O plantio de eucalipto e pinheiro pela indústria de papel e celulose ameaça a diversidade do Pampa, uma vasta planície fértil que ocupa o sul do país, leste da Argentina e quase todo o território do Uruguai. Quase um quarto dessa planície brasileira foi coberta pelo reflorestamento nos últimos cinco anos, segundo estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
O Pampa brasileiro, considerado, até 2004, parte da Floresta Atlântica que cobre longas e largas áreas costeiras, ocupavam 63% do Rio Grande do Sul. Agora, subsiste apenas 36% de seu território.
“Por ser um bioma de vegetação pastoril, as pessoas pensam que tem pouca biodiversidade, mas identificamos mais de duas mil espécies de plantas ali. É muito para uma área de 176 mil quilômetros quadrados. No Cerrado são sete mil espécies em três milhões de quilômetros quadrados”, disse ao Terramérica Ilsi Boldrini, coordenadora do estudo.

