{"id":9948,"date":"2012-05-18T11:29:33","date_gmt":"2012-05-18T11:29:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9948"},"modified":"2012-05-18T11:29:33","modified_gmt":"2012-05-18T11:29:33","slug":"mulheres-mortes-maternas-diminuem-mas-ainda-preocupam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/mundo\/mulheres-mortes-maternas-diminuem-mas-ainda-preocupam\/","title":{"rendered":"MULHERES: Mortes maternas diminuem, mas ainda preocupam"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 18\/05\/2012 &ndash; Embora tenham diminu&iacute;do, os n&uacute;meros continuam sendo impactantes: a cada dois minutos morre uma mulher no mundo por complica&ccedil;&otilde;es na gravidez ou no parto.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_9948\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/100755-20120518.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9948\" class=\"size-medium wp-image-9948\" title=\" - Isaiah Esipisu\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/100755-20120518.jpg\" alt=\" - Isaiah Esipisu\/IPS\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9948\" class=\"wp-caption-text\"> - Isaiah Esipisu\/IPS<\/p><\/div>  Sangramentos graves, infec&ccedil;&otilde;es, press&atilde;o alta ou abortos inseguros s&atilde;o as principais causas dessas mortes. Das mortes maternas, 90% ocorrem nos 132 pa&iacute;ses do Sul em desenvolvimento, segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU). Por&eacute;m, h&aacute; sinais promissores no horizonte, segundo um novo informe conjunto da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), do Fundo de Popula&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (UNFPA), do Banco Mundial e do Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia (Unicef).<\/p>\n<p>Os dados divulgados no dia 16 indicam que a quantidade de mulheres que morrem por complica&ccedil;&otilde;es na gravidez ou no parto caiu quase pela metade nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. O estudo Tend&ecirc;ncias em mortalidade materna: de 1990 a 2010, diz que a quantidade anual de mortes passou de mais de 543 mil para 287 mil nos &uacute;ltimos 20 anos, uma significativa redu&ccedil;&atilde;o. Apesar de se conseguir um progresso substancial em quase todas as regi&otilde;es, muitos pa&iacute;ses, particularmente da &Aacute;frica subsaariana, ainda est&atilde;o longe de alcan&ccedil;ar a meta de reduzir a mortalidade materna em 75% at&eacute; 2015 em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis de 1990, inclu&iacute;da nos Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio da ONU.<\/p>\n<p>&quot;Me agrada ver que o n&uacute;mero de mulheres que morrem na gravidez ou no parto continua caindo&quot;, declarou o diretor-executivo do UNFPA, Babatunde Osotimehin. Isto demonstra que os esfor&ccedil;os intensificados dos pa&iacute;ses, apoiados pela ag&ecirc;ncia e por outros s&oacute;cios no desenvolvimento, est&atilde;o dando resultados, acrescentou. &quot;Mas, n&atilde;o podemos parar aqui. Nosso trabalho deve continuar para fazer com que cada gravidez desejada e cada parto seja seguro&quot;, destacou. No entanto, a disparidade continua existindo nos diversos pa&iacute;ses e nas v&aacute;rias regi&otilde;es, segundo o informe.<\/p>\n<p>Um ter&ccedil;o de todas as mortes maternas ocorre em apenas dois pa&iacute;ses: em 2010, quase 20% (56 mil) foram registradas na &Iacute;ndia e 14% (40 mil) na Nig&eacute;ria. Dos 40 pa&iacute;ses com as taxas mais altas do mundo em mortes maternas, 36 s&atilde;o da &Aacute;frica subsaariana. Segundo o estudo, em dez pa&iacute;ses acontecem 60% de todas as mortes maternas: &Iacute;ndia (56 mil), Nig&eacute;ria (40 mil), Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo (15 mil), Paquist&atilde;o (12 mil), Sud&atilde;o (10 mil), Indon&eacute;sia (9,6 mil), Eti&oacute;pia (9 mil), Tanz&acirc;nia (8,5 mil), Bangladesh (7,2 mil) e Afeganist&atilde;o (6,4 mil).