O Pampa, bioma de pradarias no extremo sul do Brasil, já perdeu 54% de sua vegetação original, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, que indicam 2.183 quilômetros quadrados arrasados entre 2002 e 2008. “Silvicultura, represas e crescimento urbano são as causas da devastação” nessas áreas “que não recebem a devida importância em nível nacional”, lamentou Leonardo Stahnke, do Instituto Pampa Brasil.
“A destruição da Amazônia e da floresta amazônica são importantes, mas os campos abrigam espécies tão peculiares das áreas abertas como aquelas adaptadas aos demais biomas”, disse ao Terramérica.
O Pampa brasileiro compreende a metade meridional do Rio Grande do Sul, onde as florestas se limitam às margens fluviais. Dos cinco biomas nacionais, apresenta o menor índice anual de destruição, de 0,20% contra 0,69% do Cerrado, a savana brasileira, no oeste.

