{"id":9990,"date":"2012-05-28T09:08:41","date_gmt":"2012-05-28T09:08:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=9990"},"modified":"2012-05-28T09:08:41","modified_gmt":"2012-05-28T09:08:41","slug":"o-desenvolvimento-insustentvel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/mundo\/o-desenvolvimento-insustentvel\/","title":{"rendered":"O desenvolvimento insustent&aacute;vel"},"content":{"rendered":"<p>Montevid&eacute;u, Uruguai, 28\/05\/2012 &ndash; As pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas convencionais est&atilde;o tendo um enorme custo ambiental e social, insustent&aacute;vel no curto prazo, motivo pelo qual o planeta precisa de uma mudan&ccedil;a urgente em seu enfoque de desenvolvimento. <!--more--> Este alerta consta do &uacute;ltimo Informe de Desenvolvimento Humano, divulgado no dia 25 pelo Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O chamado adquire import&acirc;ncia vital com vistas &agrave; Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Rio+20), que acontecer&aacute; de 20 a 22 de junho no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>&quot;O enfoque de desenvolvimento n&atilde;o deve estar baseado na maximiza&ccedil;&atilde;o do crescimento econ&ocirc;mico, precisando contemplar tamb&eacute;m as dimens&otilde;es de equidade e de sustentabilidade&quot;, afirmou a coordenadora residente da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) no Uruguai, Susan McDade. O Informe destaca que o modelo de desenvolvimento predominante &quot;ignora os impactos ambientais e as externalidades da atividade econ&ocirc;mica&quot;.<\/p>\n<p>Segundo o documento, &quot;isto acontece tanto em um sistema centralizado e controlado (a desaparecida Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica), em uma economia socialista liberalizada (China dos anos 1990) e em economias de mercado relativamente livres (Austr&aacute;lia e Estados Unidos durante grande parte do S&eacute;culo 20)&quot;. O estudo acrescenta que, &quot;continuar fazendo as coisas como sempre, n&atilde;o &eacute; nem sustent&aacute;vel e nem equitativo, mas as tentativas para avan&ccedil;ar enfrentam restri&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da economia pol&iacute;tica&quot;.<\/p>\n<p>Por isso, o Pnud este ano enfatiza dois elementos b&aacute;sicos: sustentabilidade e igualdade. &quot;H&aacute; dois eixos igualmente importantes, um &eacute; a sustentabilidade, em termos de recursos naturais e capital natural que um pa&iacute;s usa, e o outro &eacute; como se distribui a riqueza, porque pode haver um produto interno bruto alto, mas, se estiver concentrado em 5% da popula&ccedil;&atilde;o, o pa&iacute;s estar&aacute; mal&quot;, indicou McDade.<\/p>\n<p>Mesmo os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio manejam algumas metas exclusivamente econ&ocirc;micas que n&atilde;o permitem ver claramente a realidade, explicou McDade &agrave; IPS. Por exemplo, &quot;o primeiro objetivo, sobre redu&ccedil;&atilde;o da pobreza, foi muito debatido em n&iacute;vel mundial porque usa justamente apenas o indicador de renda. Contudo, isto n&atilde;o diz nada, porque com um d&oacute;lar pode-se comprar uma ma&ccedil;&atilde; ou um quilo de arroz, dependendo de onde se esteja&quot;, destacou.<\/p>\n<p>Por sua vez, Ana Agostino, analista do Pnud e autora de outro estudo focado no Uruguai, tamb&eacute;m apresentado no dia 25, alerta para que &quot;se tome dist&acirc;ncia da concep&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento apenas como crescimento econ&ocirc;mico. O desenvolvimento humano e o desenvolvimento sustent&aacute;vel necessariamente andam juntos, e se n&atilde;o &eacute; sustent&aacute;vel ent&atilde;o n&atilde;o &eacute; real&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>O Pnud tamb&eacute;m faz men&ccedil;&atilde;o em seu informe &agrave;s amea&ccedil;as do aquecimento global, e diz que a falta de consci&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o e os obst&aacute;culos impostos pelo poder pol&iacute;tico dificultam a tomada de a&ccedil;&otilde;es contra o fen&ocirc;meno. &quot;Um dos principais obst&aacute;culos na hora de adotar medidas p&uacute;blicas para enfrentar os problemas ambientais &eacute; a falta de consci&ecirc;ncia&quot;, destaca.<\/p>\n<p>&quot;Aproximadamente um ter&ccedil;o dos habitantes do mundo parece desconhecer o problema da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, e somente a metade o considera uma amea&ccedil;a grave ou sabe que &eacute; provocado, ao menos em parte, pela atividade humana&quot;, diz o Pnud. Al&eacute;m disso, afirma que &quot;nossa incapacidade coletiva de empreender a&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m reflete a complexidade da arena pol&iacute;tica e o poder de grupos contr&aacute;rios &agrave; mudan&ccedil;a&quot;.