{"id":9972,"date":"2012-05-23T10:53:06","date_gmt":"2012-05-23T10:53:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9972"},"modified":"2012-05-23T10:53:06","modified_gmt":"2012-05-23T10:53:06","slug":"bangladesh-aspira-ser-protagonista-na-rio20","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/mundo\/bangladesh-aspira-ser-protagonista-na-rio20\/","title":{"rendered":"Bangladesh aspira ser protagonista na Rio+20"},"content":{"rendered":"<p>Daca, Bangladesh, 23\/05\/2012 &ndash; Especialistas acreditam que Bangladesh pode desempenhar um importante papel na Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Rio+20), que acontecer&aacute; de 20 a 22 de junho no Rio de Janeiro.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_9972\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/100784-20120522.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9972\" class=\"size-medium wp-image-9972\" title=\" - Sujan Map\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/100784-20120522.jpg\" alt=\" - Sujan Map\/IPS\" width=\"200\" height=\"133\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9972\" class=\"wp-caption-text\"> - Sujan Map\/IPS<\/p><\/div>  Esse pa&iacute;s da &Aacute;sia meridional, um dos mais afetados pela mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, tem a vontade necess&aacute;ria para iniciar um di&aacute;logo pela a&ccedil;&atilde;o, mas seu grande desafio no encontro no Brasil ser&aacute; fazer com que os l&iacute;deres dos pa&iacute;ses ricos reconhe&ccedil;am seu potencial.<\/p>\n<p>Em conversas com a IPS, pol&iacute;ticos, funcion&aacute;rios governamentais, economistas e ambientalistas coincidem em que Bangladesh pode ter uma voz forte na mesa de negocia&ccedil;&otilde;es da Rio+20. Quando foi realizada a primeira C&uacute;pula da Terra, em 1992, este pa&iacute;s apenas come&ccedil;ava a implantar certos programas para reduzir a pobreza e a mortalidade materna e infantil. Tamb&eacute;m come&ccedil;ou a tomar medidas para garantir a seguran&ccedil;a alimentar, reduzir a brecha de g&ecirc;nero no ensino prim&aacute;rio e secund&aacute;rio, aumentar a cobertura de imuniza&ccedil;&atilde;o para menores de cinco anos, preparar-se para desastres, garantir acesso a &aacute;gua pot&aacute;vel e realizar projetos para alcan&ccedil;ar os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio.<\/p>\n<p>H&aacute; 20 anos, Bangladesh n&atilde;o estava suficientemente maduro, nem pol&iacute;tica nem economicamente, para fixar a agenda na confer&ecirc;ncia internacional. Agora, ap&oacute;s dois anos de lideran&ccedil;a entre os pa&iacute;ses menos adiantados (PMA), apresenta um passo mais firme. &quot;Apesar de ser um dos PMA, Bangladesh est&aacute; em boa posi&ccedil;&atilde;o para alcan&ccedil;ar alguns dos ODM&quot;, afirmou &agrave; IPS seu ministro de Meio Ambiente e Florestas, Hasan Mahmud.<\/p>\n<p>Por sua vez, o economista Abul Barakat afirmou &agrave; IPS que &quot;Bangladesh deveria adotar um enfoque de diplomacia pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica&quot;. Acrescentou que, apesar de os temas da agenda da Rio+20 serem fundamentalmente econ&ocirc;micos e ambientais, a solu&ccedil;&atilde;o sempre passa pelo &acirc;mbito pol&iacute;tico. Barakat, que escreveu para numerosas publica&ccedil;&otilde;es internacionais durante sua carreira de 30 anos como professor, destacou que Bangladesh &quot;pode emergir como o principal negociador dos PMA para exigir uma compensa&ccedil;&atilde;o pelos danos causados com as emiss&otilde;es de carbono. De fato, Bangladesh deveria abandonar sua estrat&eacute;gia de exigir tecnologias de mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o e passar a cobrar diretamente compensa&ccedil;&atilde;o (econ&ocirc;mica) &agrave;s na&ccedil;&otilde;es mais ricas&quot;.