","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/95"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9945"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9945\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9945"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9945"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9945"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}