A construção da hidrelétrica Barra Grande, no limite dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ameaça duas espécies vegetais em risco de extinção, segundo denúncia de grupos ambientalistas. A central será construída no vale do rio Pelotas, terá capacidade de 708 megawatts e uma represa de 94 quilômetros quadrados que inundará, segundo os ecologistas, uma das últimas zonas de floresta de araucárias (Araucaria agustifolia) existentes no país e pode condenar ao desaparecimento três das últimas populações de Dyckia distachya, espécie de bromélia endêmica da região. As duas espécies estão em vias de extinção. “A concessão para a operação de Barra Grande legitima o que pode ser considerado um dos maiores crimes ambientais da década. O mais grave é que a situação foi tratada com total indiferença por todas as instâncias que têm a obrigação de cuidar do meio ambiente no país”, disse ao Terramérica Miriam Prochnow, presidente da ong Apremavi. Apesar dos protestos de grupos ambientalistas e da sociedade civil, o Ibama concedeu, no dia 5 de julho, a licença ambiental para o início das obras.

