O mel de abelha pode ser usado como bioindicador de contaminação com metais pesados – como zinco, cobre, chumbo ou cádmio –, segundo estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (USP). Os pesquisadores coletaram amostras de mel da abelha Apis mellifera, que habita em diversas zonas, inclusive urbanas.
Por meio de estudos eletroquímicos, determinaram a presença de metais no mel, e a análise melisopalinológica sobre os restos de pólen permitiu descobrir a espécie vegetal da qual as abelhas extraíram o néctar e a localização geográfica.
“Se a amostra apresenta contaminação, com estas informações podemos saber qual é a fonte, e isso caracteriza o mel como um bioindicador de contaminantes”, explicou ao Terramérica o agrônomo Diogo Feliciano Dias Araújo, pesquisador responsável pelo estudo.

