A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que acontece de 1º a 12 deste mês em Poznan, na Polônia, deve chegar a um plano de ação para negociar em 2009 um futuro pacto obrigatório para reduzir a contaminação causadora do aquecimento global. A segunda fase do Protocolo de Kyoto, que terminará em 2012, ou um tratado substitutivo que inclua os Estados Unidos, deverá estabelecer metas obrigatórias de redução de gases causadores do efeito estufa. Os negociadores discutem, entre outros pontos, se incluem ou não nas obrigações as potências econômicas como Brasil, Índia e China.
Outra estrela dos debates é o esquema de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação nos Países em Desenvolvimento (REDD), criticado por ambientalistas.
O desmatamento responde por 18% das emissões de gases de efeito estufa.
Mas a iniciativa poderia ser “refém dos caprichos dos mercados e das atividades dos especuladores”, reduzir “a soberania dos países em desenvolvimento sobre seus recursos naturais” e “permitir às nações industrializadas mais ricas continuar contaminando”, afirma um documento distribuído pela rede Amigos da Terra Internacional.

