A exposição excessiva à poluição do ar pode prejudicar o desenvolvimento embrionário do sistema nervoso, revela um estudo feito pela Universidade de São Paulo (USP). Os testes foram feitos com embriões de galinha, em meio ao material particulado de um bairro típico dessa cidade, uma das mais contaminadas do país.
A bióloga Paula Bertacin injetou uma suspensão de partículas finas em ovos embrionários. “Posteriormente, analisamos aspectos morfológicos das células do cerebelo, órgão do sistema nervoso central cuja sensibilidade a substâncias tóxicas é muito conhecida”, explicou ao Terramérica.
“Os resultados indicaram uma redução do número de células de Purkinje, neurônios com um papel central em várias funções”, acrescentou.
As conclusões ainda não podem ser aplicadas a seres humanos. “Agora envolveremos outros animais, como camundongos, e avaliaremos outros parâmetros, inclusive com a possibilidade de relacionar à espécie humana”, concluiu.

