A construção de 22 hidrelétricas na Amazônia, prevista para os próximos oito anos, causará a emissão de 152 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, afirma um novo estudo. A formação das represas dessas centrais exigirá o desmatamento de 1.500 quilômetros quadrados de sete áreas de preservação ambiental (APA), equivalentes à superfície da cidade de São Paulo, indica o estudo do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado no dia 11 deste mês.
Um decreto provisório, em tramitação no Congresso para virar lei, autoriza esse desmatamento. Contudo, não foram feitos os estudos de impacto ambiental necessários para executar as obras, assegura o Imazon.
“Reduzir as APAs sem esses estudos e consultas públicas é violar a legislação ambiental e abrir precedentes para futuros casos”, disse ao Terramérica a pesquisadora Elis Araújo, do Imazon.

