O Conselho Nacional de Política Energética aprovou nesta segunda-feira (25) por oito votos favoráveis e um contrário pela retomada de obras da construção da Usina Nuclear de Angra 3. O único voto contra foi do Ministério do Meio Ambiente, segundo informou o presidente da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima. A diversidade de fontes energéticas do país foi o motivo apresentado para o voto contrário. Em entrevista concedida à Agência Brasil, a ministra Marina Silva disse que mantém a posição contrária pelo Brasil ter outras fontes renováveis sem “o risco da energia nuclear”. Marina questionou o custo altissimo de se investir em uma fonte para qual ainda não há um plano para o descarte dos resíduos. Melhor seria investir em outras fontes, afirmou Marina.
Os movimentos ambientalistas apóiam a postura da ministra. Para o coordenador da Campanha de Energia Nuclear do Greenpeace, Guilherme Leonardi, será um grande retrocesso uma vez que o mundo inteiro tem se direcionado para a geração de energias limpas. Segundo ele, países como a Alemanha, a Espanha e a Suécia, entre outros, já abandonaram a idéia de usar a energia nuclear para gerar energia.
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