Organizações ambientalistas da Argentina pedem informação sobre o inventário de geleiras e áreas periglaciais do país, exigido por uma lei aprovada em 2010 para autorizar ou rejeitar investimentos. A lei de proteção de geleiras prevê que o Instituto Argentino de Nivologia, Glaciologia e Ciências Ambientais realize o inventário, começando por “áreas prioritárias” que são as já comprometidas por projetos de desenvolvimento.
O inventário pode demorar cinco anos, mas já deveria ter começado, disse ao Terramérica a ativista Pía Marchegiani, da Fundação Meio Ambiente e Recursos Naturais, uma das entidades que pediu informações ao Ministério de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e ao Instituto.
“Não temos provas nem certezas de nada, mas há versões de que não se estaria trabalhando em áreas prioritárias. Não pudemos ter acesso nem mesmo aos avanços ou resultados parciais do estudo”, destacou Marchegiani.