<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, dez pa&iacute;ses alcan&ccedil;aram a meta de reduzir em 75% os &oacute;bitos na gravidez e no parto: Bielor&uacute;ssia, But&atilde;o, Guin&eacute; Equatorial, Est&ocirc;nia, Ir&atilde;, Litu&acirc;nia, Maldivas, Nepal, Rom&ecirc;nia e Vietn&atilde;. De acordo com o informe, em 2010 a taxa mundial foi de 210 mortes maternas para cada cem mil nascidos vivos. A &Aacute;frica subsaariana apresentou o &iacute;ndice mais alto, com 500 mortes para cem mil. Nessa regi&atilde;o, as probabilidades de uma mulher morrer durante a gravidez ou no parto s&atilde;o de uma em 39. No sudeste da &Aacute;sia, o risco &eacute; de uma em 290, enquanto no Norte industrializado este &iacute;ndice &eacute; de uma em 3,8 mil.<\/p>\n<p>&quot;Um importante obst&aacute;culo que dificulta os esfor&ccedil;os para avaliar os progressos de forma adequada &eacute; a falta de informa&ccedil;&atilde;o confi&aacute;vel&quot;, admite o informe. Em muitos pa&iacute;ses em desenvolvimento, muitas mortes e suas causas n&atilde;o s&atilde;o registradas corretamente, sobretudo no caso de mulheres que falecem em suas casas. Em uma declara&ccedil;&atilde;o divulgada em Nova York, Osotimehin enfatizou que sua ag&ecirc;ncia sabe exatamente o que fazer para impedir as mortes maternas: melhorar o acesso a m&eacute;todos de planejamento familiar, investir em pessoal de sa&uacute;de capacitado, e melhorar a aten&ccedil;&atilde;o obst&eacute;trica de emerg&ecirc;ncia quando surgem as complica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&quot;Estas interven&ccedil;&otilde;es salvaram vidas e aceleraram os progressos rumo &agrave; meta cinco dos Objetivos do Mil&ecirc;nio&quot;, apontou Osotimehin. Ainda morre mais de um quarto de milh&atilde;o de mulheres ao ano por complica&ccedil;&otilde;es na gravidez ou no parto, e mais de 215 milh&otilde;es ainda carecem de acesso a m&eacute;todos anticoncepcionais modernos, destacou. Atender a necessidade de planejamento familiar volunt&aacute;rio destas mulheres n&atilde;o &eacute; s&oacute; cumprir um direito humano, tamb&eacute;m &eacute; vital para reduzir em um ter&ccedil;o o n&uacute;mero de mortes maternas, acrescentou, lembrando que se trata de uma &quot;estrat&eacute;gia de sa&uacute;de p&uacute;blica altamente rent&aacute;vel&quot;.<\/p>\n<p>&quot;&Eacute; excelente que o tema do melhor acesso ao planejamento familiar volte &agrave; agenda do desenvolvimento, ap&oacute;s ter passado por alto tantos anos. N&oacute;s no UNFPA fazemos o melhor para conseguir apoio neste investimento crucial para garantir a sa&uacute;de das mulheres e das adolescentes&quot;, ressaltou Osotimehin. &quot;Essas novas estimativas demonstram como est&aacute; progredindo a sa&uacute;de materna em n&iacute;vel mundial e como melhora a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m revela como a ONU &eacute; capaz de trabalhar unida para melhorar a situa&ccedil;&atilde;o das mulheres adolescentes&quot;, concluiu. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 18\/05\/2012 &ndash; Embora tenham diminu&iacute;do, os n&uacute;meros continuam sendo impactantes: a cada dois minutos morre uma mulher no mundo por complica&ccedil;&otilde;es na gravidez ou no parto. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/mundo\/mulheres-mortes-maternas-diminuem-mas-ainda-preocupam\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":202,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,4,7],"tags":[21,24],"class_list":["post-9948","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direitos-humanos","category-mundo","category-saude","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9948","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/202"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9948"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9948\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9948"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9948"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9948"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}