A Lei Florestal, de Áreas Protegidas e Vida Silvestre de Honduras, em vigor desde 2008, não é aplicada efetivamente nem detém o desmatamento. Operadores de justiça, ativistas e governos locais afinam estratégias para sua real vigência. Existe consciência nos atores convocados de que é preciso “ser mais efetivo” nas estratégias de proteção ambiental, pois o desconhecimento da lei permite muita impunidade, disse ao Terramérica o comissário nacional dos Direitos Humanos, Ramón Custodio, que lidera a iniciativa. Um dos campos de maior impunidade é o desmatamento ilegal, que prossegue sem maiores controles estatais, bem como os incêndios florestais provocados, afirmou. Estima-se que Honduras perde por ano cerca de 58 mil hectares de floresta, a maior parte por corte ilegal. Esta prática causa ao país perdas de US$ 55 milhões anuais, segundo o Instituto Nacional de Conservação e Desenvolvimento Florestal, Áreas Protegidas e Vida Silvestre.

