A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu uma nova técnica para fazer nanotubos de carbono, mais finos do que um fio de cabelo, usando os gases gerados com a queima do bagaço da cana-de-açúcar. Os nanotubos são partículas invisíveis inclusive com microscópios óticos, de grande resistência química e mecânica e excelentes condutores de calor e energia. São usados em circuitos micro e nanoeletrônicos, como adição a materiais poliméricos para dar resistência, e como absorventes de metais pesados em efluentes.
“O Brasil já domina a tecnologia dos nanotubos, mas com processos caros”, disse ao Terramérica o físico Joner Oliveira Alves, responsável pelo projeto.
“A indústria canavieira produz milhões de toneladas de bagaço por ano, e aproveitar os gases da queima desses resíduos reduz o custo de produção dos nanotubos, além de dar um destino correto aos dejetos”, afirmou.

