A organização ambientalista Finis Terrae denunciou o manejo “irracional” da floresta na Terra do Fogo, a província mais austral da Argentina, e alertou que, se isso continuar, em sete anos não haverá mais massa florestal. Graciela Ramaciotti, diretora do grupo, disse ao Terramérica que a empresa norte-americana Trillium – maior proprietária de terras da província, com cerca de cem mil hectares de floresta – corta entre 800 e mil hectares por ano de árvores como lenga (Nothofagus pumilio) e ñirre (Nothofagus Antarctica). “Os técnicos florestais da Direção de Florestas asseguram que seria recomendável não explorar mais do que 350 hectares por ano, mas ninguém faz um controle”, denunciou Ramaciotti. Na Terra do Fogo os particulares podem ser donos do solo, mas o Estado provincial conserva a posse sobre as florestas. Entretanto, Ramaciotti afirmou que o governo “não tem vontade” de controlar o avanço dos privados.

