Ecobreves – GUATEMALA: Prosseguem os protestos contra mineradora

A oposição à exploração mineira a céu aberto na Guatemala, que causou uma morte durante os protestos violentos no último dia 12, continuará, disse ao Terramérica o dirigente camponês Daniel Pascual .

Os protestos, protagonizados por trabalhadores rurais, pretendem impedir a atividade de empresa canadense Montana, em San Marcos, departamento de Sololá, cerca de 300 quilômetros a oeste de Cidade da Guatemala.

“Ainda não foi explicado nada às comunidades sobre esses trabalhos (da Montana), como determina o convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho, do qual o país é signatário”, disse Pacual.

Magali Rey Sosa, diretora do Coletivo Mãe Selva, explicou ao Terramérica que a principal oposição ao projeto de mineração se deve ao fato de “serem necessários mais de 250 mil litros por hora de água para se trabalhar”.

A diocese de San Marcos, liderada pelo sacerdote Álvaro Ramazzini, convocou uma nova marcha para o dia 27 de janeiro. Ramazzini foi acusado pelo presidente Oscar Berger de manipular os camponeses em sua oposição à empresa mineradora.

Fontes da Montana garante que a companhia “operará sob as mais rígidas normas ambientais e sociais”, que investiu US$ 70 milhões e dará emprego a cerca de 1.500 pessoas.

Correspondentes da IPS

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