Jornalismo: IPS apresenta novas iniciativas

Havana, 09/10/2006 – A agência internacional de notícias Inter Press Service (IPS) apresentou nesta quinta-feira duas novas iniciativas de comunicação, que buscam estabelecer pontes com outros meios estatais e independentes da América Latina e no Caribe. Projetos como o da IPS “têm um espaço crescente” em um momento no qual o debate sobre a democratização da informação alcança cada vez mais importância global, afirmou o diretor-geral da agência, Mario Lubetkin, na capital de Cuba.

“Sem comunicação não existe consciência, e sem consciência não pode haver a participação cidadã necessária para as mudanças”, acrescentou o jornalista uruguaio, durante a apresentação realizada de forma paralela à XIV Cúpula do Movimento de Países Não-Alinhados, que termina neste sábado em Havana. Nessa linha, a IPS apresentou seu novo site latino-americano na internet (www.ipslatam.net), no qual aparece seu serviço informativo e incorpora conteúdos de agências de notícias nacionais e de diversas organizações da sociedade civil da região, em uma tentativa de facilitar o acesso à fonte original de informação.

Tentamos “gerar uma ponte horizontal de novo tipo”, disse Lubetkin. Assim, a IPS resgata antigas iniciativas de coordenação entre agências noticiosas estatais, adaptando-as à realidade do século XXI e incorporando outros atores protagonistas, como as expressões informativas independentes e organizações da sociedade civil, acrescentou. A apresentação foi assistida por autoridades cubanas, diplomatas, representantes do sistema das Nações Unidas e de agências internacionais e nacionais, intelectuais e outros atores da sociedade civil.

Entre as 22 “fontes originais” integradas ao projeto aparecem agências nacionais e sistemas oficiais de comunicações de países como Brasil, Bolívia, Venezuela, Argentina, Cuba e Chile, organizações não-governamentais como Anistia Internacional, Human Rights Watch e Greenpeace, a emissora de televisal multiestatal Telesul, agências independentes com Alai Aler ou Pulsar, e expressões de movimentos como a Minga Informativa. Também estão presentes no site organizações e blocos regionais, com a Associação Latino-americana de Integração, a Comunidade do Caribe e a Comunidade Andina de Nações.

A está idéia se soma o fortalecimento do escritório da IPS em Havana que, após um trabalho sustentado de quase três décadas, começará a ter “uma projeção caribenha”, disse o diretor geral da agência. “O Caribe é um ator importante no mundo atual, mas, silenciado. Embora realizemos uma cobertura jornalística caribenha, coordenada desde um centro de edição em Nova York, pretendemos fortalecer essa presença no desenvolvimento de projetos e produtos a partir de nossa sede em Havana”, afirmou Lubetkin.

A IPS nasceu em 1964 para produzir uma informação diferente a partir do hemisfério sul, como parte da necessidade de criar uma nova ordem informativa. Aquele grande desafio se mantém hoje, quando a agência é considerada líder na cobertura dos problemas do desenvolvimento, dos processos globais e da sociedade civil. Dar voz aos que não a têm foi a idéia original e continua sendo agora. Presente em 150 países, os sites da IPS reportam 25 milhões de páginas lidas por mês e os serviços informativos são transmitidos em 17 idiomas, entre eles swahili, hindi e árabe, acrescentou Lubetkin. Cerca de 500 jornalistas escrevem atualmente para os serviços da agência, 55% desde países do Sul e, na maioria, naturais desses países.

Para Lubetkin, a nova etapa de trabalho que se inicia em Cuba é parte de uma “coerência histórica”. Com uma experiência de décadas, que inclui um importante trabalho de aprofundamento da informação sobre este país caribenho desde 1988, o escritório de Havana está em “condições de contribuir” para está nova projeção jornalística para o Caribe. Como exemplo do trabalho realizado na capital cubana, “de como trabalhamos e com quem trabalhamos”, a IPS apresentou também um livro que reúne uma seleção das colaborações realizadas para a agência desde 1995 pelo escritor e jornalista cubano Leonardo Padura. (IPS/Envolverde)

Dalia Acosta

Dalia Acosta ha sido corresponsal de IPS en Cuba por muchos años. Se graduó en 1987 de la licenciatura en periodismo internacional en el Instituto Estatal de Relaciones Internacionales de Moscú. Trabajó un año en el diario cubano Granma y otros seis en Juventud Rebelde, donde incursionó en el periodismo de investigación sobre mujer, minorías, sida y derechos sexuales. En 1990 recibió el Premio de Periodismo Tina Modotti, y en 1992 el Premio Nacional de Periodismo por un reportaje sobre la comunidad rockera de su país. Empezó a colaborar con IPS en 1990 como parte de un proyecto de comunicación con el Fondo de Población de las Naciones Unidas (UNFPA). Desde 1995 se desempeña como corresponsal en La Habana, y entre 1991 y 2010 trabajó también para el Servicio de Noticias de la Mujer de Latinoamérica y el Caribe (SEMLac).

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