Depósitos irregulares de lixo e de agrotóxicos usados nos cultivos da cana-de-açúcar ameaçam a maior reserva latino-americana de água doce subterrânea, o Aquífero Guarani, alertou o Instituto de Pesquisas Tecnológica (IPT) do Estado de São Paulo. As áreas de risco potencial em São Paulo foram identificadas pelo IPT e por outros órgãos estaduais. O Aquífero, de aproximadamente 850 mil quilômetros quadrados, se estende por parte do território do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.
“Avaliamos os graus de vulnerabilidade segundo a profundidade do manancial, a presença de florestas nativas como proteção e os tipos de materiais produzidos no solo”, disse ao Terramérica o pesquisador em Hidrografia e Avaliação Geoambiental do IPT, José Luiz Albuquerque.
O estudo dividiu os 143 mil quilômetros quadrados do Aquífero em território paulista em três categorias: áreas de ocupação restrita, como margens de rios e reservas florestais legais; de ocupação dirigida, por serem vulneráveis à contaminação; e de recuperação ambiental, já degradadas por erosão, lixões ou assentamentos super-habitados.
O mapa de riscos orientará um projeto de lei e medidas preventivas.

