Fabricantes mexicanos de comida rápida fazem forte pressão, por meio do governante Partido de Ação Nacional, para que o Parlamento ignore qualquer iniciativa de regulamentar a publicidade desses alimentos de baixo ou nenhum valor nutricional, afirmam ativistas. “O governo (do presidente Felipe Calderón) e seu partido estão comprometidos com as empresas de comida-lixo”, disse ao Terramérica Alejandro Calvillo, diretor da ong O Poder do Consumidor.
Há duas semanas, circula um projeto para regulamentar a publicidade, mas não consegue maior recepção entre os parlamentares.
Embora a obesidade se deva a múltiplas causas, os ativistas consideram que a também chamada fast food tem um papel preponderante. Segundo dados oficiais, entre 1999 e 2006, o sobrepeso de crianças entre cinco e 11 anos de idade aumentou 4% e o diâmetro da cintura das mulheres em idade fértil aumentou, em média, dez centímetros.

