PORT LOUIS, 22/02/2007 – PORT LOUIS, Fev 20 (IPS) – Na Ilha de Maurício ao contrário do restante da África Austral, os toxicômanos intravenosos são agora o grupo mais vulnerável á transmissão do virus IH. Por isso, numa tentativa a reduzir a infeção dos toxicômanos na ilha, o governo mauriciano introduziu um programa de câmbio de seringas e agulhas. A transmissão sexual entre heterosexuais é a maneira mais comum da propagação do VIH na África Austral, uma região que nos últimos anos tornou a ser o centro internacional da pandemia de sida. A Ilha Maurício é única na região porque a sua taxa da prevalência do VIH na sua população de 1.2 milhões de pessoas é de apenas 0.5 porcento. Desde 1987, alguns 162 Mauricianos morreram de doênças ligadas ao SIDA. Segundo os chifres oficiais atuais, uns 2,345 Mauricianos estâo a viver com o VIH/SIDA, más alguns assistentes sociais acham que o número mais exato dos infetados é cerca de 10,000. Um outro caraterístico da epidemia na ilha é que desde 2003 o modo principal da propagação do VIH foi através da injeção de estupefacientes através de agulhas compartilhadas. Consequentemente, 92 porcento das infeções novas em 2005 e 85.2 porcento das de 2006 eram devidas ao compartilhamento de aglhas contaminadas. Cadress Runghen um assistente social atribui esta vulnerabilidade aumentada dos toxicômanos ao VIH/SIDA ao fato das mensagens anti –SIDA tocarem só no comportamento sexual. As campanhas de sensibilização ajudaram assegurar que a população soubesse os riscos da infeção do VIH por meios sexuais, resultando numa redução nestas tais infeções durante os anos 90s. Más segundo Runghen, "ninguém estava a monitorar a comunidade dos toxicômanos’’. Entretanto, o vírus estava a propagar se como um incêndio entre os membros deste grupo marginal. No fim de 2006, numa tentative a abordar esta e as outras questões, o governo mauriciano adotou uma nova lei sobre o VIH/SIDA que introduziu um programa de câmbio de seringas e agulhas e do tratamento com Metadóno. O Metadóno usa se para aliviar os sintomas da crise de falta durante a reabilitação dos toxicômanos. Durante apenas duas semanas, 2,000 seringas usados pelos toxicômanos foram retiradas da circulação e substituídas pelas novas. Umas centenas de toxicômanos estão a ser tratados com o metadóno. Os assistentes sociais iniciaram este programa no capital Port Louis e nos arredores dele de Baie-du-Tombeau, Roche Bois e Batterie Cassée onde um grande número dos toxicômanos vive ou vem ter a sua dose diária de heroina ou doutras estupefacientes. Eles encontram se em lugares não frequentados pelos outros membros do público. Alguns assistentes sociais vão a estes lugares para distribuir seringas e preservativos. As seringas e as agulhas estão recolhidas e postas num caixote de plástico e destruídas. Os assistentes sociais, usam este contato para sensibilizar os usadores de droga sobre o VIH/SIDA. "Isto não é apenas um programa de câmbio de seringas. Não é um exercício mecânico. Estamos a fazé-lo para estender uma mão aos toxicômanos e convencé-los a participar num dos nossos centros de reabilitação,’’ disse Runghen. Os viciados de droga escondem se do público porque receiam ser detidos pela polícia. Os assistentes sociais devem ganhar a confiança deles. "Isto é um processo longo. Os toxicômanos querem falar com as pessoas. Querem experimentar o calor das pessoas que escutam lhes. Não precisam de ser rejeitados,’’ acresecentou Runghen. Nalah (não é o nome atual), uma toxicômana, disse a IPS que agora ela está mais consciente do VIH/SIDA. Ela e os seus amigos compartilhavam uma seringa durante dias porque os farmacéuticos não vendiam lhes as novas. "É por isso que nós vimos trocar as nossas seringas. Quando um viciado sofre porque não podes tomar a tua dose diária, tomarás qualquer seringa que encontras para te chutar,’’ explicou Nalah. Um outro assistente social, o Imran Dhannoo, insiste que o programa deveria ser dirigido aos milhares dos toxicômanos vulneráveis que não sabem nada do programa. "Deviamos estender uma mão a estes viciados. Não deviamos esperar que eles vêm ter connosco.’’ O programa do câmbio de seringas é uma das iniciativas da legislação compreensiva sobre o VIH/SIDA introduzida no ano passado. Segundo o Ministro de Saúde Satish Faugoo, a lei constitui um quadro legal nacional eficaz para os programas da prevenção e do cuidado que restringirão a propagacão do VIH/SIDA e protegerão os direitos humanos da população. Enfatiza se a confidencialidade e os direitos humanos. Assim, não se pode fazer nenhum diagnóstico do VIH/SIDA sem a permissão anterior da pessoa a ser diagnosticada. A lei também permite os menores a ser diagnosticados para o VIH sem a permissão dos seus pais ou o guardiano. A lei determina que as pessoas seropositivas sejam referidas ao tratamento. A informação sobre o estatuto VIH de um indivíduo é protegida da busca , do uso ou da divulgação não autorizada em quaisqueres as circunstâncias. Numa tentativa a reduzir a estigmatização e a discriminação contra as pessoas seropositivas, e para proteger os direitos destas a pensão e ao emprego e para prevenir qualquer prejuízo ou maltratamento, a nova lei introduziu certas penalidades. Faugoo disse que as pessoas seropositivas devem ser garantidas os direitos ao emprego e aos serviços de saúde iguais aos dos outros membros da sociedade mauriciana. A lei proibe a obrigação da diagnóstica para o VIH como um prerequisite ao emprego ou a continuação do emprego. Também é um delito para um médico recusar tratar alguém que é seropositivo ou que parece infetado. As facilidades de diagnóstica serão introduzidas em instituições públicas específicas da saúde, e também se disponibilizará o assessoramento antes e depois da diagnóstica. A diagnóstica será feita de acordo com as linhas diretrizes e protocólos rigidos para assegurar a credibilidade dos resultados. O Nicolas Ritter, o porta-voz de uma organização não governamental que trata do VIH/SIDA, aceitou a nova nova legislação com muito prazer. Segundo ele, há muitas pessoas que estão a viver com o VIH sem o saber. Entretanto, os líderes religiosos estão a avisar as pessoas a controlarem o comportamento deles. A sacerdotista católica Jocelyn Grégoire fez um apelo aos mauricianos dizendo: "A casa está a queimar e não podemos salvá-la. Más podemos salvar a mobília. Estão a dizer que usem preservativos. Se estes não lhes protegem da gravidez como é que vão lhes proteger lhes do VIH?’’ "É melhor ser fiel,’’ acrescentou Homa Mungapen, o porta-voz do Conselho de Religiões.

