A organização ambientalista Oceana divulga na Internet um vídeo sobre a morte de cisnes no santuário natural do Rio Cruces, sul do Chile, cuja exibição pública foi censurada. Sara Sinsay, da empresa Publicitária, dona do cinema onde seria exibido, primeiro disse que a proibição foi imposta pela prefeitura de Santiago, mas logo desmentiu essa informação. Segundo a Oceana, Sinsay pediu que lhe enviassem uma nova versão em que não fossem mostradas as pessoas “publicamente ligadas à destruição do santuário”, entre elas o ex-presidente Eduardo Frei (1994-2000), em cujo governo foi instalada uma fábrica de celulose que é responsabilizada pela morte de 500 cisnes e pela migração de outros três mil. Assim, “a municipalidade de Santiago é cúmplice dos responsáveis pelo maior desastre ambiental da década no Chile”, disse ao Terramérica o vice-presidente da Oceana, Marcel Claude.

