Organizações da sociedade civil solicitaram aos governos de Argentina, Chile e Peru a formação de uma comissão técnica independente para determinar os efeitos negativos do Rali Dacar 2013, que envolveu esses países. Porta-vozes das chilenas Ação Ecológica e Fundação Patrimônio Nosso, do chileno Museu Paleontológico Meyer-Hönninger e a argentina Fundação para a Defesa do Meio Ambiente disseram que informes oficiais e acadêmicos demonstram danos irreparáveis no patrimônio arqueológico e paleontológico das áreas por onde a competição passou este ano.
“Não podemos continuar lutando de forma local. Devemos nos unir e eventualmente somar outros. É necessário deixar claro quais são os custos do Rali Dacar para que, quem sabe, acabe”, disse ao Terramérica o ambientalista Luis Mariano Rendón, da Ação Ecológica.
Rendón advertiu que, se os tribunais locais não acolherem recursos interpostos em cada país, “iremos ao Tribunal Internacional de Direitos Humanos”.

