Washington, 29/10/2009 – Os países escandinavos adotam políticas mais efetivas para promover o desenvolvimento em nações pobres, segundo a última edição do Índice de Compromisso com o Desenvolvimento, elaborado pelo Centro para o Desenvolvimento Global (CGD). Este ano a Suécia encabeça o Índice, que avalia 22 países doadores em cinco áreas políticas-chave. Esse país escandinavo tomou a liderança da Holanda, que ocupou o primeiro lugar em quatro dos últimos cinco estudos do CGD, mas que este ano ficou em terceiro, junto com a Noruega. Dinamarca é a segunda, enquanto Finlândia é a quarta nação escandinava presente na lista, ficou em décimo lugar.
Dos principais doadores que formam o Grupo dos Sete países mais ricos, Canadá foi o que teve melhor colocação, em 11º lugar, seguido por Grã-Bretanha, Alemanha e França, todos em 12º. Os Estados Unidos, com no passado, ocupa quase o final da lista, no 17º posto, seguido por Itália (18º) e Japão (21º), outros dois membros do G-7. coletivamente, segundo o CGD, os países do G-7 melhoraram na promoção do desenvolvimento através de investimentos e políticas comerciais. Mas, com um par de exceções, suas políticas sobre assistência e migrações foram das piores. Outros que tiveram mau desempenho foram Grécia (18º lugar junto com Itália), Suíça (20º) e Coréia do Sul (22º), que consta da lista pela primeira vez.
O Índice, cada vez mais influente na comunidade internacional de assistência desde que foi publicado na revista Foreign Policy em 20903, está desenhado para estimular os doadores a adotarem políticas com mais probabilidade de promover o desenvolvimento em uma ampla gama de temas que definem suas relações com as nações mais pobres. O estudo apresentado este mês avalia o desempenho dos doadores segundo sete critérios com grande impacto no bem-estar dos países pobres: fluxo de assistência, comércio, investimentos, migrações, meio ambiente, segurança e manutenção da paz, tecnologia. Múltiplos fatores de pesos diversos são usados para determinar a pontuação para cada critério.
A pontuação para ajuda, por exemplo, é determinada não apenas pela assistência oficial ao desenvolvimento (ODA) do país doador como porcentagem de seu produto interno bruto, mas também quanto dessa ODA está condicionado à compra de seus produtos por parte dos países beneficiados, as cargas burocráticas que impõem a estes, quanto estimula seus cidadãos para que contribuam com organizações beneficentes privadas de ajuda ao Sul, e o desempenho da entidade que canaliza a ajuda. Quanto às políticas de ajuda, a Suécia obteve a maior pontuação, seguida de Dinamarca, Noruega, Holanda e Irlanda. Na outra ponta, Japão e coréia do Sul obtiveram as mais baixas, seguidos de Grécia, Itália e Estados Unidos.
No comércio, o CGC avaliou quanto os países doadores estão abertos às importações do Sul e quanto subsidiam seus próprios produtores. Austrália e Nova Zelândia (que ocuparam os postos 7º e 5º, respectivamente) obtiveram as maiores pontuações nesta categoria, seguidos de Estados Unidos e Canadá. O pior desempenho foi de Suíça e Coréia do Sul, seguidos por Noruega e Japão.
Na categoria investimentos, o CGD considera quanto e como os doadores estimulam seus cidadãos e empresas a investirem nas nações pobres de maneia a promover melhor o desenvolvimento sustentável. Alemanha, Grã-Bretanha, França, Holanda e Espanha são os primeiros da lista, em parte por seus esforços para garantir que os investimentos de suas companhias não incorram em atos de corrupção. Os que tiveram pior desempenho foram Áustria, Irlanda e Suíça, devido a restrições ou falta de incentivos a estes.
Quanto a política migratória, o CGD avaliou fatores como fluxo de pessoas de países pobres para nações ricas, a ajuda fornecida pelos governos receptores de refugiados e solicitantes de asilo, e abertura para estudantes de países pobres. Áustria, Suécia e Espanha tiveram o melhor desempenho nesta categoria; Coréia do Sul e Japão apresentaram a pior.
A pontuação por política ambiental se baseou no que fazem os países doadores para frear a desproporcional exploração de recursos. Por exemplo, reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global, ou subsídios às frotas pesqueiras. O melhor país nesta categoria foi a Noruega, que, de todos as 22 nações doadoras, teve o mais baixo nível de emissões de gases de efeito estufa por pessoa e os mais altos impostos sobre a gasolina. Outros que tiveram bom desempenho foram Finlândia, Dinamarca, França e Grã-Bretanha. Coréia do Sul foi a pior, seguida de Canadá, Estados Unidos, Japão e Austrália. IPS/Envolverde

