O governo brasileiro retirou de suas unidades de conservação nos últimos 30 anos uma área equivalente a duas vezes o território de El Salvador, cerca de 45 mil quilômetros quadrados, segundo estudo da Universidade Federal de Pernambuco. Esse tipo de área protegida sofreu ações de redução, desclassificação e reclassificação (RDR) provocadas pela especulação imobiliária, pelo agronegócio e, principalmente, pela expansão do setor elétrico nacional.
O estudo identificou 46 ações de RDR que reduziram ou extinguiram a proteção e duas que ampliaram as áreas protegidas.
“Quase 70% dos casos de RDR ocorreram nos últimos cinco anos, a maioria desde 2010, quando o governo federal divulgou seu plano energético, incluindo a construção de hidrelétricas na Amazônia, um bioma que possui cerca de 40% de sua área sob proteção, o que tornou necessárias as RDR”, informou o pesquisador Enrico Bernard ao Terramérica.