<\/p>\n<p>O informe do Pnud inclui seu habitual &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano, realizado desde 1990. Nesta oportunidade s&atilde;o diversos os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina que avan&ccedil;aram v&aacute;rios postos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; medi&ccedil;&atilde;o anterior, embora a regi&atilde;o continue sendo a que apresenta maior desigualdade no mundo. Chile e Argentina passaram a integrar pela primeira vez o grupo de na&ccedil;&otilde;es com &quot;desenvolvimento humano muito alto&quot;, ficando, respectivamente em 44&ordm; e 45&ordm; lugares, enquanto o Uruguai ficou no topo dos pa&iacute;ses com &quot;desenvolvimento humano alto&quot;, no posto 48.<\/p>\n<p>Os demais pa&iacute;ses latino-americanos ocupam a seguinte ordem: Cuba (51), M&eacute;xico (57), Panam&aacute; (58), Costa Rica (69), Venezuela (73), Peru (80), Equador (83), Brasil (84), Col&ocirc;mbia (87), Rep&uacute;blica Dominicana (98), El Salvador (105), Paraguai (107), Bol&iacute;via (108), Nicar&aacute;gua (129) e Guatemala (131). O &Iacute;ndice &eacute; encabe&ccedil;ado pela Noruega, seguido de Austr&aacute;lia, Holanda, Estados Unidos, Nova Zel&acirc;ndia, Canad&aacute;, Irlanda, Liechtenstein, Alemanha e Su&eacute;cia.<\/p>\n<p>O Pnud, em seu esfor&ccedil;o para promover um enfoque de desenvolvimento que considere todas as dimens&otilde;es, n&atilde;o apenas a econ&ocirc;mica, introduziu este ano um &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano ajustado pela vari&aacute;vel da desigualdade, analisando o conjunto da popula&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o apenas a m&eacute;dia, segundo expectativa de vida ao nascer, educa&ccedil;&atilde;o e renda. Quando se introduz esta vari&aacute;vel, os pa&iacute;ses latino-americanos caem v&aacute;rios postos: Chile perde 11 lugares, Argentina 13, Uruguai sete, M&eacute;xico e Panam&aacute; 15, e Brasil 13. Isto confirma a grande desigualdade existente na regi&atilde;o, a maior do mundo.<\/p>\n<p>O material complementar apresentado em Montevid&eacute;u, intitulado Uruguai: sustentabilidade e igualdade, alerta que este pequeno pa&iacute;s carece de um modelo de desenvolvimento que considere suas implica&ccedil;&otilde;es ambientais. Embora o Uruguai tenha obtido melhorias importantes no campo social, com importante redu&ccedil;&atilde;o da pobreza, da indig&ecirc;ncia e do desemprego, ainda n&atilde;o integrou plenamente o meio ambiente &agrave; sua agenda, disse Agostino. Este pa&iacute;s de 3,3 milh&otilde;es de habitantes ainda se caracteriza por uma alta concentra&ccedil;&atilde;o da terra, forte depend&ecirc;ncia dos recursos naturais e grande press&atilde;o sobre os ecossistemas costeiros.<\/p>\n<p>O Uruguai tem a pegada ecol&oacute;gica mais alta da Am&eacute;rica Latina, isto &eacute;, a superf&iacute;cie terrestre e mar&iacute;tima que um pa&iacute;s precisa para produzir os recursos que consome e absorver os dejetos que gera. Al&eacute;m disso, apresenta uma das mais altas porcentagens de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas da regi&atilde;o (12%) e uma das maiores taxas quanto &agrave; emiss&atilde;o de gases-estufa por habitante (8,1%), devido ao metano liberado na produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Montevid&eacute;u, Uruguai, 28\/05\/2012 &ndash; As pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas convencionais est&atilde;o tendo um enorme custo ambiental e social, insustent&aacute;vel no curto prazo, motivo pelo qual o planeta precisa de uma mudan&ccedil;a urgente em seu enfoque de desenvolvimento. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2012\/05\/mundo\/o-desenvolvimento-insustentvel\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,5,4,11],"tags":[21],"class_list":["post-9990","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo","category-politica","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9990","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9990"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9990\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9990"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9990"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9990"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}