<\/p>\n<p>Fahmida Khatun, chefe da unidade de pesquisa em Bangladesh do Centro para o Di&aacute;logo Pol&iacute;tico, declarou &agrave; IPS que a &quot;Rio+20 &eacute;, sem d&uacute;vida alguma, uma oportunidade para que este pa&iacute;s obtenha benef&iacute;cios financeiros e tecnol&oacute;gicos&quot;. Quanto &agrave; mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, &quot;Bangladesh tem o direito de cobrar uma compensa&ccedil;&atilde;o pelos grandes desastres, como as recorrentes inunda&ccedil;&otilde;es, a eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar, a salinidade, a seca e outros desastres naturais&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Khatun sugeriu que o governo do pa&iacute;s poderia aproveitar a plataforma da Rio+20 para compartilhar suas experi&ecirc;ncias com os ciclones Sidr, em 2007, e Aila, em 2009. Recordou que durante um ciclone anterior, em 1991, mais de um milh&atilde;o de pessoas morreram. Ap&oacute;s essa dura li&ccedil;&atilde;o, Bangladesh adotou medidas efetivas para limitar a alguns milhares o n&uacute;mero de mortos durante as posteriores tempestades Sidr e Aila, semelhantes em intensidade, algo que poderia servir de modelo ao mundo, destacou a especialista.<\/p>\n<p>Bangladesh tamb&eacute;m &eacute; legitimado por seus extraordin&aacute;rios &ecirc;xitos em redu&ccedil;&atilde;o da pobreza, firme aumento nas remessas estrangeiras e crescimento das exporta&ccedil;&otilde;es de confec&ccedil;&otilde;es (de US$ 17 bilh&otilde;es no &uacute;ltimo ano financeiro). Tudo isto, destacaram os especialistas, foi alcan&ccedil;ado apesar de uma crise pol&iacute;tica e de um lento crescimento econ&ocirc;mico. Bangladesh agora &eacute; um &quot;fazedor&quot;, e n&atilde;o deve mais ser considerado um simples &quot;benefici&aacute;rio&quot; das na&ccedil;&otilde;es ricas.<\/p>\n<p>&quot;Todo desenvolvimento sustent&aacute;vel deve ter a humanidade como centro, e necessitamos de apoio financeiro, cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico. Precisamos de uma s&oacute;lida associa&ccedil;&atilde;o, mas, lamentavelmente, nossos s&oacute;cios n&atilde;o est&atilde;o dando o que prometeram no passado&quot;, disse &agrave; IPS o presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Palli Karma-Sahayak, Qazi Kholiquzzaman Ahamad, que chefiar&aacute; a delega&ccedil;&atilde;o de Bangladesh &agrave; Rio+20. &quot;Dos US$ 30 bilh&otilde;es prometidos pelas na&ccedil;&otilde;es ricas, para pa&iacute;ses vulner&aacute;veis perante o clima, pouco mais de US$ 3,5 bilh&otilde;es foram entregues em dois anos. Desta vez (na Rio+20) n&atilde;o devemos perder a oportunidade de cobrar o que necessitamos&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Por sua vez, o diretor-executivo do Centro de Bangladesh para Estudos Avan&ccedil;ados, Atiq Rahman, afirmou &agrave; IPS que, &quot;naturalmente, temos que aproveitar oportunidades de transi&ccedil;&atilde;o para uma economia verde&quot;. A Rio+20 poderia ser a plataforma para Bangladesh assumir um papel de lideran&ccedil;a em outras confer&ecirc;ncias internacionais nas quais poderiam ser realizadas negocia&ccedil;&otilde;es mais focadas e cara a cara, observou. O coordenador-residente da ONU em Bangladesh, Neal Grant Walker, felicitou o pa&iacute;s por sua postura proativa no processo preparat&oacute;rio da Confer&ecirc;ncia. &quot;Bangladesh deixa rapidamente de ser um PMA para ser um pa&iacute;s de renda m&eacute;dia. N&atilde;o deve haver d&uacute;vida de que tem muito em jogo no resultado da c&uacute;pula do Rio&quot;, ressaltou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daca, Bangladesh, 23\/05\/2012 &ndash; Especialistas acreditam que Bangladesh pode desempenhar um importante papel na Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Rio+20), que acontecer&aacute; de 20 a 22 de junho no Rio de Janeiro. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/mundo\/bangladesh-aspira-ser-protagonista-na-rio20\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":153,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,5,4],"tags":[17,21],"class_list":["post-9972","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo","tag-asia-e-pacifico","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9972","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9972"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9972\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9972"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9972"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9972"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}