Moradores de uma aldeia de 400 habitantes na província argentina do Chaco foram processados judicialmente e reprimidos por se oporem à passagem de uma linha de transmissão de energia elétrica sobre sua comunidade. “Não somos contra a linha, mas pedimos um pequeno desvio”, disse ao Terramérica Hugo Besga, um dos moradores do Lote 16, povoado agropecuário fundado há 115 anos que tem duas escolas.
Os moradores denunciam que a obra, um linhão de 500 megawatts da empresa Líneas do Norte S/A (Linsa), afetará também uma área protegida vizinha, La Pilarense. “Estão desmontando tudo para instalar as torres”, denunciou Besga.
O estudo de impacto ambiental da obra ignorou a existência deste povoado. Mas este mês a firma processou os moradores e forças de segurança invadiram uma reunião da comunidade e detiveram várias pessoas. “Apontaram armas, foi uma tremenda confusão”, protestou um morador.

