Um estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (USP), identificou quase 1.840 espécies de fungos no solo da Mata Atlântica, a floresta tropical da costa leste do Brasil. O registro se baseou em amostras recolhidas debaixo de três espécies de árvores. Estes “organismos têm funções essenciais para o equilíbrio do ecossistema e podem contribuir com a ciência e a biotecnologia. Os dados ajudarão em sua preservação”, explicou ao Terramérica a bióloga Vivian Gonçalves Carvalho, responsável pelo estudo.
Pesquisas anteriores empregavam “métodos de cultivo, mas muitas espécies de fungos têm exigências nutricionais e não crescem dessa forma. Nosso registro é mais preciso”, acrescentou Vivian. Ainda assim, “a quantidade de espécies provavelmente seja muito maior, considerando a área total da Mata Atlântica”, ressaltou.

