Cuba: Cana-de-açúcar, a aposta em energias renováveis
Havana – Cuba aposta no desenvolvimento de fontes renováveis de energia dentro de uma estratégia na qual ficou descartada a produção de combustível a partir da cana-de-açúcar, cultivo que já liderou a economia deste país.
Entretanto, especialistas e pesquisadores cubanos continuam olhando a indústria açucareira como um setor estratégico capaz de produzir alimento para consumo humano e animal, gerar energia elétrica a partir do bagaço ou fabricar diversos tipos de álcool e até medicamentos, entre outros derivados. Em épocas de bonança, com safras de até oito milhões de toneladas, essa indústria produzia cerca de 10% da eletricidade gerada em Cuba. Mas, com a queda da produção na última década, essa participação na matriz energética disponível caiu para 5,6% entre 1990 e 2002.
Ambiente: Primeira cidade livre de carbono no paraíso do petróleo
Dubai – Uma cidade sem automóveis, pensada para pedestres, que funciona com fontes de energia renovável e está rodeada por fazendas eólicas e fotovoltaicas, parecerá uma miragem em meio ao deserto rico em petróleo.
O plano de US$ 5 bilhões, digno de um filme de ficção científica, será implementado em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e será o mais próximo de uma cidade sem carbono e sem desperdícios, quando estiver concluída, em 2009. Com os princípios de planejamento típicos de uma cidade amuralhada e da tecnologia existente que favorece o desenvolvimento sustentável, esta extensão de seis quilômetros quadrados abrigará uma comunidade energética, científica e tecnológica.
América Latina: Preparar para a velhice
Santiago – Os países da América Latina devem desenvolver desde já sistemas universais de seguro social para enfrentar o aumento da população maior de 60 anos, que em 2050 será de 189 milhões de pessoas, afirma um estudo da Organização das Nações Unidas sobre o assunto.
“Os países devem começar a se preparar já. Se não forem tomadas medidas a partir de agora, em 2050 o problema (do envelhecimento da população) será difícil de ser manejado”, disse à IPS o colombiano José Antonio Ocampo, secretário-geral-adjunto para Assuntos Econômicos e Sociais da ONU.
Ocampo apresentou na semana passada, em Santiago do Chile, o “Estudo Econômico e Social Mundial 2007. O desenvolvimento de um mundo que envelhece”, preparado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (Desa). “Primeiro, é preciso construir sistemas de pensões viáveis com cobertura universal para esses 190 milhões de pessoas; em segundo lugar, deve-se ir preparando os sistemas de saúde para o cuidado com os idosos e, em terceiro, é preciso desenvolver sistemas que permitam à população idosa estar integrada política e socialmente”, afirmou.
Mercosul: As diferenças marcam a agenda
Buenos Aires – Enquanto esperam o momento oportuno para retomar as negociações com a União Européia, os países do Mercosul se dedicam a criar ferramentas para resolver as desvantagens das economias menores diante das maiores.
Os caminhos para superar essas assimetrias são hoje um tema “chave” da agenda do Mercosul, disse a um grupo de correspondentes estrangeiros o subsecretário de Integração da chancelaria argentina, embaixador Eduardo Sigal, por ocasião das atividades previas à cúpula que acontecerá na quinta e sexta-feira em Assunção.
A reunião marcará o ato de entrega da presidência semestral do bloco integrado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e com a Venezuela em trâmite para ser membro pleno. Neste caso, o governo do Paraguai passará o mando ao do Uruguai.
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