Uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, comprovou que as abelhas podem atuar como bioindicadoras da contaminação e qualidade do ar. As abelhas operárias fazem voos exploratórios ao redor de suas colmeias para recolher água, néctar e pólen das flores, para produção de mel, geleia real, cera e própolis.
Com a análise da coleta feita nessas expedições, o estudo constatou que, em um ambiente contaminado, os micro-organismos e as substâncias químicas presentes impregnam o pólen.
“Os resultados podem servir para alertar os apicultores sobre a área de instalação de um apiário. Além do pólen, os produtos apícolas também podem ser usados para monitorar a contaminação e preveni-la, já que as partículas contaminantes são transmitidas a esses produtos”, disse ao Terramérica a bióloga Talita Antonia da Silveira, responsável pela pesquisa.

