Meio milhão de andorinhas-do-campo (Progne tapera fusca) provenientes do Sul argentino chegam em abril, maio e junho a Ciudad Guayana, às margens do venezuelano baixo Rio Orenoco, e estabelecem seu “quartel general” em 18 ceibas da central Praça das Ciências. “Ainda não foram determinadas as razões pelas quais estas aves escolhem para passar o verão esta cidade distante quase cinco mil quilômetros de seu lugar de origem, ou qual exatamente é a rota seguida”, disse ao Terramérica a especialista em Ciências Ambientais Josefa León, da Universidade Nacional Experimental de Guayana.
“Também o fazem centenas de tesourinhas-do-campo (Tyrannus savana), e estamos desenvolvendo programas de observação, anilhagem e acompanhamento’” explicou.
Moradores e comerciantes se queixam do mau cheiro e do pó do excremento e das penas das andorinhas, e estudantes secundários propuseram que as autoridades recolhecem o excremento para utilizá-lo como adubo.

