Cientistas cubanos desenvolveram um cimento mais barato e menos contaminante do que o convencional, apoiados pela Escola Politécnica Federal de Lausane, na Suíça. No processo, boa parte do clínker, componente principal do cimento, é substituído por uma mescla de metacaolin e pedra cal, esta última sem queimar, o que evita a emissão de dióxido de carbono na atmosfera.
O uso de metacaolin permite produzir um “cimento de baixo conteúdo de carbono”, explicou ao Terramérica o responsável pelo projeto, Fernando Martirena, diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Estruturas e Materiais da Universidade Central “Marta Abreu” de Las Villas, na cidade de Santa Clara.
“Pode ser uma grande contribuição para mitigar os problemas da mudança climática, ao reduzir as emissões globais da produção de cimento”, que responde por 5% a 8% do dióxido de carbono lançado na atmosfera pelas atividades humanas.

