NAÇÕES UNIDAS, 28/03/2007 – Apesar de muitas pessoas nos países desenvolvidos consideram a tuberculose (TB) como algo do passado, esta doênça curável continua a matar uma pessoa de 20 em 20 segundos. Segundo o Relatório Global sobre o Contrôle de Tuberculose de 2007 da Organização Mundial da Saúde, 1.6 milhões de pessoas morreram da TB em 2005, tornando a na segunda doênça mais fatal no mundo depois do VIH/SIDA.
O Lee Reichman, o direitor executive do Instituto Nacional de Tuberculose na Escola Médica de New Jersey (New Jersey Medical School National Tuberculosis Institute), disse numa conferência de imprensa aqui nesta semana que, “Os governos interessam se nas epidemias dramáticas, como a gripe aviária. Esta mata 166 pessoas por dia enquanto que a TB mata 30 vezes mais pessoas. As prioridades do governo são ridículas.”
“Temos que sempre está a exprimir a nossa ultraje,” continuou o Reichman. “Temos que tirar de nós esta percepção comum de que a TB só toca nos grupos minorias e por isso não é importante.”
A África, a Ásia Sudoriental e a Mediterrânea Oriental são as regiões que sofrem das consequências mais devastadores da TB.
A Tuberculose é contagiosa e transmite se pelo ar. Se não for tratada, cada pessoa com a TB ativa pode infetar 10 á 15 pessoas por ano.
O tratamento da TB é um processo muito prolongado. As pessoas devem voltar ao hospital ou a clínica regularmente para tomar os medicamentos necessários. Um dos problemas mais conhecidos é o dos pacientes que tomam a metade do tratamento e depois param por que se sentem melhor.
E, porque os sistemas sanitários na maioria dos países pobres são criticamente sub patrocinados, os medicos e os oficiais sanitários nem sempre dão a receita correta ou as drogas nem são sempre disponiveis.
O resultado do tratamento inconsistente é que a bacteria da TB torna se resistente a quase toda a droga principal anti-TB. A dita TB multiresistente-a- droga é uma forma de TB que não responde aos tratamentos básicos usando drogas da primeira linha. A TB-RMD já é um problema mundial.
Muitas das formas da TB que resistem a droga são tratáveis. Más este processo do tratamento, que pode levar até dois anos, fica mais caro do tratamento das formas normais da TB. Isto ameaçar muito o contrôle da TB.
“Temos que abordar este problema como parte do maior desafio a aumentar o acesso aos serviços da saúde primária. Toda a pessoa, não obstante quem é ou onde vive, deve ter o acesso ao diagnóstico e ao tratamento da TB como parte integrante dos serviços sanitárias gerais e dos benefícios que tragam,” disse a Dra. Margaret Chan, a Direitora Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A taxa de infeção da TB reduziu um pouco em 2005 quando se compara com a de 2004. Contudo, devido ao crescimento da população mundial, o número atual das vítimas da TB vai continuando a subir. No ano 2005, houve uns 8.8 milhões de novos casos da TB. Das 1.6 milhões de pessoas que morreram, 195,000 também foram infetadas pelo VIH.
“Estamos agora a ver o fruto da ação global para controlar a TB e a natureza letal da responsabilidade contínua para com a doênça,” disse o Secretário Geral das Nações Unidas o Ban Ki-moon.
“Quase 60 porcento dos casos mundias da TB já foram detetadas, e a maioria vasta destas é carada. Ao longo da última década, 26 milhões de pacientes efeitivamente tomaram o tratamento da TB graças aos esforços de muitos governos e de uma variedade de colaboradores. Más a doênça continua a matar 4,400 pessoas por dia.”
Durante o lançamento do relatório da OMS, os expertos da saúde pública enfatizaram a importância do papel das organizações não governamentais na luta contra esta doênça.
“As ONGs devem criar as aliancas e lutar contra a epidemia mundial da sua base. Uma coalição de ONGs mundiais, nacionais, regionais e locais é necessária para derrotar este grande assassino,” disse o Mario Raviglione, o direitor do Departamento da OMS do Programa do Contrôle da Tuberculose.
Se a comunidade é bem educada, os membros dela podem reconhecer os sintómas da TB cedo, ajudar os pacientes a conseguir o tratamento melhor, e o impacto económico da doênça nos pacientes e nas familias destes pode ser mitigado.
A estratégia do “Programa do Contrôle da Tuberculose da OMS concentra se na capacitação das comunidades e dos sistema sanitários delas. Apesar de um aumento sustentado no financiamento na implementação da estratégia a dois bilhões de dólares desde 2002, se precisa de mais 1.1 bihões de dólares para satisfazer as condições estabelecidas pelo Programa do Contrôle da Tuberculose (2006-2015), para o ano 2007.
Esta semana a vice Secretária Geral da ONU a Asha-Rose Migiro iaugurou uma exibição de fotografias pelo famado fotojornalista o James Nachtwey titulada “Um Mundo Livre da TB” na sede das Nações Unidas. A exibição faz parte de uma série de atividades importantes por volta do Dia Mundial da TB, este mês, cujo objetivo principal é de capturar a atenção do público e da imprensa no que diz respeito a doênça.
As imagens mostram pacientes de TB emaciados lutando a sobreviver em condições pobres, e dão uma cara humana ás estatísticas abstratas, assim sublinhando o terror que é esta doênça.

